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Cancela recebe hoje o Grande Prémio de Romance e Novela

O escritor H.G. Cancela recebe hoje, em Lisboa, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2017, dotado de 15.000 euros, pelo romance 'As Pessoas do Drama'.

Cancela recebe hoje o Grande Prémio de Romance e Novela
Notícias ao Minuto

06:15 - 12/11/18 por Lusa 

Cultura APE

A cerimónia, à qual assiste a ministra da Cultura, Graça Fonseca, realiza-se às 18:00, na sala 02 da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em julho, quando foi conhecido o vencedor, a APE escreveu: “O júri deliberou atribuir o Grande Prémio de Romance e Novela à obra 'As Pessoas do Drama', de H.G. Cancela, pela leitura crítica da História e da Cultura europeia na sua relação com a cultura árabe, através de uma temática poderosa (a culpa, a impunidade, o drama, o olhar, o incesto, a tensão e a violência familiares), e de uma revisitação de personagens e de mitos do nosso património cultural ocidental".

"Trata-se de uma escrita densa e de um universo ficcional intenso e original, que desafia tabus civilizacionais e cria desassossegos em quem lê”, refere o juri.

O júri foi constituído por Isabel Cristina Mateus, Isabel Ponce de Leão, José Carlos Seabra Pereira, José Manuel de Vasconcelos e Paula Mendes Coelho, e a escolha do romance de H.G. Cancela, editado pela Relógio d'Água, foi feita por maioria.

Dois dos membros do júri, Isabel Ponce de Leão e José Carlos Seabra Pereira, votaram no romance “Para onde vão os gatos quando morrem?”, de Luís Cardoso.

Esta é a 36.ª edição do galardão, ao qual se candidataram 72 livros publicados em 2017, com a chancela de 35 editoras.

Quando foi conhecido o vcencedor, H.G. Cancela afirmou-se “naturalmente satisfeito”, embora sabendo que "um livro não passa a ser melhor por o ter ganho [o prémio], nem passaria a ser nem passaria a ser pior se o não tivesse”.

“Um prémio supõe sempre identificar o melhor. Naturalmente que não existe ‘o melhor’, seja romance, lugar ou vinho. Cada prémio corresponde a um exercício de seleção que pretere e deixa outros na sombra. Espero que este livro faça justiça aos outros que ficaram na sombra. Pior se o não tivesse”, disse.

Referindo-se à obra premiada, 'As Pessoas do Drama', H.G. Cancela disse que “parte do teatro como experiência simbólica, mas não se lhe reduz”.

“É um livro de personagens. Talvez duro, sem cedências nem complacência. É um percurso, a proposta de uma experiência condicionada pelo olhar do narrador. Um olhar que questiona, subverte, perverte. Que confronta as heranças da cultura europeia para interrogar o lugar do indivíduo e dos valores. O lugar da mulher, o do homem. O lugar da verdade, o lugar da encenação”.

O autor, Helder Gomes Cancela, 51 anos, já fora finalista do Grande Prémio da APE com o seu terceiro romance, 'Impunidade', de 2014.

Anteriormente, tinha publicado 'Anunciação' (1999), 'De Re Rustica' (2011), o livro de poesia 'Novembro' (2003) e os ensaios 'Relativismo Axiológico e Arte Contemporânea: Critérios de Receção Crítica das Obras de Arte' (2004) e 'O Exercício da Violência. A Arte enquanto Tempo' (2014).

O autor é investigador no Instituto de Investigação em Arte Design e Sociedade (IADS), da Universidade do Porto.

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