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Desafio da nova administração é dar "verdadeira escala internacional"

O copresidente executivo da Sonae Paulo Azevedo apontou hoje como desafio da futura nova administração do grupo, liderada pela sua irmã, Cláudia Azevedo, dar à empresa "uma verdadeira escala internacional".

Desafio da nova administração é dar "verdadeira escala internacional"
Notícias ao Minuto

15:24 - 21/03/19 por Lusa

Economia Paulo Azevedo

"O meu compromisso convosco é de, nas minhas novas funções [administrador não executivo], lutar para que continuem a ter condições para tomar decisões de longo prazo de criação de valor económico e social e que tenham a autonomia, o cuidado e a atenção para poderem tomar decisões importantes e rápidas e que consigam levar a Sonae para novos patamares e que consigam, especialmente, atingir uma verdadeira escala internacional para a Sonae", afirmou Paulo Azevedo.

Paulo Azevedo falava durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2018 da Sonae SGPS, a última enquanto copresidente executivo do grupo - Ângelo Paupério é o outro copresidente executivo -- já que a presidência da empresa vai passar a ser assumida por Cláudia Azevedo, filha mais nova de Belmiro de Azevedo.

A questão da internacionalização, que sempre assumiu como um dos "pilares estratégicos" do seu plano para a Sonae, foi também referida por Paulo Azevedo quando questionado por um jornalista, em jeito de balanço, sobre aquilo que mais se arrependia de ter feito durante o seu mandato.

"Há muitas coisas que fiz mal e que me arrependo de ter feito da maneira que fiz, mas, felizmente, a maior parte delas não tiveram um impacto muito grande", começou por afirmar, para depois apontar como arrependimento "mais importante" o não ter "identificado mais cedo os planos de expansão alimentares e não alimentares em Espanha".

"Teria sido maior o valor criado para o grupo e para os acionistas se eu, como CEO [presidente executivo], tivesse identificado mais cedo os planos de expansão alimentares e não alimentares em Espanha, numa altura em que [aquele mercado] colapsou e em que nós não tínhamos as coisas bem afinadas", sustentou.

"Acho que aí foi o sítio onde demorei mais tempo e em que teria sido mais útil pararmos um bocadinho mais cedo e pouparmos recursos, para depois avançarmos com as coisas mais afinadas como estamos hoje. Talvez tenha sido o meu maior choque cá dentro", rematou.

Apontando esta situação como um exemplo da "importância do longo prazo" e das "dificuldades" da internacionalização, Paulo Azevedo disse que "é muito difícil e penoso o processo inicial" da expansão internacional, tornando-se "difícil de ajuizar, quando os ventos são desfavoráveis, quando é que se para o sofrimento ou quando é que se mantém, pela importância do mercado".

"Se me pergunta se [a internacionalização do grupo] era a coisa em que eu gostava de ter ajudado e contribuído mais, sim, sem dúvida nenhuma, agora o objetivo da internacionalização era sempre um objetivo a par de outros objetivos, como reduzir a dívida, manter os nossos valores e o nosso compromisso com as pessoas, e dentro desse equilíbrio e das dificuldades que foram os primeiros anos, apesar de tudo acho que os números são positivos", afirmou.

Segundo o gestor, entre 2014 e 2018 as vendas internacionais agregadas do grupo Sonae aumentaram 97%, de 534 milhões para 1.052 milhões de euros.

Numa conferência de imprensa marcada por elogios mútuos entre Ângelo Paupério e Paulo Azevedo, que partilham um percurso profissional de 30 anos na Sonae, Paupério afirmou a "profunda convicção" de que o grupo "vai continuar a crescer", dada a "confiança na [nova] equipa que vai liderar" a empresa.

Relativamente ao exercício de 2018 - em que a Sonae SGPS aumentou o lucro em 33,7%, para 222 milhões de euros, e o volume de negócios em 8,1%, para 5.951 milhões de euros - Paupério disse ter sido "um ano muito bom" para o grupo, com um "contributo positivo" e um "fortalecimento das posições competitivas de todos os negócios do portefólio", para além de um "incremento da presença internacional".

Isto com "manutenção da solidez financeira do grupo", cujo endividamento aumentou para 1.317 milhões de euros em 2018 (face aos 1.284 milhões de euros), "mas só por efeito da aquisição de 20% da Sonae Sierra", caso contrário "teria diminuído para 946 milhões de euros".

Segundo Ângelo Paupério, a Sonae apresenta atualmente uma estrutura de capital "adequada, mas conservadora", com uma proporção de um terço de dívida para dois terços de capital, quando há cerca de uma década era o inverso.

"Estamos muito bem preparados para continuar o nosso caminho, em que sentimos que os nossos negócios estão com equipas preparadas, o balanço é forte e a capacidade do grupo para apoiar esses negócios é grande e esperamos um futuro de grande sucesso com a Cláudia", afirmou.

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