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Wall Street fecha em forte baixa com aumento do medo com o coronavírus

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje com fortes perdas, devido ao medo que a epidemia do novo coronavírus está a provocar entre os investidores, pelas potenciais consequências negativas para a economia internacional.

Wall Street fecha em forte baixa com aumento do medo com o coronavírus

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average viveu hoje a sua pior jornada desde há mais de dois anos, ao cair 1.031,61 pontos (3,6%), para os 27.960,80. Esta desvalorização significa também a perda de todos os ganhos alcançados no ano em curso.

Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq recuou 3,71%, para as 9.221,28 unidades, e o alargado S&P500 abandonou 3,35%, para as 3.225,89. Estes dois índices não tinham conhecido semelhante queda desde outubro de 2018.

Na praça nova-iorquina, à semelhança do conjunto dos mercados financeiros pelo mundo fora, soprou um vento de pânico depois de ser conhecido um aumento do número de casos de contaminação ligados ao novo coronavírus em países como Coreia do Sul, Irão e Itália.

"Em casa epidemia, os investidores preocupam-se com a sua duração e a sua direção", sublinhou Quincy Krosby, da Prudential.

"O que reteve a atenção dos investidores desde o fim de semana é a propagação do vírus, a sua migração", continuou esta analista.

Neste contexto, os investidores procuram evitar o risco de terem ações, reorientando-se para ativos considerados mais seguros, como as obrigações e o ouro.

A taxa da dívida pública dos EUA a 10 anos, que desce quando o preço sobe, baixou para 1,364% às 21:40 de Lisboa, dos 1,471% registados no fecho de sexta-feira.

No mesmo sentido, o rendimento da dívida a 30 anos caiu hoje para o seu mínimo histórico, ao ser de 1,828%.

Pelo contrário, o ouro subiu mais de um por cento, evoluindo no máximo desde 2013, nos 1.660,81 dólares a onça.

"A questão que agora se coloca é a de saber qual vai ser o efeito no crescimento mundial se isto continuar e qual o efeito nos lucros das empresas", adiantou a analista da Prudential.

"No fim de contas, vai-se sempre ter ao lucro das empresas", reforçou.

Afetadas diretamente pelas consequências da epidemia, que ameaça os voos internacionais, as grandes transportadoras aéreas norte-americanas penaram, com a Delta a cair 6,3%, a American Airlines 8,5% e a United Airlines 3,3%.

Por sue lado, a Apple, que fabrica e vende grande parte dos seus iPhones na China, perdeu 4,8%.

O recuo estendeu-se ao setor dos semicondutores, casos de Nvidia (7,1%), Micron (3,5%) e Texas Instruments (5,5%).

As perdas estenderam-se também ao setor da energia, como demonstrado por Chevron (4,0%) e ExxonMobil (4,7%), e ainda dos valores tecnológicos, com a Facebook a recuar 4,5% e a Microsoft 4,3%. 

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