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A crise na cultura portuguesa é notícia lá fora. E a solidariedade também

A imprensa internacional destaca a criação de movimentos de solidariedade para ajudar os profissionais da cultura, que perderam os rendimentos na sequência da pandemia de Covid-19.

A crise na cultura portuguesa é notícia lá fora. E a solidariedade também

A crise no setor da cultura em Portugal, motivada pelo surto de Covid-19, é notícia na imprensa internacional, que destaca a criação do movimento 'União do Audiovisual'.

"Quando, durante o confinamento, o mundo do entretenimento parou devido à pandemia, os trabalhadores audiovisuais portugueses perceberam que não podiam esperar pela ajuda do Estado", escreve a Euronews italiana.

Com efeito, "decidiram organizar-se para ajudar colegas em dificuldade, fornecendo-lhes refeições quentes". E assim nasceu "o movimento 'União do Audiovisual'", destaca ainda o meio de comunicação. 

Em declarações à Euronews, um dos voluntários do projeto, Hugo Costa, destacou o aumento de colegas carenciados. "São pessoas com família, casa, carro, com crianças que frequentam a escola, que têm uma vida ativa e superestruturada e que, de repente, se viram privadas. Éramos autossuficientes. Tínhamos sustento".

Gonçalo Santarém é um dos 'rostos' desta crise. O técnico de palco ganhava 1.600 euros por mês, mas, com a chegada da pandemia a Portugal, perdeu o emprego e precisa de ajuda alimentar. "Recebi 250 euros em abril. Depois, eles ajustaram os bónus sociais e fiquei a receber 438 euros, mas tenho um arrendamento de 380 euros".

“Há pessoas que enfrentam situações muito difíceis, que recebem o mínimo apoio do estado, contou ainda outro dos voluntários, Luís Ribeiro. "Na maioria dos casos, é indigno. Eu sou um ser humano, antes de ser um técnico e tudo mais, e, portanto, sinto-me obrigado a fazer algo para ajudar os outros".

Diz ainda o meio de comunicação italiano que o "Ministério da Cultura respondeu às críticas do setor com mais apoio. A primeira parcela, de mais de 30 milhões de euros, servirá para apoiar diretamente artistas, técnicos e outros profissionais".

Recorde-se que várias críticas têm sido apontadas ao Ministério tutelado por Graça Fonseca, nomeadamente pela falta de apoios aos profissionais do setor da cultura que, desde março, se veem impedidos de desenvolver a sua atividade.

Perante o cenário, entrarão em vigor no dia 10 de agosto três linhas de apoio social direcionadas para trabalhadores independentes da cultura, entidades artísticas e espaços culturais que viram a atividade prejudicada pela pandemia da Covid-19.

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