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Escultura com imagem do rei de Espanha lança polémica na ARCOmadrid

Uma obra de arte que recria a imagem do rei Felipe de Espanha, dos artistas Santiago Sierra e Eugenio Merino, lançou a polémica na abertura da Feira Internacional ARCOmadrid, que abriu hoje, na capital espanhola.

Escultura com imagem do rei de Espanha lança polémica na ARCOmadrid
Notícias ao Minuto

12:45 - 27/02/19 por Lusa

Cultura Arte

A escultura, que reproduz Felipe VI com quatro metros e meio de altura, é apresentada pela galeria italiana La Prometeo, de Ida Pisani, e tem um custo de 200 mil euros.

Criada em poliuretano, placa de reboco e tela, a obra tem orientações no contrato a ser assinado por um eventual comprador, que é o de ser queimada ao longo do ano em curso, num "lugar privado e legal", por determinar.

A instalação apanhou de surpresa Carlos Urroz, que dirige a sua última edição da feira, e a codiretora, Maribel López, que a viram ao mesmo tempo que os jornalistas, na montagem realizada na terça-feira à tarde.

"Estes artistas sempre levam o seu trabalho ao limite, e agora parece que o fizeram envolvendo também o colecionador", comentou López.

No ano passado, a polémica foi suscitada pela série de 24 fotografias 'Presos Políticos na Espanha Contemporânea', também do artista Santiago Sierra, apresentada pela galerista Helga de Alvear.

Na altura, a organização da feira - IFEMA-Feiras de Madrid - pediu à galerista para retirar as obras, sustentando que a polémica sobre a série prejudicava o resto das obras.

As fotografias de Santiago Sierra, avaliadas em 80 mil euros, consistiam nas imagens, em pixel, de 'detidos conhecidos', como Oriol Junqueras (ex-vice-presidente do governo catalão, detido no âmbito do processo independentista), os jovens acusados de agredir dois guardas civis em Alsasua (Navarra) ou ativistas do 15M (movimento de cidadãos que realizou uma manifestação em várias cidades espanholas a 15 de maio de 2011).

A direção da IFEMA viria mais tarde a pedir desculpas pela retirada das obras, que acabaram por ser compradas por um colecionador.

Alguns galeristas comentaram na terça-feira à agência EFE que este ano a feira apresenta melhoramentos, como a sua nova arquitetura interior, a organização dos espaços, a posição da luz sobre as obras

Além das obras de arte contemporânea, é possível encontrar arte moderna, nomeadamente, 'Au milieu' (1942), de Kandinsky, por 1,8 milhões de euros, ou uma estrutura de Calder por 1,3 milhões.

A galeria Lelong de Paris apresenta o quadro mais caro: um Miró 'Personnage et oiseau', de 1963, por quatro milhões de euros.

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