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Football Leaks: Revelações de Rui Pinto 'tramaram' Manchester City

Clube inglês foi esta sexta-feira banido das competições europeias por duas temporadas devido a irregularidades no fair-play financeiro.

Football Leaks: Revelações de Rui Pinto 'tramaram' Manchester City

O campeão inglês de futebol Manchester City foi hoje banido por duas épocas das competições europeias devido ao incumprimento de regras do 'fair play' financeiro.

A decisão, hoje emitida pela Câmara Adjudicatória do CFCB, órgão presidido pelo jurista português José da Cunha Rodrigues, é passível de recurso para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

Na origem deste castigo estarão, ao que tudo indica, os esquemas denunciados pelo Football Leaks, da responsabilidade de Rui Pinto. De acordo com a imprensa inglesa, as informações reveladas pelo pirata informático, entretanto detido em Portugal e a aguardar julgamento por conta de um processo movido pelo fundo de investimento Doyen, provocaram, em março de 2019, o início da investigação sobre se o Manchester City tinha ou não infringido as regras do fair-play  financeiro e que agora culminou com o castigo aos citizens.

O jornal The Guardian indica mesmo que a investigação teve como base informações divulgadas pela revista alemã Der Spiegel que, em 2018, publicou correspondência eletrónica, cedida por Rui Pinto, onde se podia verificar que o proprietário do City, o xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, membro da família real de Abu Dhabi, suportava grande parte do patrocínio do clube, através da sua empresa Abu Dhabi United Group.

O mesmo periódico inglês escreve que patrocínio anual da camisola, estádio e academia dos citizens, no valor de 81,1 milhões de euros, era praticamente suportado na totalidade pelo dono do clube, e que apenas 9,6 milhões saíram dos cofres da Etihad.

Segundo um outro dos 'emails', apenas oito milhões viriam diretamente da Etihad na temporada de 2015/16, uma das abrangidas pela investigação, com o resto a chegar do Abu Dhabi United Group, a empresa que detém o City, o que constitui uma forma de 'fugir' às regras implementadas sobre o máximo que um dono pode investir na equipa, camuflando-as de receitas com patrocínios.

As leis de fair play financeiro foram introduzidas pela UEFA em 2011 para restringir os gastos com salários de jogadores e a quantidade de dinheiro que os donos dos clubes europeus podem investir para esconder as despesas e gastos, impedindo os emblemas de registar despesas demasiado elevadas para as receitas que registarem.

Este é o segundo processo de 'fair play' financeiro a envolver os bicampeões ingleses, que em 2014 foram multados em 60 milhões de euros.

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