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"Francisco Trincão não vai tremer no Barcelona"

Considerado a "mina de ouro" por causa dos muitos milhões que já colocou nos cofres do Sporting de Braga, José Carvalho Araújo foi a face mais visível do sucesso dos Guerreiros do Minho na aposta nos jogadores da formação nos últimos anos. Francisco Trincão ou Pedro Neto são apenas alguns dos jogadores que este jovem técnico ajudou a crescer nos últimos dez anos, dos sub-13 aos sub-23.

"Francisco Trincão não vai tremer no Barcelona"

Nos últimos anos o Sporting de Braga tem visto sair das suas fileiras jogadores com muito talento e que já renderam, e irão certamente render, muitos milhões aos cofres arsenalistas. Trincão é apenas o caso mais recente desta aposta, com o Barcelona a já ter assegurado a sua contratação para a próxima época.

Mas todos estes jogadores têm um elo em comum: José Carvalho Araújo. O técnico, de 38 anos, foi a face mais visível do sucesso desta aposta desportiva, já que esteve na formação dos arsenalistas dos sub-13 até aos sub-23, escalão que deixou no final desta época para rumar a equipas profissionais.

José Carvalho Araújo acompanhou ao longo das diversas etapas da formação muitos dos jovens que agora estão na equipa principal e que têm mostrado serviço no futebol profissional. Trincão, Pedro Neto, Tiago Sá ou David Carmo são apenas alguns dos jogadores que devem parte do seu sucesso a este treinador.

Em entrevista exclusiva ao Desporto ao Minuto, José Carvalho Araújo analisa o futuro da formação, não só no Sporting de Braga, como também em Portugal, apontando a Cidade Desportiva do Sporting de Braga como uma das melhores Academias do país.

A Academia do SC Braga é a segunda melhor do país. São factos

Pelas suas mãos passaram craques como Trincão, Bruno Jordão ou Pedro Neto. Sente-se um dos responsáveis por este sucesso nesta nova era na formação bracarense?

Sinto-me mais como um dos responsáveis que tem um papel ativo neste processo. O Trincão apareceu no Braga porque alguém o viu e o foi buscar, e isso depois permite que façamos um trabalho interessante. O Pedro Neto, se calhar, tive mais parte naquilo que foi o scouting para trazê-lo para o SC Braga. É óbvio que nos sentimos parte deste processo, e se calhar com o Trincão sentimo-nos ainda mais parte porque ele esteve connosco durante seis anos. Na formação teve um único treinador, que fui eu e a minha equipa técnica. Se calhar, temos um orgulho maior quando vemos casos como o do Trincão, do David Carmo, que ficou connosco desde os juvenis até à equipa B, ou do Rogério, que será um futuro guarda-redes da equipa A. São miúdos que nos dizem muito, porque começaram nos sub-13 e só os largámos nos sub-23.

A imprensa italiana já o apelidou de "mina de ouro" por causa dos milhões de euros que já entraram no clube. O que levou o Braga a mudar o paradigma nos últimos anos e a apostar em mais 'prata da casa'?

Em Portugal, temos de começar a olhar para o futebol de formação como uma fonte de receita. Não temos capacidade para ombrear com as equipas na Europa dada a décalage de orçamentos. Temos de ser clubes vendedores, e para atingirmos esse estatuto temos de formar com muita qualidade. Assim podemos retirar rendimentos da formação. Eu acho que o SC Braga já percebeu isso há algum tempo com o investimento na Academia, mas, antes da construção destas instalações, isso também acontecia. Jogadores como o Trincão, o Pedro Neto, o Bruno Jordão ou o João Queirós foram todos vendidos e ainda não havia Academia. Não é esta infraestrutura que faz milagres. A Academia é de topo a nível nacional, mas não deixam de ser instalações físicas. Depois são os recursos humanos, que estão associados a melhores condições de trabalho, que poderão vir a gerar maiores receitas. Esta é uma estratégia que o SC Braga viu e outros clubes também, com o Benfica a ser o exemplo mais forte nessa visão. Ao apostar na formação conseguiu ter jogadores mais bem preparados para o futebol profissional.

