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Utentes de Lisboa reivindicam fim das obras no metro de Arroios

A Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa (CUTL) reivindicou hoje, mais uma vez, o fim das obras na estação de metro de Arroios, encerrada desde junho de 2017, distribuindo panfletos junto à estação.

Utentes de Lisboa reivindicam fim das obras no metro de Arroios

Em declarações à agência Lusa, Cecília Sales, membro da CUTL, afirmou que esta ação de protesto visou explicar as queixas dos utentes do metro desta zona e "tornar a lembrar às pessoas que isto se está a passar".

O Metropolitano de Lisboa anunciou em janeiro a assinatura do auto de consignação das obras de ampliação e reformulação da estação, com um prazo de execução de 18 meses e um valor de mais de 6,6 milhões, acrescido de IVA.

Também os comerciantes locais, lembrou Cecília Sales, se queixam de que têm sido prejudicados desde o início das obras e já houve, inclusivamente, negócios que fecharam.

Graça Pina, proprietária de uma loja nas imediações da estação, disse à agência Lusa que o seu negócio tem sido prejudicado em "mais de 70%" desde que as obras começaram devido à falta de movimento na rua, consequência do encerramento da estação, e porque a loja ficou "escondida" pelos contentores fixados em frente à porta do seu estabelecimento.

Rita Magrinho, residente na freguesia da Penha de França, utente do metro de Arroios e membro da CUTL, explicou que, "apesar de terem reforçado uma linha do autocarro para parar na Alameda, não é suficiente".

A carreira de bairro, acrescentou, passa apenas "de 35 em 35 minutos" e as pessoas não podem estar meia hora à espera desse autocarro.

A utente explicou que antigamente demorava oito minutos a chegar ao metro de Arroios e agora são quase 15 minutos a pé da sua casa até à estação da Alameda, que lhe serve de alternativa.

Em causa está a expansão do cais da estação de Arroios de forma a permitir a circulação de comboios de seis carruagens em toda a linha verde, contudo, segundo a representante, as obras estão a demorar mais do que era suposto e a rodoviária Carris não reforçou o transporte entre a Alameda e os Anjos, como tinha sido prometido.

A obra teve início em julho de 2017, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2019.

Contudo, em janeiro de 2019, a empresa rescindiu o contrato com o empreiteiro, devido ao atraso dos trabalhos, lançando um novo concurso em fevereiro do mesmo ano.

Em 05 de setembro, a empresa aprovou a adjudicação desse concurso e remeteu o procedimento em 08 de novembro de 2019 para visto prévio do Tribunal de Contas.

A declaração de conformidade do Tribunal de Contas foi promulgada em 27 de dezembro de 2019 e enviada à empresa no dia 30 desse mesmo mês.

"Os trabalhos de reabilitação da estação Arroios visam ampliar o cais da estação de 70 para 105 metros, de forma a receber composições de seis carruagens, a reformulação dos átrios, incluindo a reorganização dos espaços de apoio à exploração, e a introdução de elevadores para acesso a pessoas de mobilidade condicionada, garantindo assim a prestação do serviço público de transporte, nas condições de exploração e segurança", explicou o Metropolitano de Lisboa em janeiro.

O objetivo é o de "melhorar a qualidade e a velocidade de serviço na rede, para benefício dos mais de 600 mil clientes que diariamente utilizam o Metro de Lisboa".

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