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Poeta vence Jabuti de livro do ano, o maior prémio literário do Brasil

O livro 'Engenheiro Fantasma', do poeta Fabrício Corsaletti, venceu a categoria livro do ano na 65.ª edição do Prémio Jabuti, que escolhe anualmente os autores de maior destaque no Brasil.

Poeta vence Jabuti de livro do ano, o maior prémio literário do Brasil
Notícias ao Minuto

20:41 - 06/12/23 por Lusa

Cultura Brasil

Competindo com uma obra de poemas, Corsaletti se imaginou na pele de Bob Dylan e narrou uma temporada de exílio voluntário que o cantor e compositor norte-americano teria ficcionalmente vivido na cidade argentina de Buenos Aires.

O anúncio dos premiados com o Jabuti, promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), ocorreu na terça-feira, 05 de dezembro, no Theatro Municipal de São Paulo, cerimónia que teve como personalidade literária o autor infantojuvenil Pedro Bandeira.

Reconhecido como um dos mais influentes autores da literatura infantojuvenil brasileira, Pedro Bandeira recebeu homenagem por sua contribuição para o mundo literário e seu compromisso em enriquecer a imaginação de leitores de todas as idades.

Os prémios, divididos nos eixos temáticos de literatura, não-ficção, produção editorial e inovação, tem 21 subcategorias. Em 2023, o Jabuti registou 4.245 títulos inscritos. 

A categoria Romance Literário foi vencida pela obra 'Os perigos do imperador: um romance do Segundo Reinado', de Ruy Castro, que narra um plano fictício para assassinar Pedro II, segundo e último imperador do Brasil.

Entre as obras vencedoras também está 'Por quem as panelas batem', do jornalista e autor Antônio Prata, que venceu na categoria crónica. A obra retrata o caos político no Brasil em crónicas políticas publicadas por Prata no jornal Folha de S.Paulo entre junho de 2013 ao final de 2021.

O Jabuti também distinguiu o melhor livro de autor estreante, reconhecimento que foi concedido a obra 'Extremo Oeste', de Paulo Fehlauer, que retrata a história de um amigo que desaparece e leva o narrador deste romance a mergulhar profundamente nos rastos dessa amizade forjada desde a infância.  

No eixo ficção, as outras obras vencedoras foram: 'Educação Natural: Textos Póstumos e Inéditos', de João Gilberto Noll (conto), 'Dentro do Nosso Silêncio', de Karine Asth (romance de entretenimento), 'Óculos de Cor: Ver e Não Enxergar', de Lilia Moritz Schwarcz e Suzane Lopes (juvenil), 'Doçura', de Emilia Nuñez e Anna Cunha (infantil), e 'Mukanda Tiodora', de Marcelo D'Salete (HQ, Histórias em Quadrinhos/Banda Desenhada).

No eixo de não-ficção venceu 'Walter Firmo: no verbo do silêncio a síntese do grito', de Sérgio Burgi (Artes), 'Título: Poder camuflado: os militares e a política, do fim da ditadura à aliança com Bolsonaro' (Biografia e Reportagem),  'Emergência climática: o aquecimento global, o ativismo jovem e a luta por um mundo melhor', de Matthew Shirts (Ciências), 'Humanamente Digital: inteligência artificial centrada no humano', de Cassio Pantaleoni (Ciências Humanas), 'Limites da democracia: de junho de 2013 ao governo Bolsonaro', de Marcos Nobre (Ciências Sociais), e 'Receitas do Favela Orgânica', de Regina Tchelly (Economia Criativa).

No eixo Produção Editorial os contemplados foram 'Mensagem', que teve a capa criada por Flávia Castanheira, 'A notável história do homem-listrado', ilustrado por Fayga Ostrower (ilustração), 'Expresso 2222', cujo responsáveis foram Paulo Chagas, Ana Oliveira (projeto gráfico), 'Finnegans Rivolta', do Coletivo Finnegans, Dirce Waltrick do Amarante (tradução).

Por fim, o eixo inovação contemplou 'Álbum Guerreiras da Ancestralidade do Mulherio das Letras Indígenas' (fomento à leitura) e 'Marrom e amarelo' que venceu a categoria de livro brasileiro publicado no exterior.

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