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Motoristas de matérias perigosas entregaram o pré-aviso de greve

Sindicatos e associação empresarial do setor estiveram, esta segunda-feira, reunidos para nova negociação mediada pelo Ministério do Trabalho.

Motoristas de matérias perigosas entregaram o pré-aviso de greve

A reunião entre os sindicatos Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e Independente dos Motoristas de Mercadorias e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) não terminou da melhor maneira.

De acordo com a TVI, o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas cumpriu a ameaça e entregou o pré-aviso de greve para o dia 12 agosto.

Já o Notícias ao Minuto apurou que a ANTRAM propôs um aumento da base salarial dos motoristas na ordem dos "300 euros", mas o sindicato "nem sequer ouviu as contrapropostas", pois reivindicava um aumento de 500 euros.

As duas plataformas sindicais e a associação empresarial do setor estiveram hoje reunidas numa ronda negocial que contou com a mediação da Direção Geral do Emprego e Relações de Trabalho do Ministério do Trabalho.

A 6 de julho, recorde-se, os sindicatos reuniram-se naquele que foi o seu 1.º Congresso Nacional e anunciaram uma nova paralisação com início a 12 de agosto, ameaça que é agora reforçada.

A FECTRANS e o Sindicato Independente dos Motoristas e o dos Motoristas de Matérias Perigosas têm vindo a negociar a revisão do Contrato Coletivo do setor com a ANTRAM, desde maio, tendo acordado um protocolo com a vista à implementação de um salário base de 700 euros para os camionistas, em janeiro de 2020.

A este salário base, acresce, como agora, vários subsídios inerentes ao desempenho da atividade e as diuturnidades.

Os dois sindicatos independentes vão para as negociações com a intenção de entregar de imediato o pré-aviso de greve caso a associação patronal não responda às suas reivindicações.

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas foi criado no final de 2018 e tornou-se conhecido com a greve iniciada no dia 15 de abril, que levou o Governo a decretar uma requisição civil e, posteriormente, a convidar as partes a sentarem-se à mesa de negociações.

A elevada adesão à greve de três dias surpreendeu todos, incluindo o próprio sindicato, e deixou sem combustível grande parte dos postos de abastecimento do país.

SNMMP reivindicava salários de 1.200 euros para os profissionais do setor, um subsídio específico de 240 euros e a redução da idade de reforma.

Segundo fonte sindical, existem em Portugal cerca de 50.000 motoristas de veículos pesados de mercadorias, 900 dos quais a transportar mercadorias perigosas.

O 'jovem' sindicato presidido por Francisco São Bento tem cerca de 700 sócios.

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