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Movimento pela defesa do Museu Romântico pede audiência a PR

O movimento pelo regresso do Museu Romântico, no Porto, pediu uma audiência ao Presidente da República e enviou uma missiva para todos os partidos com representação municipal para explicar as "inquietações" em relação às alterações daquele espaço.

Movimento pela defesa do Museu Romântico pede audiência a PR
Notícias ao Minuto

14:47 - 30/11/21 por Lusa

Cultura Arte

De acordo com a nota de imprensa remetida à Lusa pela autora da petição pública que pede a reposição da decoração do Museu, Ana Motta Veiga, o movimento quer ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa para explicar as "inquietações que vêm gerando nos portuenses e nos portugueses as recentes alterações do Museu Romântico da Quinta da Macieirinha no Porto, bem como dos avanços e esforços cívicos que têm sido efetuados com vista à discussão pública sustentada desta questão demais importante à Cultura portuguesa".

Foi ainda "enviada uma missiva de idêntica forma e conteúdo a todos os partidos políticos com representação municipal na cidade do Porto", que pretende também "aferir publicamente a sua posição política sobre as alterações do Museu Romântico do Porto".

A arquiteta Ana Motta Veiga saúda as reações dos partidos em relação às alterações feitas àquele Museu em setembro, mas lamenta o silêncio a que o assunto foi remetido desde as eleições autárquicas.

Desde o lançamento da petição, que conta com quatro mil assinaturas, já foram feitos "vários esforços no sentido de auscultar as entidades patrimoniais e aprofundar o conhecimento sobre o tema".

Entre eles estão, para além da petição, uma carta aberta do Grupo de Estudos do Romantismo, assinada por 49 profissionais e investigadores da área, uma carta aberta do Fórum de Conservadores-Restauradores, que reuniu 24 assinaturas, e pedidos de parecer à Direção*Geral do Património Cultural, à Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico e à Rede Portuguesa de Museus.

Em resposta à Lusa, a 22 de novembro, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) adiantou que, caso se venha verificar que o Museu da Cidade - que integra o Romântico - não cumpre os requisitos necessários à manutenção da respetiva credenciação, "pode propor o cancelamento da creditação de um museu" desde que exista o incumprimento reiterado das funções museológicas, alteração dos recursos humanos e financeiros ou modificação das instalações que se traduzam numa diminuição da qualidade ou uma restrição injustificada do acesso e visita pública.

A Câmara Municipal do Porto indicou, também em resposta escrita à Lusa, a 24 de novembro, que "todo o espólio do museu foi recolhido para ser restaurado e classificado e para ser, novamente, apresentado na própria Extensão do Romantismo, quer noutros espaços do Museu da Cidade, nomeadamente na Casa Marta Ortigão Sampaio, Casa Guerra Junqueiro e Ateliê António Carneiro (atualmente em fase de arranque da intervenção)".

A Extensão do Romantismo do Museu da Cidade do Porto, antigo Museu Romântico, reabriu portas em 28 de agosto, com o 'Herbário' de Júlio Dinis, numa homenagem ao escritor portuense, este ano figura central da Feira do Livro, tendo desde então estado no centro da polémica.

Instalado na Quinta da Macieirinha, a antiga casa de campo abriu como núcleo museológico em 1972 como Museu do Romântico, centrando a sua narrativa no rei do Piemonte e da Sardenha, Carlos Alberto, que, aí exilado, veio a passar os seus últimos dias.

Leia Também: Governo não prevê novas restrições no setor da cultura

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