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"Chorei muitas vezes. Para mim, um jogador que não chora é complicado"

Numa extensa entrevista ao Desporto ao Minuto, Jorge Andrade falou sobre o seu percurso como futebolista, as ambições como treinador, os problemas do dirigismo português e a chegada de Ronaldo a Itália.

"Chorei muitas vezes. Para mim, um jogador que não chora é complicado"

Aos oito anos, Jorge Andrade começou a dar os primeiros toques na bola no já extinto Estrela da Amadora. Por lá se cruzou com Jorge Jesus, treinador que o orientou em duas épocas como sénior

O antigo defesa central não esquece as engraçadas palestras e os duros castigos recebidos do antigo técnico de Benfica e Sporting e, numa longa entrevista ao Desporto ao Minuto, o internacional português de 41 anos confidencia ainda o motivo que o levou a rumar ao FC Porto, mas também a decisão mais errada que tomou na sua carreira.

Com o passado já no retrovisor, com as chuteiras arrumadas, e já a trabalhar como treinador adjunto do Vitória de Setúbal, Jorge Andrade relembra a ditadura dos 'três grandes' no futebol português, abordando também um dos principais problemas do nosso futebol: o dirigismo.

Quais são as melhores recordações que guarda do ‘berço’ que o viu nascer para o futebol?

Ainda tinha oito anos e ia a pé para os treinos. Ia com os meus amigos. Na altura não sabíamos que estes eram os primeiros passos para mudarmos o nosso futuro e, simplesmente, íamos para lá jogar à bola, como se fôssemos jogar hóquei ou outro desporto qualquer, afinal, tudo era visto como um passatempo. Guardo muito boas recordações desse tempo, ainda por cima tinha a companhia do meu irmão que já atuava no Estrela da Amadora.

No Estrela cruzou-se com Jorge Jesus nas últimas duas épocas como sénior. Quais os momentos que guarda enquanto ‘discípulo’ de Jesus?

Eu tive a sorte de o meu treinador de juniores ser o Miguel Quaresma, que foi adjunto do Jesus, tanto no Benfica como no Sporting, por isso já nos deu uma orientação do que podia vir. Tive ainda o Fernando Santos, que nos passou um enorme exemplo de profissionalismo e exigência, por isso quando chegou Jorge Jesus já estava habituado a rotinas de alta voltagem. Já havia a necessidade, na altura, do Estrela da Amadora ser tecnicamente melhor do que muitas outras equipas. Os treinos eram mesmo muito intensos.

Quais foram as principais diferenças que verificou nos treinos de Jesus, comparativamente aos restantes técnicos?

A forma como se defendem os cantos hoje em dia ou como se faz uma marcação à zona. Antes, todos os treinadores treinavam os seus jogadores para uma marcação individual. Jorge Jesus começou a fazer uma marcação à zona e, na altura, nós nunca tínhamos visto tal coisa. Demorou algum tempo até percebermos que este esquema podia resultar. A partir daqui, outras equipas adotaram este sistema, algumas até 20 anos depois de Jesus introduzir esta fórmula no futebol, como é o caso da seleção inglesa.

Jesus considera-se um treinador visionário, que antecipa movimentos, jogadas, métodos de treino…

[risos] Ele não é nenhum vidente, certamente, mas ele vai buscar muitos movimentos nos outros desportos para os introduzir no futebol, como por exemplo ao basquetebol, andebol ou futsal. Ele tira exemplos de outros desportos colectivos para inovar no futebol. O treino de Jesus é diferente, porque ele procura de forma incessante a perfeição. Ele interpreta o jogo como um tabuleiro de damas ou xadrez, em que os jogadores têm de se posicionar estrategicamente para correr menos e serem mais eficazes.

Jesus chegou a dizer que “Jorge Andrade não sabia defender”. Como é que recebeu na altura esta crítica?

