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Exposição antológica de João Maria Gusmão e Pedro Paiva em Serralves

'Terçolho', de João Maria Gusmão e Pedro Paiva, é uma exposição antológica dum trabalho de quase 20 anos da dupla de artistas portugueses, que é hoje inaugurada no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto.

Exposição antológica de João Maria Gusmão e Pedro Paiva em Serralves
Notícias ao Minuto

17:00 - 17/06/21 por Lusa

Cultura Serralves

"A exposição tem de ser vista como uma grande instalação dos artistas [João Maria Gusmão e Pedro Paiva], porque realmente são eles os pensadores que estão por trás desta construção. São eles que criaram toda esta dinâmica (...), e todo o dispositivo que existe nas salas", designadamente os tamanhos dos écrans, explicou à Lusa a diretora adjunta do museu, Marta Moreira de Almeida, historiadora de arte e uma das curadoras da exposição que vai ficar patente em Serralves até 07 de novembro.

Segundo Marta Moreira de Almeida, a 'Terçolho' é uma exposição que compila um "importante núcleo de obras de João Maria Gusmão e Pedro Paiva", onde se pode ver filmes projetados, esculturas concretizadas com técnicas diversas, fotografias e instalação.

"Temos cerca de 70 obras em exibição aqui no Museu [de Serralves], onde podemos experienciar momentos muito diferentes, como as salas de projeção, que podemos ver tanto no corredor e na garagem, mas também temos um momento em que podemos ver a escultura e a fotografia juntas. A ideia foi criarmos diferentes exposições dentro de um espaço. A exposição tem de ser vista como uma grande instalação dos artistas", concluiu a curadora.

A exposição, pensada como se de uma instalação de grande escala se tratasse, tem por base uma "ideia caleidoscópica" de exposições dentro de exposições, com as imagens a desdobrarem-se em impressões fotográficas, em esculturas de bronze e em múltiplas projeções sem som, ao longo das galerias da ala direita do Museu de Serralves e do piso inferior da garagem.

Durante a visita de imprensa em Serralves, Pedro Paiva disse à Lusa que 'Terçolho' é uma "exposição antológica" que abrange o trabalho realizado com João Maria Gusmão ao longo de quase duas décadas.

Na visita guiada à imprensa, os artistas Pedro Paiva e João Maria Gusmão destacaram, por exemplo, alguns filmes realizados durante as viagens que fizeram no início da carreira a Marrocos, Angola, Brasil, Portugal e Quénia, entre outros locais.

"Nós viajávamos para trabalhar", explica Pedro Paiva, acrescentando que quando estavam no estrangeiro trabalhavam como se estivessem no atelier, com a "diferença" de que estavam noutro país.

"O título da exposição é o prenúncio de uma experiência sensorial alargada e paracientífica no percurso proposto pela obra desta dupla internacionalmente reconhecida", lê-se no dossiê de imprensa entregue aos jornalistas.

Um hordéolo, vulgarmente conhecido como terçolho, é uma inflamação ocular que causa hipersensibilidade à luz e a sensação de um corpo estranho no olho. Quando esse terçolho é de grandes dimensões, pode interferir com a visão e perceção da realidade.

Marta Moreira de Almeida realça que João Maria Gusmão e Pedro Paiva são dois artistas "realmente fundamentais no contexto de arte contemporânea", que têm um percurso internacional "bem sólido" e que faltava a Serralves "programar uma exposição sobre a obra" dos dois criadores portugueses, com um percurso conjunto de 2001 a 2019.

João Maria Gusmão e Pedro Paiva foram vencedores do Prémio Novos Artistas da Fundação EDP, em 2004, participaram em várias bienais internacionais, designadamente na Bienal de São Paulo (Brasil), em 2006, na 6.ª Bienal do Mercosul, Porto Alegre (Brasil), em 2007, na Manifesta 7 (Itália), em 2008, na 53.ª Bienal de Veneza (Itália), em 2009, quando foram os representantes de Portugal, e, em 2010, na 8ª Bienal de Gwangju (Coreia do Sul), entre outras mostras, como a recente 'Peacock', na Casa das Artes de Munique (Alemanha), em 2016, e 'Animais que ao longe parecem moscas', no Centro de Arte Oliva, em São João da Madeira (Portugal), em 2017.

'Terçolho' tem a curadoria de Marta Moreira de Almeida e de Filipe Vergne, diretor do Museu de Serralves, e a coordenação de Filipa Loureiro.

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