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Estava lá uma 'pulga' para atrapalhar: As notas do Ajax-Sporting

Neerlandeses tiveram num avançado a sua maior ameaça.

Estava lá uma 'pulga' para atrapalhar: As notas do Ajax-Sporting

O Sporting foi à casa do Ajax para fechar a fase de grupos da Liga dos Campeões. Entre experiências, juventude, estreias, os leões acabaram por fazer uma exibição relativamente satisfatória, algo que não se traduziu, no entanto, no resultado final (4-2). 

A ideia de Rúben Amorim era testar a equipa, perceber em que ponto estava todo o plantel e, depois do teste que promoveu, terá alguma informação para processar para preparar os oitavos de final da Liga milionária.

Do lado do Ajax, apesar de nada estar em jogo a não ser um pleno de vitórias, a dedicação foi a mesma e não fugiu do esperado. Com a sua ideia de jogo bem fundamentada, bem trabalhada, a equipa neerlandesa deu mais um espetáculo tático na Liga dos Campeões, tornando-se, assim, uma das candidatas à conquista da competição.

A partida não deverá afetar o momento dos leões, que chegaram a Amesterdão com uma exibição de qualidade no dérbi na bagagem. Segue-se agora, no próximo sábado mais precisamente, a I Liga. O Boavista já não é para testes e experiências.

Dito isto, vamos às notas desta partida.

A figura

Inevitavelmente, pela inquietude, pela inconformidade, David Neres foi o melhor do lado do Ajax e até na partida. O brasileiro foi autor do terceiro golo dos neerlandeses, que acabou com qualquer esperança que o Sporting pudesse ter, mas antes já tinha atacado muito, explorando espaços que encontrava livres na defesa do Sporting. Esteve muitas vezes mais perto de Gonçalo Esteves do que de Neto, aproveitando alguma debilidade do jovem ala, que foi bom a atacar, mas não tanto a defender. A qualidade individual que mostrou uma vez mais aponta-o para palcos ainda maiores que estes. 

A surpresa

Sem se esperar, Rúben Amorim anunciou que João Virgínia havia de ser o titular desta partida e, apesar dos quatro golos que sofreu, fez uma exibição segura. Esteve muito interventivo na primeira parte, tapou o caminho para a baliza enquanto pôde, negou por múltiplas vezes o golo ao Ajax e, por isso, merece uma distinção. Na segunda parte parece ter perdido algum foco, o que fez com que não defendesse de forma correta o poste à sua esquerda no quarto golo dos neerlandeses, mas toda a equipa desceu de nível igualmente. Parece que os leões, fora Adán, cuja qualidade já foi reconhecida há tempos, têm agora outro ativo de valor para defender as redes. Se era um teste, Virgínia terá passado com um satisfaz mais.

A desilusão

Tiago Tomás foi, sem dúvida, o jogador menos do Sporting nesta partida. Fora do jogo por completo, não conseguiu ganhar qualquer bola de costas para a defesa adversária, não conseguiu rodar o corpo e jogar nas alas como Paulinho faz (e bem), teve um único remate em 60 minutos que nem foi enquadrado com a baliza de Pasveer, e não é isso que se pede a um ponta de lança. Com apenas 409 minutos jogados nesta época até agora, Tiago Tomás terá de garantir mais que isto à equipa para ter mais tempo de jogo. 

Os treinadores

Erik Ten Hag: Outro jogo que lava a vista ao adepto do futebol. Que gosto dá ver este Ajax jogar. Muito trabalho de Ten Hag, que tem bem definida a sua ideia para o jogo, que sabe que características quer que os seus jogadores apresentem, que trabalha com esta equipa há cinco anos, com múltiplos títulos já conquistados. A pressão alta, a pouca margem de manobra dada ao adversário, o futebol rápido, de pouco toque, são valores que este Ajax transporta consigo para onde quer que vá. A continuar assim, Ten Hag 'arrisca-se' a juntar às duas ligas neerlandesas e às três taças uma Liga dos Campeões que não cai do céu.

Rúben Amorim: Homem de palavra, que teve a coragem de enfrentar um super Ajax com uma equipa bastante diferente. Mesmo que as contas do apuramento estivessem já fechadas, tal como o próprio disse antes da partida, estava em jogo, como sempre, a camisola, a instituição. A sua equipa acabou por se entregar ao jogo, mas insuficiente para bater o adversário desta terça-feira. Colocou Paulinho, Pedro Gonçalves e Sarabia num momento em que acreditava que podia levar outro resultado para Lisboa, mas o Ajax fechou logo de seguida o marcador. Se calhar ficou a 'roer-se' por não ter lançado, por exemplo, Marsá na partida, ou então Essugo e Nazinho ainda mais cedo do que fez. No entanto, acaba por ser um bom teste para a sua equipa.

O árbitro

Não fosse o VAR e o penálti de Daniel Bragança sobre Haller teria ficado no tinteiro. Podia ter dado mais um ou outro cartão aos homens do Ajax, mas, fora isso, não teve grandes trabalhos ou até más decisões.

Leia Também: Sporting fez experiências e deu-se mal frente ao Ajax

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