Como avalia esta evolução do Sporting de Braga ao nível da aposta da formação, como demonstra por exemplo a construção da Cidade Desportiva?

O clube cresceu imenso e isso permitiu-nos a nós, treinadores, ir crescendo e irmo-nos preparando para aquilo que é o futebol moderno. Quando comecei, éramos três pessoas, um treinador principal, um treinador adjunto e um de guarda-redes, e pouco apoio tínhamos àquilo que era uma equipa. Hoje, temos três ou quatro adjuntos, um fisiologista, um psicólogo, fisioterapeuta, médico, team manager, técnico de equipamentos e um motorista. Todos estes elementos estão destinados a uma equipa só. O plantel sub-23 era profissional e totalmente dedicado ao futebol e ao SC Braga. Não foi uma adaptação brusca, foi acontecendo. Hoje. sinto-me perfeitamente confortável a comandar uma equipa de 15 pessoas. Falávamos em tom de brincadeira que tínhamos de gerir uma equipa dentro de campo e outra fora.

Concorda com a afirmação de que o Sporting de Braga tem uma das melhores academias de formação do nosso país?

Lembro-me que estas declarações que tive há algum tempo atrás causaram polémica. Mas não deixa de ser verdade. Não estou a dizer que as outras são fracas. A do Benfica é claramente maior, mas quantidade não significa qualidade. Ainda assim, o Seixal é realmente muito bom. Mas a do SC Braga não fica atrás. Não é tão grande como o Seixal, mas tem boas condições de treino, balneários, auditórios, refeitórios e salas de trabalho. Em termos de dimensão e de qualidade, no fundo daquilo que é o todo de uma Academia, acho que o SC Braga tem uma das melhores Academias, se não a segunda melhor do país. A do Benfica é maior e tem outras condições. Prova disso é o facto de o presidente do Sporting ter dito que vão investir forte em Alcochete pois têm consciência que não está tudo bem. E o presidente do FC Porto disse que no próximo mandato vai fazer uma Cidade do Futebol, o que quer dizer que não a tem. Isto não é dar bicadas em nenhum clube, são factos. A Academia do Sporting era fantástica, mas ao longo do tempo ficou obsoleta e hoje precisa de reabilitação e de modernizar-se. O FC Porto tem um centro de treinos.

Trincão é o mais recente exemplo desta aposta certeira do Sporting de Braga. O que recorda de como era o Trincão quando ingressou nas camadas jovens do clube?

A evolução dele foi tremenda. O Trincão era realmente um miúdo muito pequenino. O projeto que tínhamos quando ele entrou na nossa equipa era de sub-13, mas competíamos no campeonato distrital de sub-15 da AF Braga. A diferença física era gigante e nestas idades ainda mais se acentuava. Era um miúdo que tinha uma irreverência com bola fantástica, com pouca apetência para o processo defensivo e tinha pouca consciência daquilo que eram as zonas de risco no campo. Para ele, onde tinha bola era sempre para driblar. Mas a verdade é que nessa etapa queríamos era a relação com bola, queríamos que os jogadores não tivessem medo de assumir e fossem para cima dos adversários. Via-se um miúdo com um potencial incrível, mas com muitas debilidades, sobretudo físicas. Esta capacidade que hoje ele tem de acelerar foi algo que conseguiu ir ganhando nesta reta final da formação, e com muito trabalho extra em termos de massa muscular, potência, força e velocidade. O objetivo era poder estar preparado para esta etapa do futebol de alto rendimento. No início, foi bastante difícil e ele passou por fases, sobretudo nos sub-14, em que não tinha muito tempo de jogo. Mesmo aí sabíamos que o que estávamos a trabalhar com ele não era para o momento, mas sim para o futuro.

E esta mudança para o Barcelona deve tê-lo enchido de orgulho?

