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Toni avista "três alterações" no 'onze' luso perante França

A seleção portuguesa de futebol deverá apresentar "três alterações" no 'onze' frente à França, na quarta-feira, em encontro da terceira e última jornada do Grupo F do Euro2020, avaliou à agência Lusa o treinador Toni.

Toni avista "três alterações" no 'onze' luso perante França
Notícias ao Minuto

08:44 - 21/06/21 por Lusa

Desporto Euro2020

"Perante uma competição que se joga de quatro em quatro dias, e depois de uma época desgastante, em que uns fizeram muitos mais minutos que outros, é preciso olhar para o rendimento que alguns atletas têm tido para projetar mudanças na equipa. Acredito que possam acontecer duas no meio-campo e uma no setor ofensivo", apontou o treinador.

Portugal e França medem forças na quarta-feira, às 21:00 locais (20:00 em Lisboa), na Puskás Arenas, em Budapeste, numa reedição da final do Euro2016, conquistado pela equipa das 'quinas' (1-0, após prolongamento), que decidirá o acesso à fase a eliminar.

"Quando as derrotas surgem, normalmente vê-se grande tendência para encontrar bodes expiatórios nos jogadores. O selecionador [Fernando Santos] será sempre responsável, mas confio nele para encontrar as melhores soluções. Não acredito que revolucione ou faça a equipa sair da sua matriz, mas pode e deverá ter intervenientes distintos", vincou.

Os campeões europeus estão na terceira posição do Grupo F, com três pontos, resultantes da derrota no sábado frente à Alemanha (2-4), segunda, com idêntico registo pontual, que foi antecedida pela vitória sobre a Hungria (3-0), quarta e última, com um.

"Depois da derrota com a França [0-1], era expectável que este jogo tivesse um caráter decisivo para a Alemanha. Para nós, não tinha esse caráter, mas contava que Portugal estivesse mais coeso, homogéneo, compacto e não fosse tão permissivo, como acabou por ser em alguns momentos, construindo um resultado que não prevíamos", notou Toni.

Cristiano Ronaldo, aos 15 minutos, e Diogo Jota, aos 67, marcaram os tentos lusos, mas Rúben Dias, aos 35, e Raphaël Guerreiro, aos 39, ambos na própria baliza, Kai Havertz, aos 51, e Robin Gosens, aos 60, faturaram a favor da tricampeã, em 1972, 1980 e 1996.

"A imagem que fica é de uma seleção longe daquilo que nos habituou. Deixou-nos de alguma forma desapontados, mas temos de entender que o sorteio nos cruzou com dois campeões mundiais e uma Hungria a jogar no seu estádio. Sabíamos das dificuldades grandes que iríamos encontrar, mesmo tendo estado aquém do que somos", enquadrou.

Exemplificando com golos sofridos "nascidos pela mesma variação de flanco", várias "coisas negativas" ficaram na retina do adjunto de Fernando Cabrita no Euro1984, conquistado pela França, que afastou Portugal nas 'meias' (3-2, após prolongamento).

"Não tivemos antídoto durante muito tempo para poder travar ou estancar a hemorragia que acontecia no lado direito, onde o Nélson Semedo esteve muito desacompanhado, tal como aconteceu com o Raphaël Guerreiro no flanco oposto. Joshua Kimmich e Gosens acabaram por ser muito importantes, suportados por Toni Kroos e Gündogan", explicou.

Com 32 internacionalizações por Portugal, entre 1969 e 1977, Toni admite que os pupilos de Fernando Santos "só têm um caminho" até ao embate com a França, que passa por "estar na plenitude dos seus recursos para responderem no plano mental, físico e tático".

"Há que continuar a transportar para o jogo aquilo que os fez ser campeões da Europa: solidariedade, crer, determinação e vontade de vencer, sustentando tudo isso numa boa organização. Foi assim que Portugal se construiu nesse caminho de 2016. É um teste às suas capacidades e penso que os adeptos estão à espera dessa resposta", considerou.

Os gauleses, atuais campeões do mundo em título e vencedores do Europeu em 1984 e 2000, partem na liderança da 'poule', com quatro pontos, depois de terem adiado no sábado a qualificação para os oitavos de final, ao empatarem com a Hungria (1-1).

"A França tem um tridente ofensivo sustentado por um meio-campo fortíssimo. Mbappé e Benzema são jogadores a quem não podemos dar espaço num dia bom, porque são capazes de resolver o jogo. Temos o Cristiano Ronaldo, que também pode decidir pelos pés ou com a cabeça", caracterizou Toni, que chegou a orientar o Bordéus, em 1994/95.???????

Sem apontar favoritos, o ex-jogador e treinador do Benfica realça que Portugal e França chegarão ao embate de Budapeste conscientes do "resultado que pode interessar" numa eventual luta pelas vagas destinadas aos quatro melhores terceiros classificados dos seis grupos.

"Têm de tentar ter mais bola e utilizá-la melhor do que diante da Alemanha, reagir melhor à perda e não ficar num bloco tão baixo. Espero que explorem situações nas costas da defesa francesa, sobretudo entre laterais e centrais, que foi algo evidente com a Hungria. Depois, tiveram várias situações para concretizar e não saíram do empate", finalizou.

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