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Lucros do BPI caem mais de 50% para 253,6 ME

O BPI registou lucros de 253,6 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, uma diminuição de 52% face aos 529,1 milhões de euros alcançados no mesmo período de 2018, foi hoje divulgado.

Lucros do BPI caem mais de 50% para 253,6 ME
Notícias ao Minuto

08:48 - 04/11/19 por Lusa

Economia BPI

"Face ao período homólogo de 2018, a evolução do resultado consolidado (-52%) é muito influenciada por impactos positivos extraordinários registados em setembro de 2018 (+160 M.Euro, essencialmente ganhos com a venda de participações) na atividade em Portugal e que não se repetiram em 2019", de acordo com o comunicado divulgado hoje pelo banco.

De acordo com a instituição liderada por Pablo Forero e totalmente detida pelo espanhol, o resultado deve-se também à "alteração da classificação contabilística do BFA [Banco de Fomento de Angola] no final de 2018, pelo que o resultado consolidado passa a partir de 2019 a refletir os dividendos do BFA atribuídos ao BPI quando anteriormente refletia a apropriação de resultados do BFA por equivalência patrimonial".

A operação em Portugal contribuiu para os resultados dos três primeiros trimestres do ano com um lucro de 152,8 milhões de euros, uma diminuição de 7% face ao registado no mesmo período do ano passado.

Segundo o banco, esta redução é "explicada por imparidades de 11 M.Euro em unidades de participação que o banco tem há alguns anos em fundos de recuperação, subscritas por contrapartida da cedência de créditos àqueles fundos".

Já o contributo do BFA "ascendeu a 86,4 milhões de euros e inclui os dividendos líquidos relativos ao exercício de 2018, atribuídos ao BPI, e uma reversão de impostos diferidos passivos (51 M.Euro [milhões de euros])".

Por sua vez o BCI [Banco Comercial e de Investimentos] de Moçambique, no qual o BPI detém uma participação de 37,67%, "gerou um contributo positivo de 14,5 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2019", pode também ler-se no comunicado.

A margem financeira (diferença entre juros pagos em depósitos e recebidos em créditos) do BPI cresceu 3,4% (para 326,1 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano face ao mesmo período do ano passado, "apesar do atual ambiente de taxas de juro negativas", salienta o banco.

Em termos de receitas de comissões, estas "desceram 9 milhões de euros face ao período homólogo para 192,5 M.Euro, uma vez que já não beneficiam do contributo dos negócios de cartões, acquiring e banca de investimento alienados em 2018".

Segundo o banco, em base comparável, as comissões aumentaram em 15,6 milhões de euros, uma subida de 8,8% entre os primeiros nove meses de 2018 e de 2019.

rácio de exposição a crédito malparado no BPI situou-se nos 3,2% no final de setembro deste ano, uma diminuição face aos 3,5% registados no final de 2018, e a cobertura deste tipo de exposição está nos 124% por imparidades e colaterais.

A instituição detida pelo espanhol CaixaBank releva ainda que nos primeiros três trimestres do ano conseguiu "reversões de imparidades de crédito de 7,6 milhões de euros e a recuperação de 11 M.Euro de créditos anteriormente abatidos ao ativo".

Quanto a rácios de capital, e após a distribuição de reservas livres conhecida na semana passada (150 milhões de euros), o CET1 ('common equity tier 1') ficou nos 12,7%, o Tier 1 nos 14,2% e o rácio total nos 15,9%.

"Note-se que os requisitos de capital (SREP) para o BPI em 2019 são de 9,25% de CET1, de 10.75% de T1 e de 12,75% de rácio total (fully loaded)", recorda o banco liderado por Pablo Forero.

O banco salienta ainda que "nos últimos 12 meses, o BPI atingiu uma rentabilidade do capital próprio tangível (ROTE [return on tangible equity]) recorrente de 8% na atividade em Portugal".

Em termos de custos, os recorrentes de estrutura aumentaram 1,9% nos primeiros nove meses de 2019 comparando com o mesmo período do ano passado, algo "explicado pela execução do plano de investimentos previsto, nomeadamente na área tecnológica", explica o banco.

De acordo com o BPI, os custos com pessoal aumentaram 1,4% até setembro, face ao período homólogo de 2018. Os depósitos de clientes aumentaram 1.228 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano (aumento de 5,8% face a dezembro), e o crédito a clientes (bruto) aumentou 602 milhões de euros (aumento de 2,6% face a dezembro).

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