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Investimento semestral na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa desce 16%

A Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa registou 2,52 mil milhões de euros de investimento imobiliário durante o primeiro semestre deste ano, o que representa um decréscimo de 16%, em termos homólogos, revelou hoje a empresa Confidencial Imobiliário.

Investimento semestral na Área de Reabilitação Urbana de Lisboa desce 16%

O total de investimento imobiliário, contabilizado nos primeiros seis meses deste ano, corresponde a 5.205 transações, verificando-se, assim, "um decréscimo de 26,5% face ao primeiro semestre de 2018 (7.078) e de cerca de 14,2% face ao semestre anterior (6.070)".

Os dados apurados incidem sobre a atividade de aquisição de imóveis na ARU de Lisboa, área que abrange quase todo o concelho, excetuando Parque das Nações, Alta de Lisboa e Telheiras, excluindo-se para efeitos de análise as freguesias do Lumiar, Santa Clara e Parque das Nações.

De acordo com a empresa Confidencial Imobiliário, o volume de investimento imobiliário durante o primeiro semestre deste ano, "apesar de robusto, apresenta um decréscimo de 16% quando comparado com o primeiro semestre de 2018, quando foram transacionados cerca de três mil milhões de euros, e de 13,4% face ao semestre anterior, quando as transações atingiram os 2,91 mil milhões de euros".

Os dados, que refletem a transação de todo o tipo de imóveis, indicam que a habitação continua a ser o segmento que mais atrai investimento, concentrando no primeiro semestre deste ano "67% do total transacionado", o que equivale a 1,69 mil milhões de euros. Seguem-se os imóveis de uso comercial e de serviços, com uma quota de 24%, que corresponde a 601,4 milhões de euros.

Além destes dois segmentos de mercado, destaca-se a transação de terrenos, que movimentaram 29,7 milhões de euros, o que representa 1% do total investido, informou a Confidencial Imobiliário, acrescentando que os restantes 8% de investimento na ARU de Lisboa se distribuem entre todos os restantes imóveis transacionados, num total de 209,4 milhões de euros.

Em termos geográficos, a freguesia lisboeta mais ativa é Santo António, agregando 337,3 milhões de euros (quota de 13%), seguindo-se Santa Maria Maior, com 294,3 milhões de euros (quota de 12%), e Avenidas Novas, com 282,7 milhões de euros (quota de 11%).

Outras freguesias de maior representatividade são Arroios (238,6 milhões de euros), Misericórdia (200,1 milhões de euros) e Estrela (166,8 milhões de euros), com quotas de 9%, 8% e 7%, respetivamente.

Na cidade de Lisboa, excluindo três freguesias - Lumiar, Santa Clara e Parque das Nações, que não integram a análise --, as freguesias de Santo António, Santa Maria Maior, Avenidas Novas, Arroios, Misericórdia e Estrela "continuam a receber 60% de todo o investimento imobiliário contabilizado na ARU de Lisboa".

Nas restantes freguesias, o investimento no primeiro semestre deste ano variou entre os 100,3 milhões de euros em Belém e os 13,3 milhões de euros em Carnide.

Segundo o diretor da Confidencial Imobiliário, Ricardo Guimarães, apesar de se registar um abrandamento na atividade de investimento, "é importante relembrar que 2018 foi um ano recorde desde que há reporte de dados (2014)", com cerca de três mil milhões de euros investidos por semestre.

"Uma vez que as operações recuaram de forma mais acentuada que o volume investido, importa reter que os investidores aumentaram o seu 'ticket' médio de investimento em 14%", sublinhou Ricardo Guimarães, referindo que no primeiro semestre deste ano investiu-se, em média, 487,8 mil euros por operação, mais 58,1 mil euros do que os 429,7 mil euros registados no primeiro semestre de 2018, "o que significa que o interesse dos investidores se mantém".

Durante o ano de 2018, o investimento imobiliário na ARU de Lisboa atingiu "um valor recorde de 5,92 mil milhões de euros", correspondendo a cerca de 13.150 transações.

A empresa Confidencial Imobiliário é especializada na produção e difusão de indicadores de análise do mercado, detendo índices e bases de dados exclusivas sobre a oferta e vendas de fogos, com detalhe à freguesia, através de um levantamento de informações junto de promotores, mediadores e avaliadores imobiliários, além da banca.

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