Sinto-me muito orgulhoso, primeiro porque continuo a relacionar-me muito com ele, e depois porque este era um sonho de menino que ele tinha. Poucos são aqueles que conseguem atingir os sonhos de criança e o Trincão vai conseguir fazê-lo. Temos todos nós de nos sentir orgulhosos, uns com mais, outros com menos papel neste processo e neste trajeto.

E vai conseguir surpreender os adeptos do Barcelona?

Sim, acho que ele vai conseguir isso. A grande característica do Trincão é mesmo essa de não ter medo de jogar em qualquer ambiente, para além da relação com bola e da capacidade física e atlética que hoje em dia tem. Ele não vai tremer no Barcelona. Tenho a convicção de que não será esse o problema. Poderão ser problemas de outras ordens, mas a pressão a ele só lhe dá motivação. O facto de jogar com jogadores como o Messi só lhe vai dar motivação. A oportunidade que lhe irão dar ou não será o grande problema do Trincão.

Notícias ao MinutoBarcelona pagou 31 milhões de euros para levar Trincão de Braga© Getty Images

Mas o Trincão não é o único caso de sucesso. O Pedro Neto e o Bruno Jordão estão a dar cartas na Premier League...

O Jordão veio para a equipa B e pouco contacto tivemos com ele. O Pedro Neto foi um jogador que o meu processo foi fundamental naquilo que é o scouting. Encontrámos o Pedro numa zona de pelados em Viana do Castelo. Trouxemo-lo para fazer provas no SC Braga e acabou por convencer toda a gente. Naquele ano em que ele tem o boom, o Pedro estava nos juvenis e puxámo-lo para os juniores para fazer alguns jogos connosco. À imagem do Trincão, o Pedro Neto era um jogador muito disponível e predisposto para o jogo sem medo de enfrentar o adversário. Lembro-me que temos um jogo contra o Sporting em que ele, em idade juvenil, vem jogar por nós num escalão acima. Quando entrou, dado que tinha começado o jogo no banco de suplentes, pegou na bola e foi para cima de qualquer adversário. O central do Sporting era o Demiral, hoje na Juventus, e o Pedro não teve medo disso.

A equipa principal também já conta com um grupo de jovens da formação que tem mostrador serviço, como é os casos de Tiago Sá ou o David Carmo. Está contente com a resposta deles?

Para quem está no departamento de formação, esta situação enche-nos de orgulho. É, no fundo, o nosso maior prémio. Na formação, costumamos dizer que os títulos são mesmo esses. É sentirmos que há um jogador que passou por nós, chegou à equipa principal e se afirmou. Esta é a nossa grande vitória, muito mais do que os títulos de campeão de outro escalão. Ver um Tiago Sá a chegar à equipa principal e agarrar a titularidade, ver um David Carmo a estrear-se no Dragão e a continuar a ser aposta é sempre positivo. Há outros jogadores como o Samuel e o Ricardo Velho que já estão com a equipa principal, e outros que estão emprestados como o Moura e o Ibrahima.

Quem é que acha que será o novo caso de sucesso no Sporting de Braga? Há um grupo de jogadores prontos para brilhar na equipa principal?

Há muitos jogadores que potencial. O Rogério e o Samuel Costa são dois jogadores que já fazem parte dos trabalhos da equipa principal. Já foram, inclusive, opções para o banco de suplentes ainda que não tenham tido oportunidade para se estrearem. Depois, vai depender muito da estratégia e das oportunidades que forem dadas. Recentemente o Falé e o Yan integraram os trabalhos da equipa principal. Há esta estratégia de começar a introduzir os jogadores mais jovens cedo nos trabalhos das equipas principais. Assim, eles começam a adaptar-se e perceberem a diferença entre o futebol profissional e o futebol de formação. A ideia que tenho é de que vai ser mais eficaz e mais efetiva a aposta na formação quantos mais forem os espaços que permitirmos na equipa principal a estes jogadores.