Na altura fez-me confusão, mas ele depois explicou-me o porquê. Eu jogava tanto a médio defensivo, como a defesa central, e como havia jogadores mais experientes tive dificuldades em adaptar-me a algumas introduções tácticas. E qualquer falha de um central, o avançado está logo lá, pronto para fazer golo. Jorge Jesus mostrava-me nos treinos que eu tinha muito a melhorar e que era mais fácil começar a jogar numa posição mais avançada, à frente da defesa, para me adaptar, posteriormente, com mais facilidade, às funções de defesa central. Jesus exige, mas com paciência, que tu atinjas um nível muito elevado na posição que cumpres em campo. Ele não pede a um defesa que apenas corte bolas ao adversário, ele pede também que o defesa seja ambicioso e parta também para missões ofensivas.

É impensável para a economia do país condenar um dos três ‘grandes' à descida de divisãoRecorda-se de alguma palestra em específico de Jesus?

Nunca me esqueço de uma palestra em que ele ia colocando as peças no quadro e, sucessivamente, elas iam caindo. E, então, foi muito engraçado, porque uma peça teimava sempre em cair. E, de repente, ele começa a discutir com a dita peça e disse: ‘Agora já não me enganas, já não te volto a apanhar’. Ele era uma pessoa muito bem disposta, espontânea, que fazia de propósito em dar nomes diferentes a certos jogadores, para nós também participarmos nas brincadeiras.

E chegou a ser castigado por Jorge Jesus? Por algum atraso, por exemplo…

Atraso não, porque se fosse preciso até chegava duas horas antes aos treinos, mas por outras razões sim. Num jogo treino, a defesa não estava a reagir, e farto de fazer correções, decidiu tirar-me do treino e houve um ‘bate-boca’ mais aceso. Na altura do conflito, Jorge Jesus teve uma atitude um pouco mais explosiva, mas passado um momento voltou a colocar-me no treino. Ele não é um treinador rancoroso. Ele podia chatear-se com um jogador, mas no dia seguinte colocava-o no onze se fosse preciso. Ele olha somente ao rendimento e é muito empenhado no que faz.

E Jorge Jesus faz falta ao desporto português?

Os bons treinadores fazem sempre falta. Eu já tive a oportunidade de ser treinado por alguns. O Fernando Santos primeiro, o Mourinho depois, Jorge Jesus também. E este último melhorou efetivamente os clubes por onde passou. Acredito que, se ele fizer um bom trabalho no Brasil, novos treinadores portugueses também poderão vir a ter a sua oportunidade noutras paragens.

Quem não tem formação no futebol são os dirigentesE o regresso de Jorge Jesus está talhado para acontecer… de azul e branco?

Isso são objetivos pessoais. Claro que, depois de treinar os dois ‘grandes’ de Lisboa, seria um grande feito orientar o FC Porto, e fazer o pleno dos ‘grandes’. Mas, neste momento, o FC Porto está muito bem entregue a Sérgio Conceição e não me parece que num futuro imediato ele rume até à Invicta. Mais tarde, e se houver todas as condições, Jesus vai colocar todas as ‘fichas’ para orientar o FC Porto.

E continuando a falar de FC Porto para, agora sim, falarmos da sua passagem pelos dragões. Chegou em 2000, por lá ficou dois anos… e o título de campeão escapou em ambas as ocasiões. Como é viver num balneário que vinha recentemente de um penta, para depois ficar três anos de jejum?

Existia muita rotação de jogadores, o Fernando Santos também se foi embora, houve uma mudança de jogadores, de estrutura técnica. Alguns jogadores acabaram o seu ciclo, entraram jogadores muito jovens na equipa, como eu, o Ricardo Carvalho, o Ricardo Costa, o Ricardo Silva. Em termos de centrais, o FC Porto passou por uma transformação. A nível de médios entraram o Paredes e o Costinha. Não ganhámos a nível desportivo, mas construímos uma base vencedora que o Mourinho depois aproveitou. Pertenci a um ciclo não vencedor, mas que foi importante para o FC Porto nascer.

Houve oportunidade para rumar para outro clube depois de sair do Estrela da Amadora?

Com o desejo real do FC Porto, para mim foi muito fácil tomar esta decisão. Jogadores como o Chaínho, o Paulo Ferreira, o Rodolfo, o Hilário, que também seguiram para a Invicta, além de Fernando Santos, ajudaram-me a tomar esta decisão.

E lamenta não ter jogado num dos dois ‘grandes’ de Lisboa?

