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Taylor rendeu-se a Lisboa. Assistimos à 'Love Story' em dose dupla

A 'Miss Americana' atuou pela primeira vez em solo nacional - e prometeu regressar. Entre juras de amor, houve pedidos de casamento, dança, lágrimas e, sobretudo, muita alegria. Estivemos nos dois concertos esgotados da norte-americana em Lisboa, no Estádio da Luz, e contamos tudo.

Notícias ao Minuto

09:52 - 26/05/24 por Daniela Filipe

Cultura Taylor Swift

'It's been a long time coming.' No caso de Portugal, esta passagem do tema 'Miss Americana & The Heartbreak Prince' não poderia ser mais verdadeira. Contudo, o dia chegou. A 24 e 25 de maio, Taylor Swift atuou finalmente diante do público português, num Estádio da Luz lotado que não se coibiu de dar a mais calorosa das receções à norte-americana. De facto, a artista assegurou ter ficado rendida a Lisboa - e assistimos a tudo. 

Apesar dos problemas com a organização, - longas filas desnorteadas que ditaram que muitos perdessem a atuação dos Paramore, a 24 de maio, regras distintas consoante os seguranças das diferentes secções e a interdição de garrafas de água na zona da plateia em pé -, o clima de alegria e antecipação entre os swifties era palpável. 

A própria Taylor Swift admitiu, na estreia, ter ficado sem fôlego quando se deparou com o mar de gente que a aguardava naquela tarde solarenga de sexta-feira, sentimento que foi ecoado pouco depois do arranque da segunda 'dose'.

"Nunca vi um público como este na minha vida. [...] Houve momentos em que quase me esqueci do que tinha de fazer a seguir, por estar tão distraída com o quanto se estão a divertir. É um sonho estar aqui com vocês", confessou, e a multidão respondeu a rigor.

É caso para dizer que 'Love Story' ganhou um novo significado. E, como se as juras de amor da 'Miss Americana' pelo público português não bastassem, vários foram os pedidos de casamento realizados 'à boleia' deste tema da 'era' 'Fearless', que transportou Lisboa até 2008. Era precisamente este o propósito de Taylor Swift quando envisionou o conceito da 'Eras Tour' - recordar os melhores momentos das várias digressões em que foi protagonista e que, assumiu, lamentou não terem passado por Lisboa.

"Não voltaremos a cometer esse erro", frisou. 

Foram vários os momentos memoráveis de ambos os espetáculos que, apesar de estarem pensados ao pormenor, não deixaram de ser intimistas - mesmo num estádio. Há que destacar a ovação de quase cinco minutos após 'Champagne Problems', em que as luzes se acederam para que uma Taylor incrédula pudesse ver a plateia na sua imensidão e esplendor, na estreia em terras lusas. "Amo-vos", disse, em português, garantindo que "nunca" esqueceria aquele momento. As juras de amor prosseguiram na segunda noite, tendo a cantora lacrimejante confessado que lhe foi evidente desde o início que os swifties portugueses tinham enveredado numa missão para conquistar o seu coração - e que conseguiram.    

Por falar na intimidade com o público, prova disso foram as diversas vezes em que a artista pediu, em português, para que os seguranças ajudassem fãs em dificuldade nas zonas mais próximas do palco - e que palco. A estrutura permitiu que Taylor chegasse (quase) a todo o lado, recebendo, a cada 'era', um autêntico teatro repleto de luzes, brilho, cor, fogo de artifício e até mesmo chamas, com as respetivas ovações.  

Mas a norte-americana não foi a única a mostrar os seus dotes de português. Kameron Saunders, um dos bailarinos da artista mais acarinhados pelos fãs, disse não só "nunca mais", como também "nem que a vaca tussa", durante a icónica 'We Are Never Ever Getting Back Together', do disco 'Red'. Nessa mesma 'era', duas meninas sortudas - e de lágrimas no rosto - foram brindadas com o chapéu usado pela cantora em '22', passagem de testemunho que já é habitual na 'Eras Tour'.

Um dos momentos mais esperados de ambas as noites foi, talvez, o set acústico, em que Taylor se deixou levar pela criatividade ao atuar de guitarra em punho, assim como ao piano. Lisboa foi a primeira paragem da 'Eras Tour' a ter direito a cinco canções surpresa, na grande estreia, nomeadamente os êxitos 'Come Back... Be Here', 'The Way I Loved You' e 'The Other Side Of The Door', na guitarra. Além disso, 'The Way I Loved You' estreou-se, também, no palco da 'Eras Tour', ao fim de 91 concertos e de vários anos sem agraciar o público. Já no piano, a norte-americana brindou os swifties com 'Fresh Out The Slammer' e 'High Infidelity', temas dos álbuns 'The Tortured Poets Department' e 'Midnights', respetivamente.

Ainda assim, a grande surpresa viria na segunda noite, com a junção de 'You're On Your Own, Kid' e 'Long Live', um dos temas mais acarinhados pelos fãs e recentemente retirado do alinhamento para criar espaço para o álbum 'fresquinho'. Desse, a artista atuou 'The Tortured Poets Department', que juntou com 'Now That We Don't Talk', uma das canções vindas diretamente 'do baú' do disco '1989'.

Ao longo de mais de três horas de concerto, Taylor cumpriu o que prometera e levou os swifties numa aventura ao passado. Muitos cresceram com ela e outros tantos terão as suas músicas como banda sonora nas etapas mais marcantes desta caminhada. Mas, diga-se o que se disser, energia nunca faltou - por mais surpreendente (ou não) que possa parecer. Afinal, não é por acaso que Taylor não para de quebrar recordes, nem mostra sinais de abrandar. O fenómeno está, assim, explicado. 

Taylor Swift e Paramore - que asseguraram que os portugueses foram o melhor público até agora - seguem viagem para Madrid, em Espanha, onde também atuarão em dose dupla. A 'Eras Tour' prosseguirá até 8 de dezembro, numa última paragem em Vancouver, no Canadá.

[Notícia atualizada às 11h25]

Leia Também: "Nunca vi público como este". O discurso de Taylor Swift no 2.º concerto

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