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Wall Street fecha com recordes do S&P500 e Dow Jones

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta, com os investidores satisfeitos com a assinatura, sem surpresa, de um acordo comercial parcial entre os EUA e a China, e a divulgação de uma série de resultados trimestrais de empresas.

Wall Street fecha com recordes do S&P500 e Dow Jones
Notícias ao Minuto

22:56 - 15/01/20 por Lusa

Economia Wall Street

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou 0,31%, para acabar em 29.030,22 pontos, fechando pela primeira vez na sua história acima dos 29 mil.

Também o índice alargado S&P500, que representa as 500 maiores capitalizações bolsistas em Wall Street, ganhou 0,19%, para umas inéditas 3.289,20 unidades.

O tecnológico Nasdaq fechou igualmente com ganhos, de 0,08%, para as 9.258,70 unidades.

Os índices bolsistas subiram claramente com a aproximação da assinatura na Casa Branca do acordo comercial preliminar entre chineses e norte-americanos pelo Presidente norte-americano e o vice-primeiro-ministro chinês, mas foram perdendo força com o aproximar do fim da sessão.

Espera-se que este texto, de 94 páginas, permita uma trégua no conflito comercial que mina a economia mundial desde que foi iniciada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, na primavera de 2018.

A reação dos investidores à sua oficialização foi moderada porque "os índices já subiram muito desde meados de outubro", estimou Patrick O'Hare, da Briefing. "O valor das empresas na bolsa continua a subir, mas com um pouco mais de obstáculos no caminho", avançou.

A China comprometeu-se a comprar 200 mil milhões de dólares (179 mil milhões de euros) suplementares de produtos dos EUA nos próximos dois anos.

O acordo contém também disposições relativas à proteção da propriedade intelectual e às condições de transferência de tecnologias, outras exigências relevantes dos EUA.

Os direitos alfandegários punitivos que incidem sobre importações provenientes da China, em montante superior a 370 mil milhões de dólares, vão ser mantidos enquanto um futuro acordo, designado de 'fase 2', não for assinado, recordou Trump.

Por outro lado, várias empresas relevantes na praça nova-iorquina apresentaram os seus resultados antes da abertura da sessão, alguns dos quais superaram as expectativas, casos da seguradora UnitedHealth, que valorizou 2,83%, da gestora de ativos BlackRock (2,30%) e do Bank of America, que, não obstante, fechou a perder 1,84%.

O recuo deste título do estabelecimento financeiro foi atribuído por Gregori Volokhine, da Meeschaert Financial Services à eventual incorporação destes bons resultados no valor das ações, sublinhando que este já tinha aumentado 30% em 2019.

Ao contrário, a cotação do Goldman Sachs, que baixou 0,18%, acusou a descida dos lucros em 26%.

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