Na altura, um jogador fazia a formação no Estrela da Amadora, a começar aos oito anos, e acabava aos 22. Os meus colegas da formação do Benfica e do Sporting, igual. Na altura, as coisas aconteciam de uma maneira diferente. Hoje em dia há mais mobilidade, os jogadores, mesmo na formação, rodam por diversos clubes. Na altura, o Estrela da Amadora deu-me tudo o que precisava e permitiu dar-me o salto para o profissionalismo da melhor forma, tendo a sorte do clube estar em excelentes condições e na I divisão. Não estou arrependido por ter jogado todos os anos que joguei no Estrela. Mágoa, nenhuma.

Para mim, um jogador que não chora ou não tenha sentimentos é muito complicado. Em Turim, quem chorava muito era o TiagoO FC Porto foi o clube que mais o marcou?

Em Portugal, sim. Infelizmente quando tu jogas num dos três ‘grandes’ há o pensamento lógico de dizermos que esse foi o clube que mais nos marcou. E, na verdade, o FC Porto deu-me muito e apostou muito em mim.

E como era a sua relação com Pinto da Costa?

Foi uma pessoa que desde o primeiro momento esteve presente. Quando o conheci vi uma pessoa com um sentido de humor fora do normal, uma pessoa também com uma inteligência muito rara e que me ajudou bastante. Tem bastante visão, que respira a 100% o clube e isso faz toda a diferença. Os outros clubes também se revêm no FC Porto e veem nele um clube a seguir. Benfica e Sporting também tentaram imitar o FC Porto, até na forma de dirigir. Muita coisa foi imitada de Pinto da Costa, porque ele é uma pessoa muito competente.

Jorge Andrade jogou no futebol português numa altura em que se vivia na sombra das suspeitas de resultados viciados e a influência de vários factores externos ao jogo jogado nas quatro linhas. Como é que um jogador age e se sente neste clima de suspeição?

Quem não tem formação no futebol são os dirigentes. Nessa fase, antes do Euro'2004, viveu-se uma época no futebol português em que eram necessárias bastantes verbas para construir novos estádios e havia muita coisa em jogo. Nessa altura, havia claramente uma tendência a norte do poder, até porque na presidência da Liga estava Valentim Loureiro e o Pinto da Costa encontrava-se no FC Porto. Eles eram duas pessoas muito próximas e controlavam o que se fazia nessa altura. O dirigismo sempre foi assim, e essa é a parte mais fraca que temos no nosso futebol. Em Portugal não fizeram de nada para mudar o paradigma de que os três ‘grandes’ estão bem, os outros têm que estar bem também. Antes de se saber se o beneficiado era A, B ou C, a regra sempre foi beneficiar os três ‘grandes’ e deixar todos os outros para trás. Cavou-se um fosso gigante. E é grave a forma como beneficiam os resultados dessas três equipas, em detrimento de todas as outras. Isto não é uma competição leal e começa logo nos direitos televisivos. Não existe equilíbrio financeiro, nem verbas para os outros clubes chegarem perto da hegemonia dos três ‘grandes’.

Então, ganhando o Benfica, o Sporting ou o FC Porto, a vitória de um destes três clubes é sempre acompanhada de factores externos?

Não digo isso. Mas todas as mais-valias da Liga são usadas em benefício desses três clubes. Na hora H há muita pressão sobre tudo – árbitros, treinadores, jogadores – porque mesmo que façam força, as três instituições criaram um sistema de forças em Portugal. Na altura [início dos anos 2000] falava-se do peso dos dirigentes e isso não vai acabar.

E agora, como treinador adjunto do Vitória FC, sente-se ainda mais lesado por estar do lado do mais pequeno?

Acho que, durante estes ano,s um dos clubes mais prejudicados por não estar no centro das decisões, foi o Vitória de Setúbal. Lembro-me de que, quando comecei a jogar futebol, o Vitória FC sempre foi um dos clubes mais respeitados e já tinha representado Portugal na Taça das Cidades com Feira e sempre teve jogadores muito importantes, mas o facto de não se ter desenvolvido como os outros, com outras infra-estruturas e um novo estádio, prejudicou-o e deixou-o esquecido. E as gestões deste clube não conseguiram aguentar, porque viveram-se tempos muito difíceis. Algo que já tinha acontecido no Estrela Amadora, que também passou por enormes dificuldades. E algo parecido podia ter acontecido ao Vitória FC, com uma descida de divisão e a respetiva queda para o esquecimento, caso os dirigentes e os jogadores não tivessem feito nada por ele.

