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Liderança estava no samba de Telles. As notas do FC Porto-Portimonense

Jogo parecia condenado a terminar empatado quando Alex Telles 'sacou' do pé esquerdo um remate fulminante que só terminou no fundo das redes dos algarvios, que se apresentaram com uma exibição personalizada no Dragão.

Liderança estava no samba de Telles. As notas do FC Porto-Portimonense

Alex Telles foi o quebra-cabeças num duelo muito complicado do FC Porto diante do Portimonense. A precisar de ganhar, ou pelo menos empatar, para chegar à liderança provisória do campeonato, os portistas apresentaram uma exibição pobre contra um adversário teoricamente mais fácil, e foi preciso o brasileiro subir no terreno para resolver a situação.

Vindo do desaire na Liga Europa diante dos alemães do Bayer Leverkusen [derrota 2-1], o FC Porto quis dar uma rápida resposta, entrando no desafio com uma postura bem ofensiva, mas contou com pouca inspiração na definição final, abusando de cruzamentos inconsequentes para a área contraria.

Do outro lado, os azuis e brancos encontraram um adversário que, apesar das inúmeras dificuldades que atravessa no campeonato nacional, mostrava-se coeso a defender, mas não era tão espevitado nas saídas para o contra-ataque

A falta de inspiração dos nortenhos no ataque contrastou com a boa exibição a nível defensivo do Portimonense, que quando cometia falhas a este nível não era aproveitadas pelos portistas.

Depois de tanta insistência e falhas na hora de finalizar, eis que Alex Telles surge qual salvador com um míssil de fora da área que derrubou o muro construído pelos algarvios e guiou os portistas à tão desejada liderança. 

Notas do jogo:

Figura: Grande jogo de Alex Telles. Num encontro nem sempre muito bem jogado por parte dos azuis e brancos, que se mostraram algo nervosos perante a possibilidade de subirem à liderança provisória, coube ao brasileiro as despesas de um encontro que foi complicado perante o penúltimo classificado do campeonato. Foi um momento de inspiração de Alex Telles que valeu uma vitória pela margem mínima numa noite de pouca inspiração coletiva.

Surpresa: Tabata foi dos jogadores mais informados do lado do Portimonense. Foi pelo seu corredor, o esquerdo, que surgiram os cruzamentos mais perigosos para a área do FC Porto, mas que não encontravam o destinatário desejado junto da baliza defendida por Marchesín, ora por cortes da defesa portista, ora por falta de assertividade dos avançados dos algarvios. A sua boa exibição contribuiu também para que Corona fizesse um dos jogos mais pobres desta temporada com a camisola do FC Porto.

Desilusão: Jackson Martínez está a anos-luz do que já demonstrou como futebolista, nomeadamente ao serviço do FC Porto. O avançado foi a figura da partida, mas do lado negativo. Foram evidentes as suas dificuldades físicas mostrou uma versão praticamente irreconhecível, ele que já brilhou no campeonato português. Atirou uma grande penalidade  para as nuvens e um falhou um cabeceamento à boca da baliza que numa boa forma física não desperdiçaria.

Treinadores:

Sérgio Conceição: Com a possibilidade de atingir a liderança isolada, ainda que à condição, o FC Porto apresentou-se com muitos nervos num jogo que se avizinhava fácil. Os portistas entraram algo impacientes e cometeram demasiados erros fáceis, optaram por muitos pontapés para a frente e falharam muitos passes que quase custavam uma vitória em casa contra o penúltimo classificado. A impaciência passou para nervosismo no segundo tempo perante a possibilidade de claudicar perante uma equipa que já vai numa longa série de resultados negativos. Com a aproximação dos minutos finais, os jogadores do FC Porto procuraram tentar resolver o jogo com iniciativas individuais, e das bancadas surgiam assobios a cada passe errado. O golo de Alex Telles tranquilizou as hostes azuis e brancas, numa vitória pode bem ter valido mais do que apenas três pontos.

Paulo Sérgio: Boa réplica da formação algarvia. Apesar de ocupar o penúltimo lugar da tabela classificativa, o Portimonense apresentou-se no Dragão com uma exibição personalizada e sem conceder muitos espaços ao adversário. A defender quase sempre numa linha de cinco, os algarvios conseguiram durante a maior parte do encontro reduzir o espaço existente entre o meio-campo e a defesa e que impediu que o FC Porto criasse a oportunidades de golo que tanto queria. O Portimonense foi, as espaços, dando o ar da sua graça e até podia ter ido em vantagem para o intervalo não fosse Jackson Martínez ter atirado a grande penalidade para as nuvens. A jogar assim, os algarvios vão conseguir ultrapassar essa fase negativa e regressar às vitórias que lhes fogem desde novembro do ano passado.

Arbitragem:

Boa atuação do árbitro Hugo Miguel. Acertou nas principais decisões do jogo, nomeadamente no lance da grande penalidade a favor do Portimonense, e recorreu ao vídeo-árbitro sempre que achou necessário esclarecer uma situação de jogo mais duvidosa.

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