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Dança urbana regressa à Feira com o Loop

Santa Maria da Feira recebe sábado e domingo a terceira edição do Loop, que, lançado em 2017 como "pioneiro no acolhimento de criações de dança urbana em palco", estreia agora também um espaço próprio para novos coreógrafos.

Dança urbana regressa à Feira com o Loop
Notícias ao Minuto

16:31 - 07/11/19 por Lusa

Cultura Dança

O festival é organizado pela câmara municipal daquele concelho do distrito de Aveiro e reparte-se entre o Cineteatro António Lamoso e o Imaginarius Centro de Criação. Ao longo dos dois dias do evento, essas salas irão acolher não só as performances de 15 coreógrafos portugueses e espanhóis, mas também oficinas, 'jams' de dança e visitas guiadas aos bastidores do Cineteatro, para "uma aproximação à realidade do 'backstage' na construção de um espetáculo" nesse género artístico.

A descrição é do vereador da Cultura na Câmara Municipal da Feira, Gil Ferreira, que enquadra o Loop numa estratégia de desenvolvimento de públicos que, tendo "foco permanente nas novas gerações", justifica que a cultura urbana, nas suas mais variadas disciplinas artísticas, seja "uma aposta prioritária".

Em declarações à Lusa, o autarca explica: "Considerando que Santa Maria da Feira tem sido um viveiro profícuo das danças urbanas, quer pelos artistas locais que se tornaram referência nacional e internacional, quer pelo expressivo número de escolas, grupos e estruturas associativas que aqui as praticam, faz todo o sentido que o primeiro festival que transpôs esse género da rua para o palco continue a acontecer anualmente no nosso território".

Para Gil Ferreira, realizar o Loop e dar palco aos 35 bailarinos, músicos e outros intérpretes envolvidos no festival é assim "apoiar os artistas emergentes e a nova criação e, por conseguinte, liderar hoje o gosto e as tendências do amanhã".

É nesse contexto, aliás, que a terceira edição do festival passa também a incluir a 'Loop Box', que, aludindo ao formato "blackbox" de uma sala-estúdio, pretende funcionar como "um espaço de apresentação de primeiros trabalhos e experiências", e promover a multiplicidade artística e cultural em linguagens como o 'locking', 'swing', 'house dance', 'breaking', 'waacking', hip-hop e teatro.

Pelo Loop passarão assim no sábado sete novos valores da dança urbana, entre os quais o português Caco Lebre com "3065" e as duplas espanholas de Martín Rodriguez e Alba Bernal com "Swayin'", Jana Cobas e Nacho García com "En Vivo" e a designada "Elahood" com "Impermeable". Outras performances de coreógrafos e bailarinos emergentes são "Expatriada" de Joana Cruz, "Textures" de Flávia Moreira e "Redor" de Maria Antunes.

Após uma sessão de improviso com música ao vivo, a programação do sábado completa-se com outras quatro produções por criadores já afirmados, a partir das 22:00. A primeira será "Ancestralidade", de Lúcia Afonso, após o que se segue em palco "Rubble King" por Duarte Valadares, "Música e Movimento" por Max Oliveira e ainda "Blue Monday", que Héctor Plaza e Agnés Sales estreiam em Portugal após o lançamento dessa coreografia na última edição do Hop Festival & Breakin' Convention.

As oficinas, por sua vez, decorrem nas manhãs de sábado e domingo, sob a direção de Maria Antunes, da dupla de Hector Plaza e Agnés Sales, e também pela Helahood.

Após alterações ao programa inicialmente divulgado devido a impedimentos logísticos imprevistos, os bilhetes para as atuações propriamente ditas continuam disponíveis ao preço de oito euros. O acesso às performances da Loop Box é gratuito e a participação nas oficinas tem um custo de 30 euros.

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