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"A agressividade não se treina, só se fizermos um combate de boxe"

A seleção nacional defronta os gauleses, nesta quarta-feira, a partir das 20h, em Budapeste.

"A agressividade não se treina, só se fizermos um combate de boxe"

Portugal e França defrontam-se, nesta quarta-feira, pelas 20 horas, em Budapeste, num encontro decisivo para a seleção nacional que ainda procura a qualificação para os 'oitavos' do Euro'2020.

Fernando Santos e Pepe fizeram, nesta terça-feira, a antevisão a esta partida, em conferência de imprensa. Confira em baixo as declarações de ambos:

Fernando Santos

Reação ao jogo frente à Alemanha: Eu disse que a seguir ao jogo frente à Alemanha afundámos, mas até no termo positivo do termo, e assumimos a responsabilidade do que fizémos. Agora a reação dos jogadores surgiu logo no dia seguinte, até porque estes jogadores estão habituados a jogar às quartas e aos sábados e têm experiência em reagir num curto reduzido de tempo.

Corrigir a falta de agressividade que não existiu frente à Alemanha: Não é ao nível de treino que se melhora a agressividade, só se fizéssemos um treino de boxe. Agora, jogando no sábado, com um calor incrível, o importante é recuperar jogadores. A intensidade dos futebolistas não se vê nos treinos, mas nos jogos. A matriz de Portugal não esteve no jogo da Alemanha, apesar de ter havido algumas coisas positivas. Esta equipa sofreu quatro golos frente à Alemanha e a última vez que sofreu três foi contra a Hungria, em 2016. Temos de voltar a fazer o que fizémos em 90% dos jogos. 

Diferenças a nível ofensivo para o jogo contra a França: Em termos estratégicos são abordagens diferentes. Os húngaros atacavam a quatro, com a incorporação dos dois laterais, já os alemães apostavam em três avançados com o apoio de dois médios, e logo ai não tínhamos igualdade numérica contra os germânicos, uma vez que tinhamos uma linha intermédia de quatro, contra a França já será um cenário diferente. A equipa francesa joga com três avançados móveis, mas depois com dois médios que atacam bem a profundidade. Teoricamente, vamos ter vantagem numérica no meio-campo sobre a França, e se tivermos a intensidade e a concentração certa acredito que podemos ganhar.

Portugal qualifica-se mesmo perdendo por 0-2, desde que a Hungria não vença a Alemanha... Se esquecermos a Hungria é um erro bastante grave, basta ver o resultado que eles conseguiram diante da França (1-1). Não importa fazer contas. Portugal só depende de si para seguir em frente e sabendo isso aquilo em que temos de apostar é em fazer bem o nosso trabalho. 

Nuno Mendes está apto? Está de fora há sete dias. Seria impossível estar apto. 

Muitas alterações para o onze de amanhã? Talvez mudar todos, estou a brincar (risos). A solução não passa por ai. Claro que as alterações vão suceder, até devido às elevadas temperaturas que se têm feito sentir. Nós até evitamos treinar à tarde, para evitar o desgaste dos jogadores. O importante aqui também é a questão mental. 

Comparação entre o ataque francês e o português: Eu não comparo ataques. Isto não é um jogo de três contra três, mas 11 contra 11. Se eles não tivessem grandes defesas e grandes médios, e que disputam todas as bolas, a equipa não seria a mesma. Em Portugal, a equipa também está nivelada da mesma forma. Tem grandes avançados, como também tem grandes defesas e grandes médios. Nós amanhã, no mínimo, temos de tentar igualar a França e, quiçá, fazer um pouco mais.

Pepe

Seleção nacional em situação favorável para seguir para os 'oitavos': Portugal só depende de si próprio para qualificar-se. Sabemos que o jogo contra a França vai ser bastante difícil, mas esperamos corresponder às expetativas e conseguir o nosso objetivo, que é passar a fase de grupos.

Como Portugal pode anular os franceses? Portugal tem de ser uma equipa solidária e bastante aguerrida dentro de campo, colocando em prática o que o selecionador pediu. É verdade que eles são uma grande seleção, mas nós também vamos atacar com as nossas armas.

Depois de uma primeira fase abaixo do que era expetável, só o céu será o limite? Num grupo onde podemos fazer seis pontos e, tendo em conta a valia dos rivais, não é nada mau acabar com duas vitórias. Nós temos de provar frente à França do que somos capazes para conseguir essa vitória.

Como se encontra a seleção nacional? A equipa, depois da Alemanha, estava muito triste e esse jogo obrigou-nos a fazer uma análise individual, mas nós agora queremos mostrar o que realmente somos e aquilo que Portugal vem mostrando nos últimos anos.

Erros defensivos contra a Alemanha e o que deve ser corrigido? Primeiramente, quando se ganha, ganhamos todos, quando se perde, perdemos todos. Para o jogo de amanhã temos de ter as linhas mais juntas e ser mais solidários. E é isso que Portugal vem mostrando, trabalhando sempre em prol da equipa. Foi desta forma que nos tornámos uma equipa respeitada. No jogo frente à Alemanha, o lateral esquerdo deles vibrou quando ganharam um canto. Essa raiva e esse querer de bater Portugal notou-se na cara deles. E é essa raiva que também temos de ter amanhã.

A receita da longevidade: Eu amo aquilo que faço, que é jogar futebol, e sou um privilegiado por fazer aquilo que amo. 

Leia Também: Treinou em França e avisa Portugal: "Rabiot pode ser um jogador-chave"

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