O Jorge Andrade já saiu revoltado de um campo por sentir que a sua equipa perdeu, não pela falta de empenho da sua equipa, ou qualidade do oponente, mas por motivos alheios?

Acho que no final de uma época acabamos por fazer um balanço em que temos jogos em que somos beneficiados e prejudicados. Daí que não saio do jogo com esse tipo de ideias, até porque não ajuda nada ao futebol. Quem perde vai sempre chorar e não conseguir ver o outro lado. Recordo-me de perder 0-3 frente ao Boavista, num encontro em que podíamos ter empatado e garantir quase matematicamente a manutenção. O encontro correu super mal, tivemos três jogadores expulsos, mas não podemos pensar que a culpa é só do adversário, da relva ou do árbitro. O mais fácil é colocar as desculpas nos outros, mas é preciso encontrar coisas positivas dentro das desgraças. O futebol é ganhar e perder, mas importante é saber perder. Os árbitros erram e se pensarmos que o árbitro está sempre ali para nos tramar, então não vamos conseguir encarar o jogo de uma forma limpa. Nunca saí frustrado de um jogo por pensar que um árbitro não estava a desempenhar as suas funções de forma idónea.

Mas, acredita que mais depressa se pensa que os árbitros são maus ou os erros são premeditados?

Eu acho que, acima de tudo, em termos de árbitros, estamos a baixar de nível, radicalmente. Já tivemos árbitros, como o Pedro Proença, que foi um dos melhores, até a nível internacional, e a partir daí desenhou-se um fosso e está a tentar-se encontrar árbitros competentes, mas os resultados não têm sido os mesmos. Portugal não tem árbitros competentes, daí que seja uma dificuldade natural e eles têm bastante dificuldade para arbitrar os grandes jogos. É preciso ajudar a arbitragem portuguesa a ser melhor.

Em Itália também ocorreu um caso bastante grave, que diz respeito ao Calciocaos e conduziu à descida de divisão de três gigantes, um dos quais a Juventus. Curiosamente vai para a Vecchia Signora um ano depois do clube subir de divisão. Como foi entrar num balneário depois deste enorme ‘trovão’ que caiu no clube?

Não se podia falar deste assunto, porque os jogadores foram prejudicados e eles tinham a missão de recuperar o clube o mais rapidamente possível. Os jogadores foram vistos como heróis. Muitos não quiseram abandonar o clube e foi graças a esses heróis que o clube retomou rapidamente ao primeiro escalão italiano. Jogadores como Buffon, Trezeguet e Nedved permaneceram no clube, daí que a estrutura estava lá para o clube retomar os seus índices de vitória. O clube foi castigado, punido com a descida de divisão, a Juve aceitou a punição e depois retomou a posição que ocupava. Em Portugal, um dos três ‘grandes’ descer de divisão seria o fim do mundo. Aqui temos de aprender com outras mentalidades. Se não houver verdade desportiva, os campeonatos são uma mentira.

Acredita que seria possível haver um ‘calciocaos’ em Portugal?

Nunca. É impensável para a economia do país, mesmo que os três ‘grandes’ tivessem errado, abdicar de uma destas três forças. A punição seria sempre económica e nunca com uma descida de divisão.

Voltando a falar de futebol, à semelhança de Jorge Andrade, Cristiano Ronaldo também fez a viagem entre Espanha e Itália. Ronaldo tomou a melhor decisão para o seu futuro?

São contextos diferentes, mas a dificuldade é grande. Para um central é muito mais fácil adaptar-se ao campeonato italiano. Taticamente as equipas estão mais juntas e resultou bastante fácil para mim a adaptação, mesmo tendo mais idade. Quanto ao Ronaldo, os tempos também são diferentes, e já não se joga da mesma forma que se jogava na minha altura. As equipas jogam mais abertas e Ronaldo beneficiou de uma equipa que joga bastante aberta, uma equipa que joga para o seu avançado, que corre riscos. A equipa mudou a forma de jogar, para beneficiar do talento de Ronaldo e de outras grandes craques que chegaram. Ronaldo mudou a forma dos italianos encararem o jogo.