Notícias ao MinutoJosé Carvalho Araújo esteve na formação do SC Braga durante 12 épocas© Global Imagens

Esta política de aposta na formação tem levado para as equipas principais treinadores também eles com origem na formação, como Bruno LageRúben Amorim ou o Custódio Castro. Acha que este é o caminho certo para o futuro?

Este terá de ser o caminho. Difícil será ver alguém vir do nada para as equipas principais. Acho que é importante as pessoas terem noção das diferentes etapas de desenvolvimento do jogador. Hoje em dia fala-se muito do modelo e do estilo de jogo, mas também na valorização do atleta. Esta época temos a equipa revelação da I Liga, que é o Famalicão, e que é o exemplo vivo desta situação. São uma equipa jovem, que até podia estar a jogar no campeonato sub-23, e que está a jogar um futebol atrativo, com resultados desportivos aceitáveis. Para além disso, tem uma valorização brutal dos seus ativos. O futebol português vai exigir cada vez mais isto. E, para isso, têm de existir treinadores sensíveis dentro da equipa principal. Eles têm de estar atentos a esta questão dos jovens jogadores para conseguir dar oportunidade e terem capacidade de misturar a experiência com juventude. Assim, o clube terá uma receita muito positiva na vertente dos resultados e na vertente financeira com a venda no final da época

Quando um treinador se apercebe de que o potencial de um jogador é muito grande, o que um treinador deve fazer?

Olhando, por exemplo, para o caso do Trincão. Era fácil percebermos que ele era diferente dos outros. Para mim, o que mais diferencia este tipo de atletas é o à vontade com que eles encaram o treino, o jogo, e sobretudo o adversário. A mentalidade forte do Trincão, aliada à excelente relação técnica e capacidade física que tem, são pré-requisitos necessários para se chegar a um nível médio-bom. A sequência natural é depois passar a um nível de top. Para eles. jogar na rua com os amigos ou num jogo é igual, não acusam a pressão. Eles querem ter bola, estar sempre por cima no jogo e nos momentos de decisão. Claro que não chega apenas isso, uma vez que o jogador terá de ter também capacidade técnica, física e tática muito bem presentes. Quando o Trincão veio para nós notámos isso. Mesmo sendo muito pequeno na altura, apenas com 12 anos, a jogar contra iniciados ele queria era bola e ir para cima dos jogadores para desequilibrar. E nós pensávamos ‘este puto é diferente’. Não apenas pela magia que tinha, mas também pela forma como encarava as coisas. Sentimos desde logo que existia uma coisa diferente, e nós, como treinadores de formação, só tínhamos de potenciar isso e dar-lhe liberdade em determinadas zonas do campo. Era também muito importante transmitir-lhe a consciência daquilo que era o jogo e do que ia apanhar etapa a etapa no seu desenvolvimento.

O que é mais essencial no desenvolvimento de um jovem atleta?

Etapa a etapa é muito diferente e temos de ter essa consciência. Há jogadores, que por razões diferentes, se desenvolvem mais tarde e outros que se desenvolveram mais cedo. Esses que 'explodem' mais cedo têm vantagens físicas demasiado óbvias perante os outros. Tínhamos na formação do SC Braga, tal como deve existir sempre, um plano definido sobre o que cada etapa representava e o que é que queríamos explorar em cada uma delas. O objetivo era que os jogadores cheguem à fase final, agora com os juniores e os sub-23, com capacidade para darem o salto. É fundamental ter muito bem definido quem são aqueles que vão lá chegar, ou pelo menos antecipar isso, para traçarmos planos individuais e começar a corrigir aquilo que são suas lacunas. Assim, chegam a esta fase de transição de júnior para sénior de forma mais fácil e natural. O Trincão foi um desses casos. Ele não teve uma formação recheada de flores. Houve altos e baixos, mas também momentos em que se calhar não esteve tão bem. E aí nós temos de continuar a acreditar e trabalhar todas as suas lacunas para que ele hoje chegue aqui e consiga estar neste registo.

