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Pintura da infanta D. Maria doada ao Museu Nacional de Arte Antiga

Uma pintura que retrata a infanta D. Maria em oração, atribuída a artistas portugueses do período quinhentista, foi doada pelo embaixador norte-americano George E. Glass ao Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, foi hoje anunciado.

Pintura da infanta D. Maria doada ao Museu Nacional de Arte Antiga
Notícias ao Minuto

18:33 - 04/05/21 por Lusa

Cultura Museu Nacional de Arte Antiga

De acordo com o museu, o embaixador cessante dos Estados Unidos em Portugal doou a pintura "A Infanta D. Maria em Oração à Imagem e às Relíquias de S. Vicente", num ano em que se comemora o quinto centenário do nascimento da infanta Dona Maria (1521-1577), filha de D. Manuel I.

Trata-se de uma pintura portuguesa do ciclo maneirista, executada provavelmente cerca de 1613, quando terminou a execução testamentária da infanta, "figura grada da cultura portuguesa quinhentista", cujos bens, repartidos entre Portugal e França, constituíram uma enorme fortuna, contextualiza o MNAA.

A pintura tem vindo a ser atribuída aos pintores Simão Rodrigues (1583-1629) e Domingos Vieira Serrão (1570-1632), mas o museu acredita que se pode relacionar mais diretamente com o autor dos grandes painéis com milagres de S. Vicente, pintados para o cadeiral da Sé de Lisboa, obras possivelmente do pintor régio Amaro do Vale (f.1619).

"É, de qualquer forma, uma pintura de grande interesse iconográfico sobre a infanta e o culto do padroeiro da cidade de Lisboa", salienta o Museu de Arte Antiga sobre a obra em madeira de carvalho.

A pintura ficará em exposição no Átrio 9 de Abril do MNAA, a partir de hoje, e até 20 de junho deste ano.

Criado em 1884, o MNAA alberga a mais relevante coleção pública do país em pintura, escultura, artes decorativas -- portuguesas, europeias e da Expansão --, desde a Idade Média até ao século XIX, incluindo o maior número de obras classificadas como "tesouros nacionais", assim como a maior coleção de mobiliário português.

No acervo encontram-se, nos diversos domínios, algumas obras de referência do património artístico mundial, nomeadamente, os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, obra-prima da pintura europeia do século XV, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, mandada lavrar por D. Manuel I e datada de 1506, e os Biombos Namban, do final do século XVI, registando a presença dos portugueses no Japão. O tríptico "As Tentações de Santo Antão", de Hieronymus Bosch, é uma das mais conhecidas obras do museu.

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