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Sonae Arauco investe 77 milhões em três fábricas até meados de 2020

A Sonae Arauco, detida pela portuguesa Sonae Indústria e pela chilena Arauco, vai investir 77 milhões de euros em três fábricas em Portugal, Alemanha e África do Sul, revelou hoje o presidente do comité de gestão da Sonae Indústria.

Sonae Arauco investe 77 milhões em três fábricas até meados de 2020
Notícias ao Minuto

13:44 - 28/03/19 por Lusa

Economia Resultados

Falando num encontro com jornalistas na sede da empresa na Maia, Porto, Christopher Lawrie adiantou que estes investimentos serão realizados até meados de 2020, sendo que 15 milhões de euros serão canalizados para a fábrica de Mangualde e aplicados em novos equipamentos e em investimentos de natureza ambiental.

Esta fábrica tinha já recebido um investimento de 27 milhões de euros numa nova prensa contínua de produção de painéis em MDF, tendo também sido alvo de obras de reconstrução, após ter sofrido danos nos incêndios de outubro de 2017.

A este propósito, Lawrie revelou que os custos patrimoniais associados à reconstrução da fábrica de Mangualde e na de Oliveira do Hospital, também afetada pelos incêndios, ascenderam a 49 milhões de euros, tendo sido cobertos pelo seguro.

Para além dos 15 milhões de euros de Mangualde, do pacote de 77 milhões de euros de investimento previsto constam ainda 12 milhões de euros numa linha de produção de revestimento a papel melamínico na fábrica da Sonae Arauco em White River, na África do Sul, e 50 milhões de euros numa das cinco fábricas que possui na Alemanha.

"Desde 2008 e com o investimento previsto para 2019 teremos substituído, desativado ou vendido 14 prensas não contínuas", afirmou o presidente do comité de gestão da Sonae Indústria, salientando que "isto representa um investimento fulcral para o futuro", que dotará a empresa "de uma plataforma significativamente melhorada para a criação de valor e para suportar as fases negativas dos ciclos do setor".

Como "perspetivas futuras", Christopher Lawrie destacou a "procura de novas oportunidades de crescimento" na América do Norte, mercado que é responsável por 32,5% do volume de negócios da empresa, particularmente "através do reforço da oferta de produtos e de soluções decorativas".

Segundo Lawrie, na América do Norte, tal como na Europa, "a concorrência no mercado está a aumentar", já que "nos últimos anos quase todos os operadores aumentaram a capacidade", tendo este facto coincidido com um abrandamento da procura.

"Na América do Norte a procura não está má, mas o problema é que há movimentos comerciais de todos os concorrentes em antecipação à nova capacidade instalada que começa já este ano e que continua nos próximos três anos", disse.

Já na Europa, "do ponto de vista da procura o abrandamento é mais claro" e "nota-se uma situação um pouco mais difícil, impactada pela entrada em funcionamento de mais capacidade", acrescentou.

Nos laminados e componentes, o enfoque será no aumento dos volumes de vendas e na melhoria da rentabilidade, em especial no que toca à oferta de laminados para o mercado da América do Norte, sob a nova marca Surforma®, enquanto na Sonae Arauco a aposta será na "melhoria da produtividade e eficiência dos ativos industriais" e no "reforço da oferta das soluções decorativas".

O presidente do comité de gestão da Sonae Indústria disse que a empresa continuará também focada na "procura de oportunidades" de venda dos ativos imobiliários e equipamentos das unidades fabris inativas que ainda possui, de forma a reduzir os respetivos custos correntes, propondo-se alienar duas unidades fabris na Galiza (Espanha), dois ativos "pequenos" no Norte de Portugal e um "grande complexo" em Horn, na Alemanha.

Em 2018, a venda de ativos de unidades inativas permitiu à Sonae Indústria arrecadar sete milhões de euros, contribuindo para uma redução da dívida que, associada a um reforço dos capitais próprios, se traduziu numa melhoria da estrutura de capital da empresa.

Para 2019, o objetivo da Sonae Indústria é "assegurar que os resultados são melhores do que os do ano passado", que ficaram "abaixo das expectativas" sobretudo devido ao aumento dos custos variáveis (ligados a químicos, energia e manutenção), que penalizaram os custos de produção, e à paragem de produção na Tafisa Canada (primeiro para manutenção numa das linhas de aglomerado e, logo de seguida, devido a um incêndio).

Segundo os resultados hoje divulgados ao mercado, a Sonae Indústria fechou 2018 com um resultado líquido consolidado de 11 milhões de euros, menos 27,8% (4,2 milhões de euros) do que no período homólogo, enquanto o volume de negócios consolidado recuou 4,7%, para cerca de 220,2 milhões de euros.

O EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) consolidado em 2018 atingiu 29,2 milhões de euros, menos 10,1 milhões de euros que no ano anterior, tendo a dívida líquida da Sonae Indústria recuado em 12,8 milhões de euros, para 195,8 milhões, face ao final de 2017.

A Sonae Arauco (uma parceria 50/50 entre a Sonae Indústria e a congénere chilena Arauco) tem 2.747 colaboradores e 12 fábricas em quatro países (quatro em Portugal, duas em Espanha, cinco na Alemanha e uma na África do Sul), enquanto a Sonae Indústria possui 495 colaboradores em quatro unidades (duas em Portugal, uma na Alemanha e outra no Canadá).

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