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Cebolinha já começa a dar alegrias: As notas do Marítimo-Benfica

Águias começaram a perder na Madeira, mas conseguiram a reviravolta e colocar um ponto final na senda de derrotas no campeonato. Pizzi e Everton marcaram os golos do triunfo encarnado nos Barreiros.

Cebolinha já começa a dar alegrias: As notas do Marítimo-Benfica

O fantasma das duas derrotas consecutivas, diante de Boavista e Sp. Braga, na I Liga tinha de termina. O Benfica sabia disso e desde cedo que impôs um bom ritmo na partida. O conjunto orientado por Jorge Jesus mostrou que queria chegar cedo ao golo e os primeiros minutos foram de maior domínio por parte do Benfica, o que, contudo, não se traduziu num resultado favorável. Tudo porque Otamendi voltou a borrar a pintura.

Um erro crasso do argentino deitou por terra as aspirações do Benfica em colocar-se em vantagem na partida na primeira parte. Otamendi quis atrasar para Odysseas, mas acabou a colocar a bola redondinha nos pés de Rodrigo Pinho. Ora, o melhor marcador do Marítimo não se fez rogado e atirou a contar. 1-0 para o Marítimo aos 14 minutos. Otamendi atravessa um mau momento e após o final do encontro acabou por pedir desculpas aos adeptos.

O encontro esteve depois vários minutos parado, depois de um choque de cabeças entre os mesmos dois protagonistas: Otamendi e Rodrigo Pinho. Após a paragem, mais Benfica novamente. As águias foram mostrando argumentos e, com alguma naturalidade, chegaram ao empate. Bom lance de entendimento na esquerda entre Grimaldo e Everton, com o lateral espanhol a cruzar atrasado para os pés de Pizzi, que fez o empate.

Rafa ainda esteve perto de carimbar a reviravolta em cima do intervalo, mas não conseguiu marcar, depois de ter rodado bem dentro da grande área dos insulares. Não marcou Rafa, marcou Everton Cebolinha já no segundo tempo. O Benfica chegou à reviravolta aos 52 minutos. Seferovic lançou Everton no lado esquerdo da área e o extremo benfiquista tirou Winck da frente, com o primeiro toque, e rematou para o 2-1 na partida. Sem fazer o jogo da sua vida, o extremo brasileiro mostrou que está a evoluir e que pode dar várias alegrias no futuro.

A partir do 2-1, o Benfica baixou o ritmo e foi controlando até final, segurando assim a vantagem que permite voltar a ‘apanhar’ o Sp. Braga no 2.º lugar da I Liga. Ambos têm 18 pontos conquistados, menos quatro que o líder Sporting.

Figura: Everton esteve nos dois golos do Benfica e, quase indiscutivelmente, foi um dos melhores da equipa encarnada. Não marcou primeiro porque a trave negou-lhe o golo, mas foi o principal obreiro na reviravolta no resultado. Respondeu da melhor forma a quem já o começava por criticar.

Surpresa: Leo Andrade estreou-se aos 22 anos na equipa principal do Marítimo. O central brasileiro teve, literalmente, um teste de fogo diante de um grande e respondeu com muita clareza. Competente, não deixou nem Seferovic, nem Waldschmidt, nem mais tarde Gonçalo Ramos brilhar. Uma estreia prometedora.

Desilusão: Começam a ser demasiados erros de Otamendi. O central argentino voltou a meter água e nem estamos a fazer referência à touca que utilizou depois do choque com Rodrigo Pinho. Jorge Jesus saiu em sua defesa e referiu que acredita nas suas capacidades tal como quando acreditava antes de ele rumar à Luz. No entanto, fica a questão: será que outro central teria tantos 'perdões' como Otamendi está a ter? Nota ainda para Seferovic que pareceu sempre um corpo estranho na frente de ataque das águias.

Lito Vidigal: Jorge Jesus acusou o Marítimo de jogar melhor quando esteve a perder. E a verdade é que a nosso ver tem alguma razão. A equipa insular aproveitou o erro do adversário para se colocar em vantagem, mas a verdade é que pouco tinha feito para a merecer. Depois disso, pouco continuou a fazer em termos ofensivos. Defensivamente foi uma equipa organizada, mas se o Marítimo queria ter vencido este jogo pedia-se outra atitude e uma estratégia mais afinada, pelo menos em termos ofensivos.

Jorge Jesus: Teve de lidar com muitas ausências no seu plantel, mas o Benfica não acusou de forma gritante a ausência de alguns jogadores. Entrou bem e cheio de vontade de mostrar serviço nos Barreiros, apesar do golo sofrido logo no início da partida. Jesus foi igual a si mesmo e apresentou uma equipa sem surpresas, com as mesmas dinâmicas e com a mesma disposição tática. Sem grandes rodeios resultou e o Benfica pode ter aqui conquistado três importantes pontos na perseguição dos seus objetivos.

Árbitro, Manuel Mota: Teve um jogo particularmente calmo, sem grandes lances que pudessem gerar críticas... até ao último minuto. Num dos últimos lances do encontro parece ter havido um braço de um jogador do Benfica a tocar na bola. Manuel Mota não assinalou grande penalidade e o jogo acabou por chegar ao fim.

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