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Fechar museus e manter escolas abertas "é contrassenso", diz associação

O presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM), João Neto, considerou hoje "um contrassenso" a decisão do Governo de fechar museus e monumentos, e manter as escolas abertas, no quadro das novas medidas para conter a pandemia.

Fechar museus e manter escolas abertas "é contrassenso", diz associação

Os equipamentos culturais terão de encerrar a partir das 00:00 de sexta-feira, em Portugal Continental, no âmbito das medidas anunciadas hoje pelo Governo, para tentar conter a pandemia da covid-19.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da APOM considerou que a medida anunciada para o setor da Cultura representa "um momento difícil para todos os museus, palácios e monumentos do país", que foram fortemente afetados com a quebra de visitantes, na ordem de mais de 70%.

À semelhança do que aconteceu em março do ano passado, os equipamentos culturais voltam agora a ter de encerrar.

"O número de pessoas que vai continuar a circular nos vários níveis de ensino é muito superior ao dos visitantes dos museus e monumentos, portanto não entendo este encerramento", comentou o presidente da direção da APOM.

Na opinião de João Neto, "os museus e monumentos são espaços seguros, que estão a cumprir as medidas de prevenção e contenção da propagação da pandemia".

"Pelo menos, deviam poder estar abertos em horários reduzidos ou ao fim de semana", defendeu, comentando que estes espaços "serviriam para as pessoas desanuviarem do confinamento de forma segura, através da fruição cultural".

Por outro lado, João Neto advoga um acompanhamento destes espaços culturais para que continuassem a atividade em segurança para os visitantes, nomeadamente avaliando a situação de redução dos seus recursos humanos, que "também têm sido afetados pelo vírus".

Portugal vai "regressar ao dever de recolhimento domiciliário", a partir das 00:00 de sexta-feira, tal como em março e em abril, anunciou hoje o primeiro-ministro, António Costa, em conferência de imprensa no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, alertando para este ser, simultaneamente, o momento "mais perigoso, mas também um momento de maior esperança".

A paralisação da Cultura começou na segunda semana de março, depressa se estendeu a todas as áreas e, no final de 2020, entre "plano de desconfinamento" e estados de emergência, o setor somava perdas superiores a 70% em relação a 2019.

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