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Notas do Portugal-Espanha: Já se estava a ver no que ia dar...

Seleção portuguesa permitiu que um golo de Morata aos 88 minutos apurasse a Espanha para a final four da Liga das Nações.

Notas do Portugal-Espanha: Já se estava a ver no que ia dar...

Portugal voltou a vacilar, esta terça-feira, no cumprimento de um objetivo, novamente com um golo na reta final, permitindo que a Espanha triunfasse em Braga (0-1), com um golo de Álvaro Morata aos 88 minutos.

Sensivelmente dez meses depois de ter perdido o passaporte direto para o Mundial para a Sérvia, a equipa de Fernando Santos 'tremeu' numa altura em que sabia que o empate dava para passar à final four e acabou por repetir o mesmo filme, desta vez na Liga das Nações.

A primeira parte não teve muito futebol, mas mesmo assim foi a Portugal que pertenceram as principais oportunidades, com destaque para os remates de Diogo Jota e Bruno Fernandes, que ainda chegaram a dar sensação de golo a milhares de adeptos na Pedreira.

No segundo tempo, a equipa das quinas entrou melhor e voltou a estar perto de mexer com o marcador, mas perdeu o domínio da partida gradualmente com o desenrolar da segunda parte, nomeadamente com as substituições de Luis Enrique, até porque as entradas de Gavi e Pedri, à hora de jogo, mudaram o rumo do jogo.

Já mais recuados e a proteger o empate, os portugueses acabariam mesmo por se deparar com uma desilusão provocada pela seleção espanhola, por força do golo de Álvaro Morata aos 88 minutos a inverter a ordem dos primeiros dois classificados e, assim, permitir que a Espanha se apurasse para a final four, onde já estavam Croácia, Países Baixos e Itália.

Vamos então às notas da partida:

Figura

Álvaro Morata acaba por tornar-se, incontornavelmente, a figura do encontro, com um golo a fazer diferença no jogo e nos destinos das duas equipas. Apesar de ter estado desaparecido durante vários momentos do jogo, foi ele que fez, dentro dos últimos quinze minutos, os dois remates mais perigosos da Espanha. A primeira ocasião ainda foi travada por Diogo Costa, mas o segundo remate ditou mesmo o resultado final. Ainda assim, nota para a exibição de Unai Simón, a travar vários remates portugueses.

Surpresa

Nuno Mendes surgiu no onze inicial de Fernando Santos e foi das unidades portuguesas que mais estragos causou na estratégia do adversário. Batalhou como  ninguém no corredor esquerdo, tirou vários adversários do caminho e o lance de maior destaque aconteceu na segunda parte, quando levou o público presente em Braga ao delírio. Além disso, o ex-Sporting ganhou vários duelos, alguns dos quais cruciais para 'empurrar' o jogo para a baliza adversária.

Desilusão

William Carvalho podia e devia ter feito melhor. Não se pode dizer que tenha sido uma exibição tremendamente infeliz, até porque registou diversos momentos positivos no encontro, mas acumulou algumas perdas de bola e revelou falta de capacidade em travar as investidas adversárias. A maior lentidão na saída para o ataque também condicionou a estratégia da equipa de Fernando Santos, que apenas o retirou do campo aos 78 minutos.

Treinadores

Fernando Santos promoveu três alterações em relação à goleada na Chéquia (0-4), com as trocas nas laterais de Mário Rui e Diogo Dalot por Nuno Mendes e João Cancelo, assim como a entrada de Diogo Jota para o lugar de Rafael Leão. A estratégia parecia óbvia: vencer sem pensar no empate. Mas na reta final de uma partida em que a seleção nacional parecia ter tudo 'dominado', permitir que a Espanha se instalasse no meio-campo adversário culminou no desfecho que todos os portugueses gostariam de ter evitado.

Luis Enrique surpreendeu ao alterar mais de meia equipa, em função da derrota caseira com a Suíça, mas a nível de futebol praticado as sete mudanças não surtiram grandes efeitos, de tal forma que a seleção espanhola nem um remate à baliza fez até ao intervalo. As substituições à passagem da hora de jogo mudaram tudo, nomeadamente com as entradas de Gavi e Pedri, que revelaram ser capazes de dar outra dinâmica ao processo ofensivo da equipa. Bem a ler o que a equipa precisava.

Árbitro

Daniele Orsato protagonizou uma arbitragem razoavelmente segura, embora por vezes mais permissiva em momentos que se justificaria outro tipo de ação disciplinar, pelo que ficaram por mostrar dois ou três cartões amarelos. Ainda assim, a arbitragem do italiano não teve qualquer influência no resultado final, uma vez que não existiram casos polémicos.

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