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Obra do Teatro Municipal da Covilhã com atraso de 120 dias

A Câmara da Covilhã decidiu hoje prolongar em 120 dias o prazo de execução da requalificação do Teatro Municipal, obra que entretanto já foi transferida para um novo consórcio constituído por duas empresas.

Obra do Teatro Municipal da Covilhã com atraso de 120 dias
Notícias ao Minuto

20:35 - 06/06/19 por Lusa

Cultura Covilhã

A prorrogação do prazo está contemplada no contrato que estabelece as condições em que o consórcio irá concluir a empreitada, sendo que o documento foi hoje aprovado em sessão pública do executivo, com os votos os votos contra dos dois vereadores da oposição, que manifestaram dúvidas quanto ao processo.

Em contrapartida, o presidente desta autarquia do distrito de Castelo Branco, Vítor Pereira garantiu que o município não tem qualquer responsabilidade no atraso e rejeitou que haja qualquer "trapalhada", tal como acusou a oposição.

"Não há trapalhada nenhuma. Há uma cessão da posição contratual, o que em direito significa uma coisa muito simples: quem assume a posição do cedente assume as obrigações que ele tinha. Exatamente as mesmas (?). Há apenas uma alteração que tem que ver com o prazo e o que estamos a fazer hoje é a atalhar caminho. É a ganhar tempo é a evitar que esta empresa viesse dentro de dias dizer que, assumindo as obrigações previstas, não era capaz de terminar a obra dentro do prazo", afirmou.

O autarca sublinhou ainda que a obra terminará antes da data a partir da qual há risco de perda do financiamento aprovado.

Nas explicações dadas previamente pelo chefe de divisão do Urbanismo, foi explicado que a mudança de empreiteiro foi pedido pelo vencedor do concurso (MRG - Construction), isto depois de a autarquia ter percebido que existia uma "derrapagem" no prazo e de ter notificado a empresa para passar a cumprir o cronograma delineado pelo município.

Posteriormente o empreiteiro pediu a cessão da sua posição contratual, propondo que esta fosse transferida para um consórcio de duas empresas (Tanagra e Now XXI).

Em vez de cancelar o contrato e recorrer a um novo concurso, que poderia significar a perda de financiamento, a autarquia aceitou o pedido e, entretanto, os novos responsáveis pela obra pediram um prolongamento do prazo de conclusão.

Hoje a câmara aprovou uma expansão de 120 dias, que será somada aos cerca de 170 dias que ainda estavam por concretizar e que leva a que a obra tenha de estar concluída até março de 2020.

O presidente da câmara acredita que esse prazo será cumprido e aponta o dia da cidade como data provável da inauguração: "Terminaremos em tempo e convido os senhores vereadores a irem à inauguração, na presença do senhor Presidente da República, quando for oportuno, designadamente no dia 20 de outubro [de 2020]", afirmou, numa resposta aos vereadores Carlos Pinto (Movimento de Novo Covilhã) e Adolfo Mesquita Nunes (CDS).

A requalificação da obra visa transformar o antigo Teatro Municipal no Centro de Inovação Cultural e implica um investimento de cerca de quatro milhões de euros, com financiamento aprovado através do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) da Covilhã.

O projeto prevê que a traça exterior do edifício seja mantida e que o interior seja completamente reestruturado, estando prevista uma redução da lotação da sala principal para 600 lugares.

O edifício vai ainda ter quatro espaços de programação servidos por uma equipa de produção, uma sala de aprendizagem pedagógica, gabinetes de trabalho, duas cafetarias, uma livraria, entre outros serviços.

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