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"Portugal? Só estando em casa é que este problema pode resolver-se"

Treinador da AS Roma pede aos portugueses que continuem em casa para que a pandemia do novo coronavírus não seja tão dramática como em Itália.

"Portugal? Só estando em casa é que este problema pode resolver-se"

Paulo Fonseca, treinador da AS Roma, falou numa entrevista ao portal da Liga Portugal sobre como tem vivido os tempos de quarentena em Itália devido à pandemia do novo coronavírus e deixa um apelo para que a população portuguesa continue em casa.

"Têm sido semanas complicadas, estamos todos em casa. Neste momento, os italianos já se aperceberam que só desta forma é que se pode parar o vírus. Os números continuam a aumentar, há cada vez mais infetados e também mais mortes. Na quarta-feira, por exemplo, morreram quase 500 pessoas, que é um número muito considerável. Existe uma preocupação generalizada da parte dos italianos e há aqui uma tentativa de mudar as coisas. Parece-me que os italianos estão sensibilizados com a situação atual e querem cumprir todas as regras para mudar o rumo deste surto que está a matar muita gente. Só podemos sair para ir ao supermercado, e o mais próximo da nossa residência. A polícia está constantemente nas ruas a controlar as saídas das pessoas e é um momento difícil", sublinhou o treinador português, antes de prosseguir.

"Neste momento, o Governo está a pensar em alargar o tempo previsto para esta quarentena que inicialmente era até dia 3 de abril. Provavelmente será prolongado. Cada vez são mais rigorosos, porque os números têm vindo aumentar. Fala-se aqui que o pico que vai ser no início da próxima semana, mas vejo os italianos unidos a tentar superar este momento. Há aqui uma preocupação do governo para que se cumpram estas medidas e as pessoas estão conscientes que devem cumpri-las. Eu acredito, porque neste momento estou a ver que os italianos estão a cumprir com aquilo que lhes é pedido. Espera-se que os números venham a subir, mas se continuarmos todos a cumprir, sem qualquer tipo de contacto com outras pessoas, os números vão acabar por melhorar. Temos um grande exemplo da China, onde a situação melhorou com a quarentena. Eu acredito e estou esperançoso de que tudo vai melhorar e que nós vamos conseguir vencer esta luta."

Paulo Fonseca sublinhou que se tem mantido em casa de quarentena, mas sublinhou que continua em contacto com os seus pupilos.

"A paragem já vai longa e não sabemos quando iremos regressar. Com esta situação, neste momento, é difícil prever quando vão começar os treinos e os campeonatos. Temos tentado controlar as atividades físicas dos jogadores, facultamos alguns equipamentos aos jogadores, tentamos controlar a alimentação e o peso e todos eles têm um programa para cumprir em casa. A Roma é um clube muito bem organizado a todos os níveis, e, neste nível do acompanhamento dos jogadores e das famílias, têm feito um trabalho fantástico", atirou.

Questionado sobre a situação em Porugal, que já conta com seis vítimas mortais devido à Covid-19, Paulo Fonseca salienta que os portugueses têm de estar conscientes do sacrifício que os espera e pede que fiquem na suas casas.

"Eu tenho acompanhado a situação em Portugal, porque estou preocupado com a minha família, mas são situações diferentes. Portugal está ainda no início deste surto, os números ainda não são tão alarmantes, embora o aumento das últimas horas já seja significativo. Foi assim que começou em Itália. O Governo português tomou as medidas certas para evitar chegar aos números que vemos atualmente em Itália, mas também com o exemplo italiano que está algumas semanas à frente foi possível antecipar algumas etapas. Em Portugal, as pessoas têm de ser consciencializar que só estando em casa é que este problema pode resolver-se. Não sei se o povo português já está consciente do sacrifício que tem de fazer, mas acredito e confio na inteligência dos portugueses e tenho a certeza de que não vão descurar este momento", sublinhou, antes de concluir.

"A mensagem que eu quero deixar aos portugueses é uma mensagem simples de quem tem vivido, ao vivo, e em loco, esta situação de extrema dificuldade em Itália, o país com mais casos na Europa e atualmente no mundo. Quero dizer aos portugueses que podem evitar que as coisas cheguem a este ponto. Depende de cada um de nós, basta que cumpram o que lhes é pedido. Ainda estamos no início e ainda temos forma de evitar o que está a acontecer em Itália. Podemos escolher o nosso destino."

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