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Governo dos Açores garante custo de dormidas em confinamento em hotéis

O Governo Regional dos Açores vai assegurar o pagamento de dormidas em hotéis das pessoas que cheguem à região e que sejam obrigadas a cumprir confinamento obrigatório em unidades hoteleiras, devido à pandemia de covid-19.

Governo dos Açores garante custo de dormidas em confinamento em hotéis
Notícias ao Minuto

20:38 - 26/03/20 por Lusa

Economia Covid-19

"Os custos de alojamento de todos os cidadãos confinados serão suportados pelo Governo Regional dos Açores", avançou hoje o responsável da Autoridade de Saúde Regional dos Açores, Tiago Lopes, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo.

Atualmente, só há viagens aéreas para duas ilhas nos Açores, São Miguel e Terceira, sendo a deslocação inter-ilhas restringida a situações excecionais, com a aprovação da Autoridade de Saúde Regional.

Desde o dia 14 de março que o executivo açoriano obriga os passageiros que aterrem na região a assinar um termo de responsabilidade, comprometendo-se a ficar em quarentena durante 14 dias.

Hoje e, após articulação prévia com o Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, o Governo Regional determinou que esse período de confinamento obrigatório seria feito em unidades hoteleiras, "independentemente da residência dos indivíduos".

As unidades hoteleiras definidas -- o Hotel Marina, na ilha de São Miguel, e o Hotel do Caracol, na ilha Terceira -- "garantirão condições de higiene e salubridade e a prestação de refeições diárias" e o confinamento obrigatório só será levantado "em casos de força maior" e com a autorização da Autoridade de Saúde Regional.

Questionado pelos jornalistas, Tiago Lopes disse que as quarentenas determinadas à chegada à região "têm revelado a sua eficácia e a sua eficiência", justificando a concentração em unidades hoteleiras com a necessidade de facilitar o trabalho às autoridades de saúde.

"Torna-se cada vez mais difícil, em termos de recursos humanos, fazer o acompanhamento diário de todas as vigilâncias ativas que nós temos neste momento", afirmou.

São mais de 2.000 as pessoas, sem sintomas, mas que estiveram fora da região ou em contacto com casos confirmados, acompanhadas diariamente pelas autoridades de saúde açorianas.

"Tínhamos que arranjar aqui uma medida que permitisse a facilidade desse trabalho de vigilância ativa de todos os cidadãos potencialmente infetados", reiterou o responsável da Autoridade de Saúde Regional.

Tiago Lopes sublinhou, no entanto, que há cada vez menos pessoas a desembarcar nos aeroportos dos Açores, sendo a maioria residente no arquipélago.

"Quem vier para cá, se vier em período de férias, irá passar as suas férias confinado a uma unidade hoteleira sem poder sair da mesma. É visível e é evidente que cada dia que passa temos menos pessoas", assegurou.

O controlo do confinamento no hotel será feito com a colaboração da Polícia de Segurança Pública e até mesmo os residentes no arquipélago, incluindo aqueles que têm casa na ilha de chegada, terão de permanecer 14 dias no hotel.

"Muitos deles são residentes nos Açores que acabam por regressar à sua terra natal, mas que, por via de segurança e de contermos o surto e atendendo à saúde pública que queremos manter, terão agora que inevitavelmente manter este período de quarentena em ambas as unidades hoteleiras", revelou o responsável da Autoridade de Saúde Regional.

Questionado sobre o atraso na resposta aos pedidos de deslocação inter-ilhas, Tiago Lopes disse que os serviços da direção regional de Saúde estão "mais preenchidos com pedidos que não fazem sentido neste momento".

"A população ainda não compreendeu que estamos em estado de emergência e que não pode haver a livre circulação que existia anteriormente", frisou.

Ainda assim, avançou que o procedimento está a ser afinado para que as situações urgentes, relacionadas sobretudo com questões de saúde, tenham "prioridade".

Os Açores têm atualmente 24 casos confirmados da covid-19, em cinco ilhas, mas apenas um de transmissão local.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, registaram-se 60 mortes, mais 17 do que na véspera (+39,5%), e 3.544 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 549 novos casos em relação a quarta-feira (+18,3%).

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