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Ampliação da Biblioteca do Porto vai triplicar capacidade de depósito

O projeto de requalificação e ampliação da Biblioteca Municipal do Porto vai permitir triplicar a capacidade de depósito, tendo um custo estimado de 17 milhões de euros, foi hoje revelado.

Ampliação da Biblioteca do Porto vai triplicar capacidade de depósito

O programa-base do projeto, assinado pelo arquiteto Eduardo Souto Moura, foi apresentado na reunião do executivo desta manhã onde foram dados a conhecer, pela voz do autor, os detalhes do projeto, que sofreu um atraso por conta da pandemia de covid-19.

O vencedor do Prémio Pritzker (mais importante galardão de arquitetura) que, em 1994, foi o responsável pela obra da biblioteca infantil e do auditório da BPMP, foi convidado pela autarquia para projetar a empreitada de requalificação e ampliação da Biblioteca Pública Municipal do Porto (BPMP), projeto que foi retomado em 2017, pelo atual executivo municipal.

O avanço do projeto esteve, contudo, condicionado, cerca de nove meses, à decisão do Tribunal de Contas, que considerava existirem "direitos de autor" passados e defendia o lançamento de um concurso público, por oposição a um ajuste direto.

De acordo com Souto Moura, o seu gabinete, está já, neste momento, a fazer o estudo prévio, materializando as opções técnicas, para que possa ser possível ter um orçamento "mais rigoroso".

No orçamento municipal, estão inscritos para esta obra cerca de 12 milhões de euros, valor já ultrapassado nesta primeira estimativa.

Com custo estimado de cerca de 17,2 milhões de euros, o arquiteto admitiu, no entanto, que este valor possa ter que vir a ser ajustado, face ao aumento de cerca de 30% do preço dos materiais de construção.

"Só o alumínio, que pretendo utilizar aumentou 70%", disse, indicando que a ampliação representa uma área de 54 quilómetros de depósito.

Ao executivo liderado pelo independente Rui Moreira, o autor explicou que o projeto de arquitetura procura resolver o défice de espaço de armazenamento de livros e de outro tipo de espólio, estando prevista a construção de "uma torre", que aproveitará o espaço em altura.

Está ainda projetada uma ampliação para as traseiras do edifício principal, voltado para o Jardim de São Lázaro, e a demolição e construção de algum edificado que, no passado, foi acrescentado nas traseiras da biblioteca. Nesta área, explicou, há a possibilidade de o novo edifício "poder crescer mais dois pisos".

Está ainda projetada "uma galeria técnica à volta de toda a biblioteca"; uma área para entrada de camiões e monta-cargas, com um posto de desinfeção dos livros; um espaço para o Gabinete de Som do Museu da Cidade e uma cafetaria. Quanto aos claustros, esta é uma solução que ainda não está fechada.

Para Souto Moura, este projeto de arquitetura altera também a qualidade da própria vivência da biblioteca, tornando menos "austera", com fluidez na circulação dos percursos, numa aproximação ao conceito das bibliotecas contemporâneas.

Num comentário ao programa base, Rui Moreira sublinhou que a intervenção vem resolver problemas antigos, permitindo à biblioteca desempenhar de forma a sua tarefa de forma adequada, ao mesmo tempo que a transforma num sítio de "permanência" devido ao conjunto de atividades que vão poder ser realizadas.

A requalificação e ampliação da BPMP irá permitir "uma melhor fruição e melhores condições a quem lá trabalha", acrescentou o autarca que considera que o executivo ainda vai tempo de retificar o valor inscrito no orçamento municipal para esta obra.

Pelo PS, Manuel Pizarro declarou o apoio do socialista à requalificação daquele equipamento, independentemente do ciclo político" que venha a seguir.

O vereador antecipou, contudo, que o custo final da obra possa ser superior a 20 milhões de euros.

Também para o social-democrata Miguel Seabra, que substituiu o vereador Álvaro Almeida, o custo parece ser "bastante conservador", em face dos preços de construção. Contudo, considera, que o custo/benefício é justificado para este investimento.

Já Ilda Figueiredo, vereadora da CDU, lamentou o tempo perdido desde 2003, altura em que o projeto de requalificação foi suspenso, considerando fundamental o aumento da capacidade instalada.

Em resposta à questão levantada pela socialista Odete Patrício, Eduardo Souto de Moura estimou que o tempo de execução da obra em cerca de três anos.

Leia Também: Livro devolvido a biblioteca no Michigan com mais de 70 anos de atraso

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