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Artista Steve McQueen expõe na Tate a partir de hoje

O realizador, fotógrafo e escultor britânico Steve McQueen expõe a partir de hoje na Tate Modern, em Londres, uma série de curtas-metragens com foco em experiências frequentemente ligadas à identidade negra, segundo informação divulgada pelo museu.

Artista Steve McQueen expõe na Tate a partir de hoje
Notícias ao Minuto

13:15 - 13/02/20 por Lusa

Cultura Tate Modern

"Trata-se da maior exposição do seu trabalho no Reino Unido, desde que venceu o Prémio Turner em 1999, apresentando 14 grandes obras que abrangem cinema, fotografia e escultura, incluindo o seu primeiro filme - filmado com uma câmara Super 8 -, 'Exodus' (1992/97)", que reflete sobre a migração e o multiculturalismo em Londres.

A mostra apresenta também os recentes "End Credits" (projeto iniciado em 2012 e ainda em curso), que é uma homenagem de Steve McQueen ao cantor, ator e ativista pelos direitos civis afro-americanos Paul Robeson (1898-1976), pela primeira vez em exibição no Reino Unido.

Estabelecido entre Londres e Amesterdão, Steven 'Steve' Rodney McQueen, primeiro realizador negro a ganhar o Óscar de Melhor Filme, com "12 anos de escravo", em 2014, luta pela diversidade, especialmente no mundo do cinema.

Abrangendo duas décadas da sua carreira, a exposição revela como as abordagens pioneiras de Steve McQueen ao cinema expandiram a forma como os artistas trabalham com o meio, criando retratos comoventes de tempo e lugar.

Nos últimos 25 anos, Steve McQueen criou alguns dos trabalhos mais inovadores de imagem em movimento projetados para espaços de galeria, e também realizou quatro longas-metragens aclamadas pela crítica, incluindo o '12 anos escravo'.

Na Tate Modern, o visitante é recebido por "Static", um filme da Estátua da Liberdade em Nova Iorque, filmado o mais próximo possível, a partir de um helicóptero que a circunda, examina de todos os ângulos esta simbólica estátua, confrontando a imagem com o barulho do helicóptero.

"O que interessa a Steve é a nossa visão do mundo, a forma como os humanos tentam representar a liberdade", disse o curador assistente da exposição Fiontan Moran.

O filme '7th Nov. 2001', um trabalho íntimo, mostra a imagem imóvel de um corpo, enquanto Marcus, primo de Steve, recorda, através da narração, o dia trágico em que acidentalmente matou o seu irmão.

Também difícil, 'Western Deep' é uma instalação imersiva que expõe a experiência de mineradores na África do Sul, seguindo-os até ao fundo da mina com pesquisas sobre luz e ruído.

O filme 'Ashes' é uma homenagem a um jovem pescador da ilha de Granada, terra natal da família de Steve McQueen: filmado no seu barco, as imagens de beleza e doçura são tragicamente revertidas na outra face do ecrã, que mostra a construção de uma tumba encomendada por Steve McQueen para o jovem pescador Ashes, morto por traficantes de droga.

A propósito do filme 'End credits', que homenageia o ativista Paul Robeson e mostra durante cinco horas os documentos censurados do FBI sobre esta vigilância, lidos por uma 'voz off', Fiontan Moran disse que Steve McQueen está a "testar os limites de como [é possível] recolher informações sobre pessoas nestes tempos de vigilância em massa".

Na mesma linha ativista, a exposição apresenta uma escultura única, "Weight", exibida pela primeira vez na prisão onde esteve detido Oscar Wilde, em Londres. Representa uma rede mosquiteira dourada sobre uma cama de prisão em metal, abordando o tema do confinamento e o poder libertador da imaginação.

A exposição decorre em simultâneo com o recente trabalho 'Year 3', uma série de retratos gigantes das crianças de Londres, produzidos por Steve McQueen, muitos dos quais expostos nas ruas de Londres no ano passado.

"Lembro-me da minha primeira visita à Tate quando era muito novo, com 8 anos de idade. Foi realmente o momento em que comecei a entender que tudo era possível", disse McQueen por altura da exposição, acrescentando: a Tate Modern "é onde a minha jornada artística começou".

Recentemente, o artista e realizador explicou ao jornal Financial Times a diferença entre os seus filmes de arte e os seus filmes de ficção: "Alguns são poesia, outros um romance. A poesia é condensada, concisa, fragmentada. O romance é uma longa história".

A exposição vai estar patente ao público até 11 de maio.

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