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Adiós, Casillas: A história da lenda que se despede após a maior vitória

'Eterno' guarda-redes coloca, formalmente, ponto final na carreira para se dedicar a um novo objetivo: a presidência da Federação espanhola.

Adiós, Casillas: A história da lenda que se despede após a maior vitória

Aos 38 anos, e precisamente 297 dias após realizar o seu último encontro oficial enquanto jogador de futebol, Iker Casillas colocou, formalmente, o ponto final na carreira, para perseguir uma meta bem distinta daquelas às quais está habituado a perseguir dentro das quatro linhas.

Unanimemente considerado um dos maiores nomes de sempre, não só das balizas portuguesas, como também de todo o mundo, o agora ex-atleta natural de Mostóles é candidato à presidência da Real Federação Espanhola de Futebol.

O sufrágio ainda não tem data definida, mas, ao que tudo indica, deverá realizar-se no final de maio. Além de Iker Casillas, só Luis Rubiales, atual líder máximo do futebol de 'nuestros hermanos', anunciou que irá levar o seu nome a votos.

Para trás, o 'eterno' guarda-redes deixa uma carreira recheada de títulos ao serviço de Real Madrid, FC Porto e seleção espanhola. A maior vitória ocorreu, no entanto, fora das quatro linhas, quando saiu por cima da batalha contra um enfarte agudo do miocárdio.

O início no Real Madrid

'Catapultado' para a fama no Santiago Bernabéu, Iker Casillas chegou ao Real Madrid com apenas dez anos, após as boas indicações deixadas num torneio organizado pelo próprio clube. A qualidade não escapou aos olhos de ninguém, em especial após se ter sagrado campeão da Europa de sub-16 pela seleção espanhola.

O 'salto' para a equipa principal deu-se a 12 de setembro de 1999, quando, com apenas 18 anos, aproveitou as lesões contraídas por Bodo Illgner e Albano Bizarri para agarrar a titularidade no encontro da terceira jornada de La Liga, que terminou com um empate a duas bolas diante do Athletico Bilbao.

Logo na primeira temporada junto dos 'graúdos', Iker Casillas viria a conquistar, não só o título de campeão, como também o troféu Bravo, que, na altura, distinguia a maior promessa do futebol espanhol. Este seria, de resto, o primeiro de 23 títulos conquistados a nível sénior.

Só pelo Real Madrid foram 18: três Ligas dos Campeões, duas Supertaças europeias, um Campeonato do Mundo de clubes, uma Taça Intercontinental, cinco campeonatos espanhóis, duas Taças do Rei e quatro Supertaças espanholas, entre 1999 e 2015.

O final do 'reinado' do espanhol no Santiago Bernabéu começaria, no entanto, a desenhar-se entre 2010 e 2013. Contratado para suceder a Manuel Pellegrini no comando técnico do Real Madrid, José Mourinho foi protagonizando uma relação cada vez mais 'azeda' com o guardião, ao ponto de lhe retirar a titularidade.

Seguiram-se dois anos sob as ordens de Carlo Ancelotti, onde conseguiu recuperar alguma preponderância, mas a relação com o clube tinha chegado a um ponto sem retorno. A despedida teve lugar a 12 de julho de 2015, onde, completamente sozinho numa sala de imprensa, anunciou que estava de saída.

O guardião da geração dourada

Tal como no Real Madrid, também a estreia na seleção espanhola se revelou... precoce. Estávamos a 3 de junho de 2000 quando José Antonio Camacho (sim, o ex-Benfica) lançou o então jovem guarda-redes, de apenas 19 anos, para o lugar de José Molina no encontro de cariz particular com a Suécia, que culminou num empate a uma bola.

Daí em diante, não mais Iker Casillas largou a baliza de 'La Roja', que defendeu durante o melhor período da história, e que arrancou com a conquista do Campeonato da Europa de 2008, numa equipa orientada por Luis Aragonés, onde despontavam nomes como Carles Puyol, Andrés Iniesta ou o melhor Fernando Torres.

A este título seguiram-se dois outros pela seleção espanhola: o Campeonato da Europa de 2012 e, acima de tudo, o Campeonato do Mundo de 2010, numa caminhada durante a qual deixou para trás Portugal, logo nos nos oitavos-de-final.

O último jogo deu-se a 1 de junho de 2016, quando foi titular na goleada imposta no encontro particular com a Coreia do Sul, por 6-1. As exibições de gala ao serviço do FC Porto levaram a que várias vozes se levantassem pedido o regresso de 'San Iker', mas estas caíram em 'saco roto'.

A 'nova vida' no Dragão

Quando chegou a Portugal, em 2015, para defender a baliza do FC Porto, com 36 anos, muitos duvidavam que Iker Casillas ainda tivesse algo para dar no mundo do futebol. No entanto, este fez questão de as dissipar com defesa, atrás de defesa, atrás de defesa.

Em 156 jogos de dragão ao peito, o guarda-redes somou 105 vitórias, 26 empates e 25 derrotas. Além disso, sagrou-se campeão português e conquistou a Supertaça, ambos no ano de 2018. Ano esse que colocou, de resto, ponto final na hegemonia que o rival Benfica vinha a usufruir nos últimos anos.

Queria o destino que o FC Porto-Rio Ave, de 26 de abril de 2019, relativo à 31.ª jornada do campeonato nacional, no qual se registou um empate a duas bolas, fosse o último de 'San Iker', não só pelo FC Porto, como também de toda a carreira.

Apenas cinco dias depois, em pleno sessão de treinos realizada no Olival, o espanhol sofreria um enfarte agudo do miocárdio, que o obrigou a colocar a carreira de futebolística em 'stand by', para passar a integrar a estrutura do futebol do FC Porto.

A notícia causou comoção um pouco por todo o mundo, mas Iker Casillas fez o que sempre fez ao longo da carreira: 'destruiu' o mais complicado adversário, levantou a cabeça e colocou os olhos num novo objetivo. A presidência da Real Federação Espanhola de Futebol.

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