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"Não pode haver política de Esquerda com legislação laboral de Direita"

No 1º de Maio, Arménio Carlos lamentou que o trabalho continue a "ser o parente pobre da política deste Governo". Explica elevado número de greves e de pré-avisos de greve com expectativas criadas com a evolução da economia mas que não estão a ser correspondidas.

"Não pode haver política de Esquerda com legislação laboral de Direita"

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, esteve na RTP para assinalar o Dia do Trabalhador. Num ano de eleições legislativas, que está a ser marcado por um número elevado de greves mas também de pré-avisos de greve, Arménio Carlos abordou o que está a levar a esta insatisfação dos trabalhadores portugueses.

“As expectativas que foram criadas, a evolução da economia, não estão a ter depois a respetiva correspondência no plano da distribuição da riqueza e daí a insatisfação dos trabalhadores, que para além de não verem atualizados os seus trabalhos de acordo com aquilo que produzem são também confrontados com a desvalorização constante das profissões, com a desregulação dos horários, com a precariedade que se generalizou no país e, acima de tudo, com dificuldades para dar resposta a problemas que hoje se colocam, nomeadamente com os preços da habitação e o custo de vida”, referiu o líder da central sindical.

Arménio Carlos salientou ainda que “ao contrário do que tem sido publicitado, o maior número de greves tem sido feito no setor privado e não na administração pública” e que a legislação do trabalho atual está a gerar “grande indignação”, assim como a proposta de lei do Governo que “no essencial não só dá sequência ao que de pior existe na atual legislação, como inclusive fomenta a precariedade, desregula ainda mais os horários e promove um ataque sem precedentes à contratação coletiva”.

No fundo, afirmou o secretário-geral da CGTP, “são estas as questões que nos levam a dizer que não pode haver uma política de Esquerda com uma legislação laboral de Direita a manter-se”.

“Os deputados socialistas têm uma oportunidade. Ou se colocam ao lado dos trabalhadores da CGTP e dos partidos de Esquerda e rejeitam a proposta de lei que está na Assembleia da República, ou então aprovam essa proposta e colocam-se ao lado do capital”, acrescentou Arménio Carlos, que reforça a ideia de que é altura de se “avançar”.

“Depois de se travar uma política que reduziu direitos e rendimentos de trabalhadores, depois de se iniciar um processo para o qual contribuímos e valorizamos muito, nomeadamente a devolução de alguns rendimentos e direitos, houve uma estagnação completa na área do trabalho. O trabalho continua a ser o parente pobre da política deste Governo”, lamentou.

E o dinheiro não serve de desculpa. “Dizem que não há dinheiro, mas há dinheiro! Não há para os funcionários da administração pública, mas disponibilizaram mais de mil milhões de euros para o Novo Banco”.

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