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"Há quem peça a Deus para que parta a minha perna"

A atleta espanhola Ana Peleteiro denunciou "insultos e ameaças de morte" após as suas polémicas declarações sobre as mulheres transexuais.

"Há quem peça a Deus para que parta a minha perna"

© Getty Images

Notícias ao Minuto
29/06/2023 09:36 ‧ há 2 anos por Notícias ao Minuto

Os perfis de Ana Peleteiro nas redes sociais encheram-se de 'haters' com "insultos e ameaças de morte" depois de a atleta ter opinado que as mulheres transexuais não devem competir na mesma categoria do que as mulheres cisgénero.

"Se você amadureceu como homem, mesmo que os seus níveis de testosterona caiam, a sua densidade óssea e desenvolvimento muscular é diferente da de outras mulheres. No atletismo, a mulher que salta mais tem 15 metros e um pico e o homem 18 metros e um pico. É preciso abrir as portas às pessoas transgénero, mas no desporto não profissional", declarou Ana Peleteiro numa entrevista ao diário El País.

Palavras que causaram um forte impacto e obrigaram a atleta olímpica do triplo salto a defender-se, através de um comunicado, na rede social Instagram: "Uma quantidade incontável de pessoas insultaram-me, desejaram a minha morte, desejaram mal à minha família e mandaram inclusive mensagens de ódio em que pedem a Deus para que parta a minha perna", começou por denunciar a atleta espanhola.

"Adoro e respeito a 100 por cento a comunidade LGBT, tenho amigos e até familiares que lhe pertencem. Defenderei sempre e lutarei a cada dia pelos seus direitos, da mesma forma que o faço pelos direitos das mulher cisgéneros (que vivem no sexo em que nasceram). Será sempre injusto, onde quer que olhem. E sim, eu luto pelos meus direitos enquanto mulher e pelos de milhões de mulheres desportistas que opinam exatamente igual a mim. Mas por causa do juízo público, têm medo de abrir a boca. Não é uma questão ideológica ou transfobia. Nos dias atuais, sem que exista uma categoria trans, o desporto profissional não é viável. Lutemos para que se regularize e se adapte o desporto profissional às pessoas trans, em vez de apedrejar e enterrar as mulheres que lutam diariamente pelos nossos direitos", rematou.

Leia Também: Isaac Nader dá prata a Portugal nos 1.500 metros

 

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