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Avaliação das casas atinge novo recorde de 1.215 euros por metro quadrado

O valor a que a banca está a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito subiu em junho, com o metro quadrado a fixar-se nos 1.215 euros por metro quadrado.

Avaliação das casas atinge novo recorde de 1.215 euros por metro quadrado

A avaliação que é feita pelos bancos às casas na hora de conceder financiamento para a compra voltou a aumentar, atingindo um novo máximo histórico. Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em junho, o valor mediano de avaliação bancária foi 1 215 euros em junho, mais 3 euros que o observado no mês precedente

"Em termos homólogos, a taxa de variação situou-se em 8,6% (8,8% em maio). Refira-se que o número de avaliações bancárias consideradas ascendeu a cerca de 30 mil, mais 82,6% que no mesmo período do ano anterior", informa o INE.

Recorde-se que em junho de 2020 tinha ocorrido pelo terceiro mês consecutivo uma redução significativa do número de avaliações em consequência da pandemia COVID-19.

De acordo com o instituo de estatística, este mês, o valor mediano de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, fixou-se em 1.215 euros por m2, tendo aumentado 0,2% face a maio (1 212 euros/m2).

O maior aumento face ao mês anterior registou-se no Algarve (1,0%), tendo o Alentejo apresentado a descida mais acentuada (-1,0%) mostram os dados hoje divulgados. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 8,6%, registando-se a variação mais intensa na Área Metropolitana de Lisboa (7,7%) e a menor na Região Autónoma dos Açores (0,7%).

Apartamentos 

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1.339 euros por m2, tendo aumentado 9,8% relativamente a junho de 2020.

Segundo o INE, o valor mais elevado foi observado na Área Metropolitana de Lisboa (1.599 euros por m2) e o mais baixo no Alentejo (850 euros/m2). A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (10,5%) e a Região Autónoma dos Açores a descida mais acentuada (-4,8%).

Quando comparados com os dados observados em maio, o valor de avaliação subiu 1,0%, tendo o Algarve apresentado a maior subida (2,4%) e a Região Autónoma dos Açores a diminuição mais intensa (-3,7%).

De acordo com o instituto de estatística, o valor mediano da avaliação para apartamentos T2 desceu 2 euros, para 1.353 euros por m2, tendo os T3 subido 12 euros, para 1.200 euros por m2. No seu conjunto, estas tipologias representaram 80,9% das avaliações de apartamentos realizadas no período em análise.

Moradias 

O valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 1.001 euros por m2 em junho, o que representa um acréscimo de 3,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, divulgam os dados do INE. 

Os valores mais elevados observaram-se no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa (1.611 euros/m2), tendo o Centro registado o valor mais baixo (825 euros/m2). A Área Metropolitana de Lisboa apresentou o maior crescimento homólogo (6,8%) e a descida mais acentuada ocorreu no Algarve (-2,1%).

Comparativamente com o mês anterior, a Área Metropolitana de Lisboa apresentou o único aumento (0,3%), e a maior descida aconteceu no Alentejo (-2,3%). Ainda em comparação com maio, os valores das moradias T2, T3 e T4, tipologias responsáveis por 88,5% das avaliações, atingiram os 949 euros por m2 (menos 8 euros), 989 euros por m2 (menos 2 euros) e 1.072 euros por m2 (mais 5 euros).

De acordo com o Índice do valor mediano de avaliação bancária, em junho de 2021, a Área Metropolitana de Lisboa, o Algarve e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à mediana do país (32%, 30% e 4% respetivamente). As regiões Terras de Trás-os-Montes e Beiras e Serra da Estrela foram as que apresentaram o valor mais baixo em relação à mediana do país (-43%), faz ainda notar o INE.

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