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"Um mestre como Bunuel e Bergman", diz crítico chinês

O crítico de cinema chinês Magasa qualificou hoje Manoel de Oliveira como "um realizador único" e "um mestre da dimensão de [Luís] Bunuel e de [Ingmar] Bergman".

"Um mestre como Bunuel e Bergman", diz crítico chinês
Notícias ao Minuto

17:41 - 02/04/15 por Lusa

Cultura Manoel de Oliveira

"Oliveira é uma lenda que abarca um período de 80 anos. Começou a filmar ainda no tempo do cinema mudo", realçou Magasan à agência Lusa, em Pequim.

"Ele está para Portugal como [Carl] Dreyer está para a Dinamarca", acrescentou.

Magasa, 34 anos, fez parte do júri da Semana da Crítica do Festival Internacional de Cannes em 2013.

Entre os filmes de Oliveira, destacou "Vale Abrãao" (1993) e "Francisca" (1981): "São especiais", disse.

O crítico chinês equiparou também Manoel de Oliveira ao japonês Yasujiro Ozu, afirmando que "ambos procuravam o cinema puro".

Questionado sobre se considerava os filmes de Oliveira difíceis, Magasa respondeu: "Com certeza que são. Como os de quase todos os mestres".

O professor Hu Xudong, cinéfilo de 41 anos, que ensina Literatura Comparada na Universidade de Pequim (Beida), também é um admirador de Manoel de Oliveira.

"Ele é um dos cineastas mais geniais e profundos do mundo", disse Hu Xudong à agência Lusa.

Da filmografia de Oliveira, aquele professor destacou "Non ou a vã glória de mandar" (1990), "A Divina Comédia" (1991), "Espelho Mágico" (2005) e "O Convento" (1995).

"Tenho muito interesse no filme 'O Quinto Império', mas ainda não o vi", acrescentou.

Segundo aquele professor, "a maioria dos cinéfilos chineses conhece o nome de Manoel de Oliveira, mas só uma pequena parte deles gosta muito do seu cinema".

"Não se pode entender bem os filmes de Oliveira sem um conhecimento básico da História de Portugal", observou.

Em 2001, a Academia de Cinema de Pequim, considerada uma das mais importantes da China, promoveu um ciclo dedicado a Manoel de Oliveira, com cinco filmes: "A Carta", "Francisca", "Viagem ao Princípio do Mundo", "Party" e "Vale Abraão".

Quando o cineasta completou cem anos de idade, em 2008, um professor daquela Academia qualificou a longevidade de Oliveira como "um bom milagre".

"O cinema de Oliveira é um pouco aristocrático e burguês, e parece até bastante conservador. Embora prefira o cinema de vanguarda, acho os seus filmes muito belos", disse na altura Zhang Xianmin, professor de técnicas de argumento, em Pequim.

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