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Sindicato recorda a "companheira solidária" Carmen Dolores

O Sindicato de Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (Cena-STE) lamentou hoje a morte da atriz Carmen Dolores, recordando a sua "voz maravilhosa" e a sua atitude como "companheira solidária", que "deixa um enorme legado".

Sindicato recorda a "companheira solidária" Carmen Dolores

Sócia do sindicato durante mais de quatro décadas, Carmen Dolores morreu na segunda-feira, em sua casa, em Lisboa, aos 96 anos, disse à agência Lusa fonte próxima da família.

"Carmen Dolores, deixa-nos um enorme legado como atriz, como companheira solidária com os colegas de profissão, com um grande sentido de camaradagem, através da forma como viveu a sua vida", e através "do seu trabalho no Teatro Nacional, dos seus filmes" e da sua atividade na rádio e na televisão, escreve o Cena-STE, numa mensagem publicada hoje na sua página.

"A sua voz maravilhosa ficará para sempre ligada à incrível experiência do teatro radiofónico, bem como o seu rosto e enorme presença que nos acompanharam em tantos momentos", do teatro e do cinema, "e daquilo que é já parte da história da ficção em televisão em Portugal", acrescenta a nota de pesar do sindicato, sobre a morte da atriz.

Na mesma mensagem, o Cena-STE recorda igualmente a atriz Adelaide João, também ela sócia do sindicato, e que "dedicou toda a sua vida ao teatro e à representação".

"É com tristeza que constatamos o desaparecimento de tantos artistas, neste início de ano, que nos marcaram a todos, profissionais do setor e [ao] público", acrescenta o sindicato, acrescentando prestar tributo à "memória de todos" os que partem.

A atriz Adelaide João, de 99 anos, morreu no passado dia 03, na Casa do Artista, em Lisboa, onde residia, vítima de covid-19.

Carmen Dolores morreu na segunda-feira, em Lisboa, aos 96 anos.

Nascida na capital portuguesa, em 22 de abril de 1924, Carmen Dolores estreou-se nos palcos no Teatro da Trindade, integrada na Companhia Os Comediantes de Lisboa, na peça "Electra, a mensageira dos deuses", de Jean Giraudoux, encenada por Francisco Ribeiro (Ribeirinho).

Para trás ficava um percurso iniciado anos antes, na rádio, como declamadora e atriz, e no cinema, onde protagonizara filmes como "A vizinha do lado" e "Amor de Perdição", de António Lopes Ribeiro.

Retirou-se em 2005, com a peça "Copenhaga", de Michael Frayn, no Teatro Aberto, encenada por João Lourenço, no Teatro Aberto.

Em julho de 2018, no âmbito de uma homenagem no Teatro da Trindade, que incluiu a estreia da peça "Carmen", recebeu do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, as insígnias de Grande-Oficial da Ordem do Mérito, depois de anteriormente ter sido condecorada pelo chefe de Estado Jorge Sampaio com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. A atriz tinha já recebido a Ordem de Sant'Iago de Espada, a Medalha de Mérito Cultural e a Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Lisboa.

Entre outras distinções, Carmen Dolores recebeu o Prémio Sophia de Carreira, da Academia Portuguesa de Cinema, o Prémio António Quadros de Teatro, da Fundação António Quadros, o Prémio Gazeta da Casa da Imprensa, pelo desempenho de "Jardim Zoológico de Cristal", de Tennessee Williams, e o Globo de Ouro por "Copenhaga". A Federação Iberolatina Americana de Artistas deu-lhe o prémio carreira, em 1998.

Leia Também: Carmen Dolores: Funeral da atriz realiza-se na sexta-feira em Lisboa

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