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CGD cobrará 0,34 euros mensais nos serviços mínimos, mas dá isenções

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai cobrar 34 cêntimos mensais de comissão nas contas de serviços mínimos bancários a partir de janeiro de 2020, mas isenta quem ganha o salário mínimo.

CGD cobrará 0,34 euros mensais nos serviços mínimos, mas dá isenções
Notícias ao Minuto

20:00 - 09/10/19 por Lusa

Economia Banco

"A Caixa vai isentar de qualquer pagamento na conta de serviços mínimos, a todos os clientes que tenham uma remuneração igual ou inferior ao salário mínimo nacional. Para os restantes clientes desta conta, o custo será de 34 cêntimos de euro, ou seja cerca de um cêntimo por dia", pode ler-se num documento enviado por fonte oficial do banco público à Lusa.

Nos levantamentos de dinheiro ao balcão, e com caderneta (que deixou, em 14 de setembro, de constituir meio de movimentação de conta), o custo passou de 2,75 euros para 3 euros, e a atualização de caderneta duplicou, passando de 1 para 2 euros.

De acordo com o banco liderado por Paulo Macedo, os aumentos dão-se "com o objetivo de incentivar a substituição da caderneta por outros meios de pagamentos".

No entanto, e "numa política de proteção dos mais desfavorecidos, a Caixa isenta da comissão de levantamento ao balcão cobrança os clientes com mais de 65 anos, com rendimentos e património financeiro mais reduzidos", esclarece o banco.

"No caso da atualização de caderneta ao balcão mantém-se a isenção quando existe uma indisponibilidade da ATS ou atualizadora ou uma incapacidade do cliente para a utilização de dispositivos automáticos (ex. clientes invisuais)", diz a CGD.

Relativamente a transferências, o banco público decidiu "aumentar o número de transferências incluídas gratuitamente na Conta Caixa S, duplicando o número de duas para quatro".

"Na Conta Caixa M foi também aumentado o número de transferências, sem alterar o valor. A conta Caixa L, ficou inalterada", segundo o banco.

Estas alterações ao preçário da CGD surgem no mesmo dia em que o banco público anunciou que a partir de 25 de janeiro de 2020 vai passar a taxar as transferências MB Way, mas deixa isentos 2,5 milhões de clientes.

Segundo o novo tarifário publicado na página na internet da CGD, que entra em vigor em 25 de janeiro do próximo ano, as transferências via MB Way vão passar a ser taxadas em 85 cêntimos, aos quais acresce 4% de imposto de selo (ficam em 88,4 cêntimos).

Contactada pela Lusa, fonte oficial do banco salientou, no entanto, que há "2,5 milhões de clientes que vão continuar isentos", que correspondem aos que têm Conta Caixa, aos jovens até aos 26 anos e aos que utilizam MB Way a partir das aplicações da CGD (Caixadirecta, DABOX e Caixa Easy).

O MB Way é uma aplicação para telemóveis que permite efetuar compras, pagamentos ou transferências de dinheiro sem ser necessária a utilização física de cartões de débito e de crédito.

Depois de nos últimos anos este sistema ter sido gratuito (os clientes não pagam pelas transferências), este ano já BPI, BCP, Santander Totta e Crédito Agrícola passaram a cobrar.

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