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Valor do mercado residencial 'prime' em Lisboa subiu 4,5% no 1.º semestre

Durante os primeiros seis meses do ano, verificou-se um aumento médio de 3,9% no valor de mercado de residências prime um pouco por todo mundo, o crescimento mais rápido desde dezembro de 2016, de acordo com a Savills.

Valor do mercado residencial 'prime' em Lisboa subiu 4,5% no 1.º semestre

O mercado residencial 'prime' em Lisboa valorizou no primeiro semestre de 2021. De acordo com estudo 'World Cities Index' da consultoria imobiliária Savills, registou um aumento de 4,5% entre janeiro e junho de 2021, com o valor médio propriedades 'prime' a chegar aos 8.600 euros por m2.

Já em termos globais, observou-se uma subida média de 3,9% no valor de mercado de residências 'prime' um pouco por todo mundo, sendo este o crescimento mais rápido desde dezembro de 2016, durante os primeiros seis meses do ano, segundo a consultora imobiliária.

"Portugal, nomeadamente o setor de imóveis 'prime', continuará a ser um mercado muito apetecível e que beneficiará com a abertura dos mercados. Prevê-se um último trimestre forte", revela Ricardo Garcia, Diretor de Residencial da Savills Portugal

As taxas de juro consistentemente baixas, fortalecimento da confiança dos compradores, aumento do número de transações a preços mais altos e medidas de estímulo económico para combater os efeitos negativos da Covid-19 são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento do valor de residências prime, faz notar a Savills. 

De acordo com o mesmo estudo, enviado hoje ao Notícias ao Minuto, das 30 cidades analisadas pela Savills, apenas três (Roma, Milão, Madrid) não registaram aumentos e quatro (Barcelona, Paris, Mumbai, Nova Iorque) registaram contrações no valor dos mercados residenciais 'prime'.

As cidades que não registaram crescimento são aquelas cujos mercados residenciais 'prime' dependem fortemente de investimento estrangeiro, e a pandemia veio levantar múltiplos obstáculos à movimentação transfronteiriça de capital, lê-se no documento.

Já os valores observados durante o primeiro semestre do ano seguem um período de crescimento mais ténue, entre junho de 2018 e dezembro de 2020, meses entre os quais se registou um aumento médio de 0,7% do valor de mercado de residências prime.

Este crescimento foi influenciado pela incerteza associada à pandemia e por mudanças de políticas e regulamentos fiscais em várias cidades, revela a consultora imobiliária.

A liderar o crescimento do valor dos mercados residenciais 'prime' estão a China e os EUA

Ainda de acordo com o 'World Cities Index', no topo da tabela estão as cidades chinesas de Xangai e Guangzhou, com taxas de crescimento dos respetivos mercados residenciais prime de 13,7% e 7,9% no primeiro semestre do ano.

Segundo a Savills, este fortalecimento é reflexo da noção de que o imobiliário continuará a ser um investimento seguro na China, apesar de algumas políticas desse país terem procurado refrear o aumento dos preços das propriedades residenciais.

Por seu turno, do outro lado do Oceano Pacífico, Los Angeles e Miami são as duas cidades dos Estados Unidos da América que se destacam no índice da Savills, com aumentos de 12% e 9,1% nos valores dos respetivos mercados residenciais 'prime'. Um crescimento que a consultora imobiliária considera que se deveu à migração interna, fruto de relocalizações relacionadas com o teletrabalho e condições fiscais mais favoráveis.

"Temos vindo a verificar um aumento gradual da procura de imóveis 'prime' devido ao maior controlo da pandemia e à abertura de alguns mercados, tendência que contamos ver melhorada com a aceleração da vacinação e que esperamos ver materializada no último trimestre do ano", afirma Ricardo Garcia.

Para Kelcie Sellers, analista da Savills World Research, "o regresso das viagens internacionais provavelmente fará aumentar o número de compradores de propriedades prime." Acrescenta ainda que está previsto "uma recuperação económica que continuará a fortalecer a confiança dos compradores e fará crescer a procura. Apesar de continuar a existir um certo grau de incerteza relacionado com a pandemia, antevê-se que o setor residencial prime se mantenha forte durante o resto do ano."

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