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"Ganhar dinheiro qualquer um pode fazer. Importante é mudar alguma coisa"

Antes de subir ao palco no último dia do festival Rock in Rio, Anitta falou aos jornalistas da paixão por Portugal, das polémicas, mas também explicou porque usa tanto a sua voz para falar de temas como a Amazónia e a política.

"Ganhar dinheiro qualquer um pode fazer. Importante é mudar alguma coisa"

Foi uma das principais responsáveis por esgotar o último dia da 9.ª edição do Rock in Rio Lisboa mas, antes de subir a palco, Anitta falou com os jornalistas sobre Portugal, sobre a Amazónia, as eleições ainda este ano no Brasil e até as polémicas entre os artistas.

Momentos antes do espetáculo onde exibiu um extenso leque de colaborações, desde Luísa Sonza a Kevinho, a artista brasileira revelou que adoraria fazer uma música com David Carreira, que atuou na semana passada, também no Palco Mundo.

"Foi bem legal o show dele, eu acompanhei. Eu acho que faria [uma parceria] com ele, eu acompanho", revelou.

Confrontada com o facto de ter estudado recentemente política, a cantora afastou a hipótese de uma candidatura à presidência do Brasil (até porque ainda não completou os 35 anos), mas defendeu que o assunto deveria interessar a toda a gente.

Amei ver que aqui é o mês do orgulho, achei incrível, quero mesmo que o Brasil chegue a isso

"Agora o clima do Brasil é tudo briga, briga, briga. Eu acho que isso tem muito a ver com quem está comandando. Se temos uma pessoa a comandar o país que só briga, é só autoritária, é só preconceito, isso estimula as pessoas a serem assim. Então eu espero as eleições que estão aí e espero que venha alguém com um clima de 'vamo-nos aceitar', que pense diferente", confessou a artista carioca, que deu o exemplo de Portugal: "Amei ver que aqui é o mês do orgulho, achei incrível, quero mesmo que o Brasil chegue a isso."

O facto de falar nestes temas é, aliás, aquilo que acredita ser o seu maior legado para o público: "Deixar mensagens, mudar as pessoas de alguma maneira, a vida das pessoas de alguma forma. Porque só cantar, ganhar dinheiro, qualquer um pode fazer. Para mim, o importante é sentir que você mudou alguma coisa de verdade nas pessoas, na história, para mim isso é o mais importante".

Por esse mesmo motivo, também tem aproveitado a sua voz e o seu espaço online para falar da Amazónia.

"A Amazónia é uma grande terra de ninguém, uma grande bagunça. Lá acontece de tudo, ninguém vê nada", explica, acrescentando que "quem se expõe para falar acaba morto, acaba com a família torturada".

Mas a artista nada teme: "Se me vierem matar, vão ter de aguentar a assombração que depois vou virar para essa pessoa, porque eu continuo a achar que é o grande tesouro do nosso país e as pessoas tratam assim como um grande nada, muito perigoso, e é inaceitável que esse lugar seja perigoso de visitar".

A paixão por Portugal 

Minutos antes de subir ao maior palco do Rock in Rio, Anitta mostrava-se especialmente entusiasmada por estar de regresso a Portugal.

"Eu sinto-me muito em casa aqui. Sinto-me feliz. Só o facto de poder trazer a minha família já é outra energia", contou, mesmo antes do concerto, onde revelou que iria usar o "mesmo cenário que no Coachella", mas com um "repertório diferente".

"Vou fazer bastantes músicas em português e quem me ajudou a fazer [o alinhamento] foram os portugueses", através do Instagram, onde a artista quis perceber que músicas se ouvem mais por cá.

Com apenas 1h15 de concerto, a cantora quis que as músicas fossem "as que o povo daqui gosta de ouvir".

Apesar de voltar a Portugal já no próximo mês, para o festival Marés Vivas, a artista brasileira não tem data ainda para um concerto em nome próprio em terras lusas. Ainda assim, a fazê-lo, deixou claro que uma hora não chega.

"Se eu fizer um bloco assim na rua, tipo o que faço no Carnaval, com muitas horas, vai encher? Eu quero muitas horas, como faço no bloco no Rio [de Janeiro], quatro horas no palco. Vocês vão aguentar?", questionou entre risos.

Desta vez, Anitta veio acompanhada pela família, amigos e até pelo namorado, para quem esta viagem servirá como prova de fogo: "Eu disse que ele tinha de vir a Portugal, se não gostar, não serve".

Sobre a mais recente polémica em que esteve envolvida, relacionada com uma das suas tatuagens, Anitta confessou ter ficado "passada" com as críticas do cantor Zé Neto, da dupla de sertanejo Zé Neto e Cristiano.

"Detesto esse negócio de briga entre artistas, para mim a música tem de unir as pessoas e não desunir, só que eu aproveitei isso para fazer dinheiro, então só vou falar da minha tatuagem quando lançar um produtinho no mês que vem", brincou, sem adiantar mais sobre a polémica.

Leia Também: Post Malone foi mesmo a 'rockstar', mas antes houve furacão Anitta

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