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De Simão a Pote: Leão nunca andou tanto às costas do número 28

Pedro Gonçalves, reforço do Sporting para a presente temporada, assinou este sábado, frente ao Moreirense, o seu terceiro bis consecutivo pelos leões. Apesar de ser médio, tem um registo demolidor em frente às balizas adversárias.

De Simão a Pote: Leão nunca andou tanto às costas do número 28

Uma herança é, na maior parte dos casos, um aspeto positivo de um fim de ciclo. O peso de continuar um legado é, por norma, assumido com responsabilidade e esperança, mas o desejo de corresponder à expetativa, por vezes, assusta mais do que beneficia. 

Contudo, este não é o caso de Pedro Gonçalves, o mais recente herdeiro de nomes como Simão Sabrosa, Moutinho, Ronaldo ou Bas Dost, que, de jogo em jogo, tem sabido manter consistente uma inesperada veia goleadora.

Chegado a Alvalade no verão depois de um boa temporada na surpresa do ano chamada Famalicão, o centrocampista leonino é, aos 22 anos, até aqui, 8.ª jornada, um verdadeiro artesão de golos e pontos. 

Podemos dizer, numa análise superficial, que o bom momento vivido pelos pupilos de Rúben Amorim se alicerça, em grande medida, na capacidade invulgar que Pote tem para estar no sítio certo na hora certa, mas não é isso que queremos hoje analisar. 

Pelos surpreendentes números que hoje exibe, com nove golos e uma assistência com 8 jornadas de campeonato disputadas, decidimos fazer um 'passeio' pelo passado do número que o médio natural de Chaves enverga hoje às costas, o mítico 28 do leão. 

Ahmed Ouattara: O primeiro de uma longa lista de sucessão

O avançado da Costa do Marfim foi o primeiro a vestir a camisola 28 do clube de Alvalade quando chegou proveniente do Sion na temporada de 1995/96. A sua passagem pelo reino do leão seria curta, saindo no ano seguinte novamente para o clube suíço. No seu ano de estreia em Portugal assinou 18 jogos e quatro golos, uma marca que viria a ser ultrapassada pelos seus sucessores.

Simão Sabrosa: O menino da casa acabou por ser o... 'primeiro traidor'

Depois de alguns anos nos escalões base do Sporting, o então jovem extremo foi chamado, depois de um primeiro ano com parcas oportunidades, para fazer a sua primeira temporada integral na primeira equipa em 1997/98. Porém, não seria este o ano da sua plena afirmação, somando 26 jogos e apenas um golo, mas abrindo o apetite para o ano seguinte - 33 jogos e 10 golos. Depois de mudar de número, o que aconteceu da primeira para a segunda temporada, chamou a atenção do Barcelona, que o levou para Camp Nou por dois anos antes de regressar a Portugal para representar o Benfica. 

Heinze e Rodrigo Fabri: Sul-americanos abrem caminho para a primeira pérola de Alcochete

Os dois jogadores, o primeiro defesa argentino, o segundo médio brasileiro, são os percursores de Cristiano Ronaldo. Chegados com rótulos de craque, não foram, de longe, tão determinantes como seriam os seus sucessores. Heinze fez apenas 6 jogos de leão ao peito, na temporada de 1998/99, mas abriu portas para o futebol europeu em Alvalade. Seguiu-se um regresso ao Valladolid, para depois levantar voo para passagens por PSG, United ou Real Madrid. 

Cristiano Ronaldo: A jovem estrela da cantera que só tinha o sonho de ser o melhor do Mundo

A passagem de Cristiano Ronaldo por Alvalade é sobejamente conhecida por todos os amantes do desporto-rei. Descoberto e caçado por Aurélio Pereira, o menino que começou com o 28 em Alvalade é um dos monstros da modalidade. No seu primeiro ano em Alvalade, com a 28 às costas, somou 35 jogos e 5 golos, mas mostrou futebol que chamou a Lisboa um dos colossos do futebol mundial, o Manchester United, que o haveria de levar logo na temporada seguinte.

Clayton: O brasileiro que chegou do FC Porto nunca se conseguiu mostrar em Alvalade

Chegou de um dos eternos rivais depois de quatro temporadas a bom nível, mas o seu ingresso no clube lisboeta não teve o sucesso desejado. Vestiu a camisola dos verde e brancos apenas por 9 ocasiões, somando somente um golo antes de rumar ao Penafiel.

Moutinho: O filho pródigo que acabou por se tornar 'fruta podre'

Foi o mais fiel dono da camisola 28, vestindo-a por cinco temporadas consecutivas, entre 2004/05 até à 'traição' de 2009. No seu primeiro ano depois de subir da equipa B, o menino que haveria de virar capitão e maçã podre, ficou a léguas de ter o impacto que já conseguiu Pedro Gonçalves. No seu ano de estreia na equipa A, somou 26 jogos e zero golos.

Wilson Eduardo e André Martins: Leão escaldado de água fria tem medo

Foram, alguns anos depois, lançados às feras para fazer esquecer o infortúnio da saída de um capitão, mas nunca conseguiram fazer esquecer o antecessor com o 28 às costas. Foram 'comidos' pela expetativa da esperança e assinaram, respetivamente, inícios inspiradores depois de algumas dificuldades. Wilson Eduardo (2013/14) fez 24 jogos e cinco golos no seu primeiro ano, um registo que ficou acima do conseguido por André Martins, que no seu primeiro ano fez 20 jogos e zero golos.

Bas Dost: O gigante holandês que chegou na 'era de ouro'

O avançado que hoje milita no Eintracht Frankfurt foi o jogador, até aqui, mais goleador com o 28 às costas. Chegado do Wolfsburgo em 2016/17, Bas Dost foi sinónimo de golo em todas as temporadas que passou em Alvalade. No seu primeiro ano, deixou um cartão de visita de 36 golos em 41 jogos, a sua temporada mais prolífica de leão ao peito. Porém, para chegar aos nove golo que Pote soma à passagem da jornada 8, o holandês precisou de 12 jogos, fechando o seu nono tento numa partida frente ao Belenenses.

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