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"Não há perigo maior após a Champions que desvalorizar o adversário"

Treinador do FC Porto fez a antevisão ao jogo com o Moreirense.

"Não há perigo maior após a Champions que desvalorizar o adversário"

O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, fez este sábado a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Moreirense, a contar para a sexta jornada da I Liga.

Na antevisão ao jogo com os cónegos, o treinador dos azuis e brancos confirmou a ausência de Pepe, que se junta à de Toni Martínez, que cumpre um jogo de castigo.

Conceição alertou ainda para os perigos de desvalorização do adversário, isto depois da estreia na Liga dos Campeões frente ao Atlético de Madrid.

Fique com as principais declarações do técnico dos azuis e brancos:

Como desmontar o Moreirense: O Moreirense, da minha análise, começou por jogar num 4x3x3 contra o Penafiel, na Taça da Liga, e depois foi mudando. Maioritariamente jogou num 3x4x3, depois, com o jogo correndo bem ou mal muda para 4x3x3 ou 4x4x2, com três médios por vezes, dois deles mais fixos na linha defensiva e um mais próximo do Rafael... Fica difícil prever o que vai acontecer amanhã, mas tenho de conhecer essas diferentes formas de abordar o jogo que o João Henriques tem, os jogadores que podem jogar, que estarão no apoio ao Rafael nas alas... Depende da estratégia do João para o jogo. Cabe-nos ir à procura da vitória, ter as despesas do jogo. Em termos ofensivos termos uma mobilidade constante para ferirmos o adversário onde penso que existem algumas debilidades.

Mais de 30 jogadores lançados na Champions: Vi na imprensa, não é a pensar nesses números que os jogadores se estreiam na Liga dos Campeões, mas é um facto. Quando leio alguns artigos de opinião e ouço pessoas a falarem da nossa prestação na Liga dos Campeões, dizem que tem muito a ver com ADN Porto, com a história, a experiência, mas esses números representam o contrário, não há experiência. Entrar com um símbolo que tem um peso muito grande, uma história muito grande nesta competição é importante, mas não é tudo. Se colocarmos lá 11 sujeitos com a camisola do FC Porto leva 10 ou 15 do Atlético Madrid. O que joga muito é o trabalho, a organização, os jogadores perceberem que não se pode errar muito nesta competição. Há todo um trabalho que tem dado prestações muito positivas. Há muitos jogadores jovens, que vieram de clubes 'inferiores', que deram uma boa resposta.

Pepê pode jogar na posição de segundo avançado: Pode ser uma solução, assim como o Luis Díaz ou o Fábio Vieira, que frente ao Lyon jogou como segundo avançado e teve um comportamento muito bom. Temos ainda o Evanilson, que até pode ser o primeiro avançado no lugar do Taremi. Cabe-me a mim escolher isso.

Ausência de Pepe e possível entrada de Fábio Cardoso: É a porta aberta para um outro jogador. O Fábio é uma das soluções para esse lugar.

Reação após jogo na Champions: Tem-se falado muito, mas não é um problema de Portugal ou do FC Porto. Acho que há uma coisa que tem de ser inegociável, que é a atitude competitiva, independentemente do jogo, do estádio, de quem que que possamos defrontar. Mas é um facto que as equipas no pós-Champions tem alguma dificuldade, não só em Portugal, em toda a Europa. Tem a ver com esses aspetos, se olharmos mais para essa despesa física que os jogadores têm no jogo, mas muitas vezes é mais a nível emocional, sinceramente, sair de um jogo de mediatismo grandíssimo e depois ter de entrar por vezes em jogos em jogadores podem desvalorizar o adversário. Não há perigo maior do que esse e por isso é que depois há dissabores. Alertei para isso no balneário ainda hoje de manhã. Ser-se competitivo é sempre, não só as vezes, ser-se ambicioso e determinado é diariamente. Para mim é inegociável. Não é nenhum recado, mas se eu notar alguma falta de comportamento, e não conto com isso, estou ali no banco para fazer mudanças. Se achar que alguém não esta bem, tem de sair. Posso substituir. A mim quem me pode substituir é o presidente.

Alternativa à ausência do Toni Martínez: Há essa solução de jogar com dois avançados de raiz, que tem sido a habitual, mas pode ser outra. Conta é a forma como a equipa trabalha naquilo que é o seu processo ofensivo.

Regresso à estratégia antiga de dois laterias a municiar o ataque: Não é antiga, é atual. Fizemos isso de uma forma constante na nossa forma ofensiva. No último jogo tivemos o Corona e o Zaidu em muitas jogadas ofensivas. A nossa dinâmica não muda. Podemos mudar um ou outro jogador. O Toni Martínez está fora do jogo por expulsão. O Pepe está fora por lesão. Sou obrigado a mexer na equipa, mas não muda aquilo que queremos para o jogo.

Regresso ao campeonato: Os dois jogos de que fala já passaram. Obviamente que houve análise daquilo que foi feito no Sporting, e a equipa técnica está atenta aos pontos mais positivos e menos bons nesse jogo. Cada jogo tem a sua análise para perceber o que temos de fazer. O que conta é o jogo de amanhã. O que passou, passou. O próximo é sempre o mais importante. Tudo o resto que há-de vir depois do Moreirense e tudo o que passou perde a importância.

Jogo: Esperamos um jogo dentro daquilo que é a dificuldade deste campeonato. Os resultados recentes não refletem as qualidades da equipa e dos seus jogadores. Sabemos que individualmente e coletivamente é uma equipa que tem qualidade. Cabe-nos a nós as despesas dos jogo e ir à procura dos três pontos.

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