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EUA. Após quatro meses de quedas, número de casas vendidas sobe 1,4%

Já em termos homólogos, vendeu-se mais 22,9% de casas. Em junho, foram transacionadas cerca de 5,86 milhões de unidades face a maio. Ainda assim, isto representa uma percentagem ligeiramente distorcida dadas as circunstâncias da Covid-19.

EUA. Após quatro meses de quedas, número de casas vendidas sobe 1,4%

Depois de quatro meses consecutivos de quedas, o número de vendas de imóveis nos EUA subiu 1,4% em junho face a maio, ou seja, cerca de 5,86 milhões de unidades. Segundo aos dados divulgados pela Associação Nacional de Corretores de Imóveis, a que a CNBC teve acesso, o stock de casas à venda no final de junho foi de 1,25 milhões. Este valor representa uma oferta de 2,6 meses no ritmo atual de vendas.

Segundo o canal televisivo norte-americano, vendeu-se mais casas (22,9%) do que em junho de 2020. Ainda assim, isto representa uma percentagem ligeiramente distorcida dadas as circunstâncias da Covid-19.

Em declarações à CNBC, Lawrence Yun, economista-chefe da NAR faz notar de que "podemos ter virado a esquina do inventário." Contudo, "há algum abrandamento na procura", acrescenta.

O baixo stock continua a pressionar os preços, faz notar o canal dos EUA. O preço médio de uma casa existente vendida em junho fixou-se nos 363.300 dólares americanos (aproximadamente 308.535,03 euros). Este valor traduz 23,4% a mais do que o preço em junho de 2020.

No entanto, grande parte deste ganho é distorcido devido aos tipos de casas que estão a ser vendidas. As vendas de casas com preços entre 100.000 dólares americanos (84.925,69 euros) e 250.000 dólares (212.314,23 euros) caíram 16% ao ano. Já as transações de habitações com preços entre 750 mil dólares (636.942,68 euros) e 1 milhão (849.256,90 euros) saltaram 119%.

"Num nível amplo, os preços das casas não correm o risco de um declínio devido às condições apertadas de stock, mas espero que os preços valorizem num ritmo mais lento até o final do ano", afirma Yun. "Idealmente, os custos de uma casa aumentariam aproximadamente em linha com o crescimento da renda, o que provavelmente acontecerá em 2022 à medida que mais casas e novas construções se tornam disponíveis", sustenta.

Todavia, os ganhos podem começar a esfriar, revela a CNBC. As novas casas colocada à venda subiram 9% na semana passada, em comparação com a mesma semana de há um ano atrás, de acordo com Realtor.com. Ou seja, o inventário imobiliário viu a sua 15.ª semana consecutiva de quebras.

"Embora mais vendedores tenham entrado no mercado na semana passada, os compradores de imóveis podem compreensivelmente sentir-se frustrados com a contínua escassez de casas acessíveis para vender", refere Danielle Hale, economista-chefe da Realtor.com, em comunicado enviado à CNBC.

Acrescenta ainda que "o aumento nas novas listagens oferece um raio de esperança para os compradores que tentam encontrar uma casa."

As taxas de hipotecas em abril e maio, quando estes contratos foram assinados, foram ligeiramente menores do que em março, salienta o canal norte-americano. Os compradores também estão a ver mais concorrência dos investidores, sendo que representaram uma participação de 14% em todas as vendas, em comparação com os 9% observados há um ano. 

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