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Israel na Eurovisão? "É um concurso para emissoras, não para governos"

A organização do Festival Eurovisão da Canção afirmou que "a emissora pública israelita cumpre todas as regras do concurso" e, por isso, "poderá participar no concurso do próximo ano". Sobre o facto de ter expulsado a Rússia após a invasão da Ucrânia, explica que o país violou os "valores dos meios de comunicação social públicos".

Israel na Eurovisão? "É um concurso para emissoras, não para governos"

A União Europeia de Radiodifusão (UER, na sigla em inglês) defendeu, no sábado, que o Festival Eurovisão da Canção "é um concurso para emissoras, não para governos" e, por esse motivo, Israel pode participar na próxima edição - apesar da atual ofensiva na Faixa de Gaza.

O esclarecimento da EBU surge dias após terem sido anunciados os 37 países que irão participar na 68.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, que decorrerá em Malmo, na Suécia, entre os dias 7 e 11 de maio de 2024.

O anúncio de que Israel faria parte do lote de países a concurso foi alvo de críticas, com a conta oficial da Eurovisão na rede social X (antigo Twitter) a ser inundada de comentários de fãs que acusaram a organização do evento de ter "critérios duplos" para a participação e lembraram que a Rússia foi expulsa um dia após a invasão da Ucrânia. 

Num esclarecimento, enviado ao jornal belga Het Laatste Nieuws (HLN), a organização defendeu que "o Festival Eurovisão da Canção é um concurso para as emissoras públicas de toda a Europa e do Médio Oriente"

"É um concurso para as emissoras - não para governos - e a emissora pública israelita participa no concurso há 50 anos", reiterou.

O país do Médio Oriente, recorde-se, estreou-se no festival europeu em 1973, uma vez que, segundo as normas do concurso, todos os membros ativos da União Europeia da Radiodifusão - ou seja, que façam parte da Área Europeia de Radiodifusão e que pertençam ao Conselho da Europa - podem participar.

A UER garantiu que o seu Conselho de Administração e que os respetivos membros "avaliaram a lista de participantes e decidiram que a emissora pública israelita cumpre todas as regras do concurso" e, "juntamente com 36 outros organismos de radiodifusão, poderá participar no concurso do próximo ano".

"Neste momento, existe uma atitude inclusiva em relação aos participantes israelitas nos principais concursos. O Festival Eurovisão da Canção continua a ser um evento não-político, que une audiências de todo o mundo através da música", frisou.

Questionada sobre o facto de a Rússia ter sido expulsa do festival, em 2022, após a invasão da Ucrânia, a UER explicou que o país liderado por Vladimir Putin violou as suas "obrigações" enquanto membro e violou "os valores dos meios de comunicação social públicos".

"Em 2022, na sequência da invasão da Ucrânia, os órgãos diretivos da UER decidiram excluir a Rússia do Festival Eurovisão da Canção, onde iria competir ao lado da Ucrânia. Como já foi referido, o Festival Eurovisão da Canção é um concurso para emissoras. Após repetidas violações das obrigações de membro e dos valores dos meios de comunicação social públicos, a Rússia foi suspensa", lê-se no comunicado, citado pelo jornal belga.

Sublinhe-se que a Suécia ganhou o 'direito' em organizar a 68.ª edição do festival, após Loreen ter vencido a edição deste ano com 'Tattoo', com um total de 583 pontos. Esta foi a segunda vez que a cantora sueca ganhou a Eurovisão, tornando-se a primeira mulher a vencer o festival duas vezes. Em 2012, fê-lo com 'Euphoria'.

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