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Evra foi abusado sexualmente e atira: "Não sou vítima, sou sobrevivente"

Ex-internacional francês faz, agora, parte da Organização Mundial da Saúde, e dedica-se a falar com outros "sobreviventes" em países africanos.

Evra foi abusado sexualmente e atira: "Não sou vítima, sou sobrevivente"
Notícias ao Minuto

12:28 - 27/09/22 por Notícias ao Minuto

Desporto OMS

O jornal britânico The Guardian publica, esta terça-feira, uma extensa entrevista com Patrice Evra, na qual este explica como é que o facto de ter sofrido abusos sexuais quando tinha apenas 13 anos de idade o levou a trabalhar juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ex-internacional francês dedica-se, agora, a viajar por países africanos e a falar com quem passou por situações semelhantes, mas assume que a caminhada não foi fácil: "Lembro-me de ter 24 anos e de jogar pelo Monaco, quando a polícia me ligou e disse 'Tivemos queixas sobre este homem, sabe de algo?. E eu disse que não. Menti".

"A minha mãe ficou devastada. Ver aquela criança de 13 anos, agora um homem feito, a encará-la... Só dizia 'Desculpa, desculpa', mas eu respondi 'Não, mãe, eu estou bem'. É por isso que não me considero uma vítima. Sou um sobrevivente", afirmou.

"Conheci vários sobreviventes. Estou apenas num processo de aprendizagem. Só por ter sofrido abusos sexuais com 13 anos não significa que saiba tudo. Por isso, foi bastante simples começar a falar. Abusos são tabu, e eu adoro tabus", prosseguiu.

"Na cultura africana, pode ser difícil até para uma pessoa negra falar de amor. Nunca vi o meu pai a beijar a minha mãe. Por isso, o facto de uma pessoa africana ter tido sucesso na vida e depois falar sobre coisas destas, deixou-os chocados", completou.

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