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Pharol passa de prejuízo a lucro de 20,7 milhões em 2019

A Pharol (ex-Portugal Telecom) encerrou 2019 com um lucro de 20,7 milhões de euros, após um prejuízo de 5,6 milhões no ano anterior, divulgou hoje a empresa em comunicado ao mercado.

Pharol passa de prejuízo a lucro de 20,7 milhões em 2019
Notícias ao Minuto

23:31 - 28/02/20 por Lusa

Economia CMVM

Na informação divulgada na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol refere que o lucro registado "reflete essencialmente o ressarcimento de danos no âmbito do acordo entre a Oi e a Bratel Sarl no montante de 36,8 milhões de euros", "uma perda de 11,6 milhões de euros decorrente da redução do valor expectável de recuperação dos créditos sobre a Rio Forte" e "os custos operacionais consolidados de 4,2 milhões de euros".

No ano passado, os custos operacionais consolidados ascenderam a 4,2 milhões de euros, em comparação com 5,3 milhões de euros em 2018, uma evolução "explicada na quase totalidade por menores custos com serviços jurídicos e consultoria", refere a empresa.

O resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) recorrente foi negativo em 4,2 milhões de euros em 2019, contra 5,3 milhões de euros negativos no ano anterior.

No ano passado, os capitais próprios da empresa reduziram-se em 14,7 milhões de euros, terminando o ano em 131,5 milhões de euros, refletindo "o resultado líquido positivo no montante de 20,7 milhões de euros" e "a desvalorização da participação na Oi em 33,3 milhões de euros, decorrente da queda da cotação em bolsa e da desvalorização do real".

Na informação hoje divulgada, a Pharol refere que, "em consequência do reportado pelos administradores judiciais no Luxemburgo no seu último relatório, relativamente a alguma incerteza sobre o valor dos ativos na América Latina, o valor expectável do crédito sobre a Rio Forte sofreu uma redução de 1,47 milhões de euros" no segundo semestre de 2019, a acrescer aos 10,1 milhões de euros de imparidade já registados no primeiro semestre.

Sobre este tema, o presidente da empresa, Luís Palha da Silva, refere na informação hoje divulgada que "no processo de recuperação do crédito sobre a Rio Forte continuou a verificar-se, ao longo do ano, uma lentidão inultrapassável nas diferentes instâncias a que a Pharol tem recorrido, nomeadamente nas esferas judiciais de Portugal e Luxemburgo", o que acabou "por ter reflexos, na avaliação do valor deste ativo, impondo a sua redução nas contas da empresa".

Palha da Silva salienta também que "o ano de 2019, para o principal ativo da Pharol, a sua participação na Oi, ficou marcado por uma série de fatores externos e internos tendencialmente positivos".

Entre estes fatores enumera "uma renovação da conjuntura política, que, embora timidamente, tem mostrado alguma recuperação nas áreas económicas e permitiu já mudanças legislativas favoráveis no setor das telecomunicações no Brasil", bem como o facto de a Oi ter concluído "um ambicioso programa de aumento de capital", ter chegado a acordo com a Pharol para o abandono "mútuo de diversos litígios e contingências em aberto" e ter iniciado um processo de venda de ativos 'non-core' (não estratégicos), como a participação na Unitel".

Contudo, adianta o gestor, esta "evolução positiva" acabou "por não ter, como devia, reflexos positivos na cotação da Oi e, em consequência, na da Pharol", que diz manter a convicção de que "a melhoria da eficiência operacional proposta no Plano Estratégico da Oi, resultante de eficientes investimentos em fibra (FTTH) e do programa de contenção de custos, irá começar a dar os seus frutos nos próximos trimestres".

O presidente da Pharol diz ainda que em 2019 a empresa "observou uma estrita disciplina de custos operacionais, com especial incidência nas despesas com pessoal e com serviços jurídicos, política essa que continuará a ser, em 2020", uma das "principais prioridades".

Em 31 de dezembro de 2019, a Pharol detinha como principais ativos 326.259.859 ações ordinárias e 1.800.000 ações preferenciais da operadora brasileira Oi, representativas de 5,5% do capital social total, e instrumentos de dívida da Rio Forte Investments, com um valor nominal de 897 milhões de euros.

Na sessão de hoje da bolsa de Lisboa, as ações da Pharol fecharam a cair 4,48% para 0,08 euros.

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