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Elevada adesão à greve nos hospitais, escolas e recolha de lixo

A adesão à greve dos funcionários públicos em protesto contra a não atualização dos salários era cerca das 9h00 "muito elevada" nos hospitais, escolas e na recolha dos resíduos sólidos, disse à Lusa o secretário-geral da CGTP.

Elevada adesão à greve nos hospitais, escolas e recolha de lixo
Notícias ao Minuto

09:34 - 15/02/19 por Notícias Ao Minuto com Lusa

Economia Função Pública

"As indicações que temos é que estamos perante uma grande adesão quer nos hospitais, na recolha de resíduos sólidos, quer na educação, quer noutros setores que hoje de manhã vão ter percalços significativos", adiantou Arménio Carlos hoje de manhã junto à Escola EB2/3 Manuel da Maia, em Lisboa, que está encerrada devido à paralisação.

Segundo o sindicalista, na origem da greve está a "não atualização dos salários de cerca de 600 mil trabalhadores pelo décimo ano consecutivo, as carreiras bloqueadas na maior parte dos casos, as progressões longe do desejável e a falta de resposta para a aquisição de mais trabalhadores".

"Esta greve demonstra o grande descontentamento e indignação pelo facto de as carreiras continuarem congeladas e sem resposta e por outro lado continuarmos a assistir a situações de precariedade como as que ocorrem aqui na [escola] Manuel da Maia onde contratam trabalhadores por três horas e meia para desenvolver uma atividade que é permanente", disse

Arménio Carlos destacou também que "este é o momento certo para que a população perceba que quando os trabalhadores estão a lutar estão a fazê-lo para melhorar os serviços públicos".

“A questão não é a falta de dinheiro. A questão é a falta de vontade de distribuir de forma justa o dinheiro”, afiançou, defendendo que “não pode haver uma entidade patronal como o Estado que não tenha em consideração a melhoria dos salários dos trabalhadores e a melhoria das suas condições de vida e de trabalho”.

Também o presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL)/FENPROF, José Alberto Marques, disse à Lusa, à porta da Escola Manuel da Maia, em Lisboa, que a adesão à greve no setor das escolas é muito elevada, o que "demonstra a insatisfação de professores e pessoal não docente".

"Algumas escolas estão a encerradas, o que significa que os professores e pessoal não docente estão a dar uma resposta. Para além da escola Manuel da Maia, temos escolas como a Secundária do Lumiar, Rainha D. Leonor, em Lisboa, a Romeu Correia, em Almada, e muitas mais. A grande maioria das escolas da área da Grande Lisboa estão quase todas fechadas", disse.

Também Artur Sequeira, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais contou hoje à Lusa, junto à escola Manuel da Maia, que o número de adesão à greve é muito elevado, justificando com a insatisfação dos trabalhadores com as injustiças.

"Ainda não temos um número concreto sobre a adesão à greve, mas com os dados que nos têm chegado sabemos que o setor da educação e da saúde são os mais afetados, mas também temos uma grande adesão na recolha do lixo", concretizou.

Mais de duas dezenas de hospitais com adesão entre 75 e 100%

Mais de duas dezenas de hospitais de várias zonas do país apresentaram uma adesão entre os 75% e os 100% no turno da noite devido à greve de hoje da função pública, segundo dados da Frente Comum.

De acordo com os dados disponibilizados hoje de madrugada pela Frente Comum relativos ao turno da noite, os hospitais de S. José e de Santa Maria (urgência e bloco), em Lisboa, registaram uma adesão de 100% e o Hospital D. Estefânia 98%.

Os hospitais Amadora/Sintra, de Gaia e de Chaves registaram 90% de adesão e nas unidades hospitalares de S. Francisco Xavier, de Santo António e Pedro Hispano, ambos no Porto, foi de 80%.

No Hospital de S. João, no Porto, a adesão relativa ao turno da noite foi de 75%.

Os dados da Frente Comum indicam também que em Coimbra, o Hospital da Universidade de Coimbra, a Maternidade Daniel de Matos, a Maternidade Byssaia Barreto, o Hospital Geral dos Covões e o Hospital Pediátrico estiveram só com os serviços mínimos.

Ainda na Região Centro, o Hospital de Pombal, Hospital da Figueira da Foz, Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga (Santa Maria da Feira), Centro Hospitalar Baixo Vouga (Aveiro), Centro Hospital Tondela/Viseu, Unidade de Saúde Local da Guarda, Centro Hospitalar de Leiria e Centro Hospitalar do Oeste (Caldas da Rainha) também estiveram no turno da noite só com serviços mínimos.

Quanto à recolha noturna de resíduos, dados do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) indicam que os serviços estiveram encerrados nos concelhos de Almada, Alcochete, Amadora, Évora, Loures e Odivelas, Moita, Palmela, Seixal e Setúbal.

No Funchal foi registada uma adesão de 60% no Funchal, 70% em Lisboa -- Garagem dos Olivais, 50% em Sintra e 60% em Vila Franca de Xira.

A greve dos funcionários públicos deverá ter uma elevada adesão, com um impacto mais visível nos setores da saúde, educação, finanças e autarquias, podendo levar ao encerramento de escolas e deixar lixo por recolher, segundo as estruturas sindicais que convocaram esta paralisação nacional.

A paralisação começou por ser marcada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), há cerca de um mês, na expectativa de que o Governo ainda apresentasse uma proposta de aumentos generalizados para a função pública, o que não veio a concretizar-se.

A Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) e a Federação Nacional da Educação (FNE), filiadas na UGT, marcaram dias depois greve para a mesma data, pelos mesmos motivos.

A última greve nacional da administração pública ocorreu em 26 de outubro e foi convocada pela Frente Comum, pela FESAP e pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE).

Os trabalhadores da Função Pública têm os salários congelados desde 2009.

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