A Juventus foi um enorme pesadelo devido ao calvário das lesões?

Não, nada disso. Foi fantástico. Claro que não jogar é sempre mau. Apesar das lesões, as pessoas continuam a gastar bastante. Só mudava o percurso que fiz, preferia ter ido para a Juventus e só depois para o Deportivo da Coruña, porque jogar em Itália, para um defesa central, é muito menos desgastante. E acho que em Espanha o campeonato estava muito rápido, com intervalos de jogos de 3/4 dias, sistemas tácticos muito abertos e um desgaste enorme. Daí que primeiro ia para Itália e só depois para Espanha.

E caso tivesse ocorrido essa alteração teria sido um melhor jogador do que já foi?

Melhor não sei, mas em termos de duração sim. Quando fui para Itália já tinha o meu joelho prejudicado. Em Itália, o joelho tinha-se desgastado, mas durava muito mais. Basta olhar para os casos de Maldini ou Nesta que chegaram quase todos aos 40 anos. Em Espanha nós não vemos isso a acontecer.

Chorou muitas vezes?

Chorei sim e muitas vezes. Para mim um jogador que não chora ou não tenha sentimentos é muito complicado. Em Turim, quem chorava muito era o Tiago. Chorava mais do que eu. Ele viveu intensamente tudo o que eu passei e estava sempre junto a mim. Íamos juntos para casa, morávamos ao pé de casa. E fazia-me confusão ele estar a sofrer mais do que eu com as minhas lesões.

Qual foi o dia mais difícil da sua carreira?

O dia em que me lesionei em Roma e disse que já não quero mais, porque estou a sofrer muito e não queria jogar mais. Fui a Málaga fazer a pré-época, mas já sabia que não tinha condições para lutar igual por igual com os meus adversários.

E, agora, como treinador adjunto do Vitória FC, por onde passam os sonhos de Jorge Andrade?

Mais tranquilo, não estou a pensar fazer a carreira como jogador, e estou mais virado para auxiliar outros treinadores. Um papel mais escondido. Ser treinador é diferente de ser jogador e são precisos outros factores para nos tornarmos grandes técnicos. Daí que seja mais difícil. Ser um treinador de sucesso é mais difícil do que ser um jogador de sucesso.

E que factores são esses?

As competências. O treinador tem de saber um pouco de tudo: de psicologia, de medicina, muito de treino, muito de táctica, relações humanas e muitas outras coisas. O facto de ser um grande jogador não me conduz para uma carreira de grande treinador. Muitas colegas conseguiram fazer essa transição, mas não é fácil.

Todavia é utópico imagina-lo no staff técnico de um dos três ‘grandes’?

Competências tenho e estou ajudar colegas dentro de clubes, como ocorreu com o Pedro Itálico, no Atlético, e agora com o Sandro, no Vitória FC, mas agora depende muito como as coisas se fazem. Pode acontecer treinar um clube de maior renome, mas ainda temos de esperar.

Perguntas de resposta rápida

Melhor companheiro na defesa? Ricardo Carvalho

Jogador mais engraçado com quem partilhou balneário? Joan Capdevilla, que também jogou no Benfica.

Adversário mais difícil de marcar? Jardel… fazia muitos golos. Ficava com ‘cara de totó’ cada vez que ele passava por mim.

Treinador que mais o marcou? Miguel Quaresma, desde as camadas jovens.

Treinador que não se esquece pelas piores razões? Não existiu. Tive a sorte de nenhum treinador me ter prejudicado.

Quem parte favorito para este campeonato? Para já o Benfica. É o alvo a abater, como diz o Rui Costa.

Até onde pode viajar o Vitória FC neste campeonato? Pode ficar na primeira metade da tabela

Quem tem a melhor dupla de centrais do campeonato? O Sporting, com Coates e Mathieu.

Quem tem características mais semelhantes com o Jorge Andrade neste campeonato? [Risos] Já fugiu, era o Éder Militão. No presente campeonato, talvez o Ivanildo Fernandes, jogador emprestado pelo Sporting ao Moreirense.

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