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Versão musical da 'Toada de Portalegre' estreia-se no S. Luiz

O poema "Toada de Portalegre", de José Régio, com música de Rabih Abou-Khalil, pelo fadista Ricardo Ribeiro, estreia-se hoje, em Lisboa, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Jan Wierzba.

Versão musical da 'Toada de Portalegre' estreia-se no S. Luiz
Notícias ao Minuto

13:00 - 24/11/16 por Lusa

Cultura Lisboa

Ao palco do Teatro de S. Luiz sobe também o percussionista norte-americano Jarrod Cagwin, que "tem um papel importante, na medida em que a música do Rabih [Abou-Khalil] é melódica e rítmica, e ele é o grande alicerce para que todos possamos estar seguros e confiantes na peça", disse à agência Lusa o fadista Ricardo Ribeiro, que perseguia o sonho de interpretar a 'Toada de Portalegre'.

A peça 'Toada de Portalegre', com música de Abou-Khalil, volta à sala da rua António Maria Cardoso, na sexta-feira e no sábado, no âmbito das celebrações do 5.º aniversário da classificação do Fado como Património Imaterial da Humanidade, pela UNESCO.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Ribeiro afirmou que apresentar a "Toada de Portalegre" foi "uma odisseia e, ao mesmo tempo, um orgulho".

"Era um sonho meu, mas que todos alcançámos - eu, a orquestra, o maestro e o Rabih [Abou-Khalil]", acrescentou.

Para esta composição de 75 minutos, não foi incluído "qualquer instrumento diretamente ligado ao fado, nomeadamente a guitarra portuguesa", adiantou o criador de "Nos Dias de Hoje".

"Esta música não é o fado, é uma outra que nem ouso qualificar", disse o intérprete que adiantou não existir qualquer referência direta na composição aos ritmos portugueses, nomeadamente ao tradicional "Saias", da região de Portalegre.

"Todavia, como quase tudo que é rítmico na música portuguesa, deriva da tradição árabe, pois é bom não esquecermos que os árabes estiveram na Península Ibérica durante oito séculos", referiu o cantor, acrescentando que "haverá muitas frases musicais que nos irão parecer que estamos a escutar cante alentejano".

Para a 'Toada', que "é um poema muito extenso e profundo, que conta uma história", o compositor "fez a música que coincide com as palavras: se as palavras querem transmitir medo, o ambiente musical é esse, de medo, e por aí adiante, se é de alegria, a música transmite esse sentimento, se é de frustração, também o transmite".

O poeta José Régio (1901-1969) viveu em Portalegre, de 1928 a 1967, onde foi professor no então liceu nacional, atual Escola Secundária Mouzinho da Silveira. A casa onde Régio morou era inicialmente uma pensão onde, conforme os quartos foram vagando, o autor de 'Poemas de Deus e do Diabo', os foi ocupando, acabando por ficar com a toda a casa, que atualmente é um museu.

Ricardo Ribeiro afirmou que subjacente a esta estreia está a intenção de "chamar atenção para a obra do poeta, que é genial, um dos maiores da Língua Portuguesa, de sempre".

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