Acha que os clubes têm agora mais paciência para aguardar que as jovens pérolas mostrem todo o seu potencial antes de procurar alternativas no estrangeiro?

Eu quero acreditar que sim. É importante que cada vez mais as equipas tenham não um plano imediato, mas a cinco anos. As equipas têm de perceber quais os ativos que vão aparecer nesse período e não lhes tapar lugar com contratações de outro lado. Se o fizermos, vamos estar a impedir que estes jogadores apareçam. Por isso, é importante a existência de um plano mais longo onde se comece a perspetivar quem é que vai chegar e para que posições. Pontualmente, pode-se ir buscar um jogador só para aquele momento porque não queremos tapar o espaço para quem vem de trás. Esse jogador jovem será quem nos vai poder dar uma mais-valia no futuro.

Sente que os clubes portugueses já deixaram para trás aquela ideia de que os jovens estrangeiros eram superiores aos jovens que estão nas academias?

A qualidade não tem nacionalidade, e mesmo na formação temos muitos jogadores estrangeiros. Não sou nada contra isso. Como tal, se houver um estrangeiro com qualidade tem de ser aproveitado porque é bom para o clube. Cada vez mais está a olhar-se para aquilo que é o jogador formado localmente. Há essa diferença entre o jogador formado localmente e o estrangeiro ou nacional. O jogador formado localmente começa a ter uma oportunidade maior para se mostrar. É bom que isto aconteça porque isto significa que se acredita cada vez mais no processo. Em termos de futuro, isso será uma mais-valia para todos os clubes.

A crescente aposta dos clubes portugueses nas camadas jovens pode fazer com que no futuro exista um clube apenas com jogadores portugueses?

Quem trabalha na formação tem de ter noção de que é preciso tempo. É impossível começar a produzir jogadores de um ano para o outro a torto e a direito. É uma etapa que demora o seu tempo. O Barcelona teve uma grande equipa formada com jogadores da cantera, mas eles tiveram muitos anos para chegar àquela fornada. Acho que pode haver um clube só com jogadores portugueses. Talvez ter 11 jogadores da formação poderá ser possível, não todos com a mesma idade, mas uns a começar e outros já em fim de carreira. Ainda agora vimos o Benfica que na época passada foi buscar três ou quatro jogadores à equipa B em janeiro. Esses foram os seus verdadeiros reforços, acabando a época com seis ou sete jogadores da formação. Acho isto perfeitamente possível se mantivermos a qualidade, e reforçarmos o investimento naquilo que é o futebol de formação.

Notícias ao MinutoFrancisco Moura, Trincão e David Carmos, todos campeões sub-19 em 2018© SC Braga

Acredita que o futuro das seleções nacionais, nomeadamente a seleção A, está assegurado com a qualidade das camadas jovens existentes no nosso país?

Sim, sem dúvida nenhuma. Nas reuniões que fazíamos na Federação, uma das coisas que mais se valorizava era a questão de Portugal estar em primeiro no ranking europeu ao nível dos sub-19. Temos títulos conquistados ao nível dos sub-16, sub-19 ou sub-21. Contudo, a transição para seniores era mais difícil, e isso prendia-se muito com falta de oportunidade que os jogadores estavam a ter. Hoje com os nossos atletas a terem este seguimento, e com a existência das Ligas Revelação e das equipas B em provas competitivas, os melhores jogadores chegam aos patamares principais. Isto mostra que conseguimos manter este percurso e a qualidade do jogador. À Seleção Nacional vai chegar depois gente jovem com percurso, e tempo para maturar as ideias e alcançar um nível elevado. Esta tem sido uma das chaves do sucesso do jogador português, com quadros competitivos mais adaptados ao jogador, e mais oportunidades para o jogador da formação nas equipas principais. A Federação tem estado atenta a isso, e não é por acaso que a FPF foi a federação que mais cresceu na Europa nos últimos anos.

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