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Notas do Benfica-Boavista: Pantera sem garras para o 'cofre de Ody'

Guardião helénico rubricou exibição de nível superior, que travou o maior atrevimento dos axadrezados no segundo tempo. Do outro lado, as águias voltaram a fazer um jogo sofrível contra um Boavista que fez por merecer a passagem à final da Taça da Liga.

Notas do Benfica-Boavista: Pantera sem garras para o 'cofre de Ody'

O Benfica sorriu mais na noite de terça-feira, e garantiu seis anos depois o regresso à final da Taça da Liga, mas esse sorriso foi, certamente, amarelo, à semelhança do que aconteceu no último jogo contra o Arouca.

É certo que foram os encarnados que se revelaram mais certeiros na hora do desempate através da marcação das grandes penalidades, mas não se pode dizer que tenha sido melhor que o Boavista, que na noite de ontem foi um 'Boavistão'. Com muitas baixas no plantel, à semelhança dos encarnados, a equipa de Petit mostrou uma grande alma, principalmente no segundo tempo, e agigantou-se perante um dos três grandes, relembrando os tempos áureos dos axadrezados.

A equipa portuense jogou a partida de igual para igual com o adversário - até podia ter marcado mais golos no segundo tempo -, e conseguiu levar o jogo para os penáltis. Aí, a pantera, que mostrou todas as suas garras frente a um adversário de nível superior, revelou muito desacerto, com três grandes penalidades em cinco falhadas, e viu assim esfumar-se a hipótese de agarrar o troféu pela primeira vez, tornando-se o terceiro clube nacional com todas as provas internas no seu palmarés. 

As águias seguiram em frente, mas terão de mostrar muito mais frente diante do outro adversário, que saíra do duelo desta quarta-feira entre Sporting e Santa Clara, se quiserem almejar a oitava Taça da Liga. O título está mais próximo, todavia Nélson Veríssimo terá de mudar muitas coisas em três dias caso desejem ter a hipótese de conquistar o primeiro título na equipa principal do Benfica.

Mas vamos às notas deste encontro:

Figura:

É em grande parte devido a Odysseas Vlachodimos que o Benfica está de novo numa final da Taça da Liga. Se é certo que na primeira parte teve pouco trabalho, com uma ou outra defesa, no segundo tempo o guardião helénico tornou-se preponderante para manter o Benfica na discussão do jogo. Negou o golo por duas vezes a Musa, a segunda das quais com a intervenção da noite, e nos penáltis evitou precisamente o remate de Musa.

Surpresa:

Petar Musa é, claramente, um dos jogadores que mais tem surpreendido no campeonato português esta temporada. Além de ter conquistado o penálti que valeu o empate, o avançado croata teve duas claras oportunidades de golo para marcar, obrigando Vlachodimos esforçar-se para impedir o segundo do Boavista. No desempate, falhou o seu penálti, mas isso não apaga a grande exibição que fez em Leria.

Desilusão:

Exibição menos esclarecida de Nathan Santos. É certo que não jogou na posição que costuma (foi adaptado a central), mas isso não é desculpar para o erro de palmatória que esteve na origem do golo de Everton.

Treinadores:

Nélson Veríssimo:

Esta equipa do Benfica tem deixado muito a desejar nos últimos dois jogos. Apostou num esquema de 4-3-3 no início do encontro, que se desdobrava num 4-4-2 losango, com João Mário, Paulo Bernardo e Weigl no meio campo, mas a equipa voltou a mostrar alguma intranquilidade, principalmente depois do golo do adversário. As estatísticas mostram bem como o Boavista dominou o encontro. Apesar das águias terem dominado em posse de bola, as panteras tiveram quase o dobro dos remates dos encarnados, bem exemplificativo do desacerto ofensivo da formação de Nélson Veríssimo. A alma que falta a este Benfica teve o Boavista a dobrar neste jogo.

Petit:

Este regresso de Petit ao Bessa está a deixar água na boca. Desde que o antigo jogador voltou a um clube que bem conhece, o Boavista, contra todas as expetativas, chegou à final four da Taça da Liga, saindo da prova sem uma derrota no tempo regulamentar, e só conheceu o sabor da derrota por uma ocasião frente ao campeão Sporting. Em Leria, o Boavista teve uma exibição muito positiva contra um adversário de maior valia. Foi uma equipa aguerrida e combativa, a lembrar os anos áureos do clube no início do século XXI. A equipa do Bessa será um caso sério até ao final da temporada.

Arbitragem

Fábio Veríssimo realizou uma exibição sem grandes percalços, conseguindo controlar bem os ânimos da partida. Esteve bem ao assinalar a grande penalidade que deu o empate ao Boavista. 

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